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Governo do Tocantins apresenta iniciativa de REDD+ em webinar com a imprensa mundial e observadores internacionais

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O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins, Marcello Lelis, participou na tarde desta terça-feira (10) do webinar “Floresta Amazônica: o papel dos Estados no mercado de carbono e a COP30”.

O evento foi promovido pelo Earth Innovation Institute (EII) e teve como público-alvo a imprensa nacional e internacional, reunindo veículos como Agência Brasil, TV Brasil, SBT Tocantins, ARD (alemão), CNN e Capital Reset (grupo uol). Acompanharam o encontro a especialista em Financiamento Climático do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  (PNUD), Sâmya Milena Terra e o observador da embaixada da Noruega, Rafael Volochem   .

Durante o encontro virtual, foram discutidos os desafios e oportunidades dos programas jurisdicionais de REDD+ (Redução de Emissões dos Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal) no Brasil. Um dos destaques foi o pioneirismo do Tocantins na comercialização de créditos de carbono florestal no mercado internacional.

Apresentado pelo diretor executivo do EII, Daniel Nepstad, o estudo “A Grande Solução Climática da Floresta Amazônica e o Mercado de Carbono” estima uma receita potencial de venda de créditos JREDD+ de $ 10 bilhões até 2030 com preço US$ 10 por tonelada de CO₂. O estudo também destaca a doação  de US$ 1,5 bilhão  pelo Fundo Amazônia desde 2008 e que este valor poderia ser superado em apenas dois anos com o novo modelo de crédito de carbono.

` O mercado de crédito de carbono não é uma agenda trivial, é uma agenda com quase a metade da América do Sul e pode ser a solução de curto prazo para a crise climática“, completou Napstad, adiantando que os recursos poderiam começar a vir a partir de 2026, desde que os estados regulamentem suas políticas de comercialização de crédito de carbono e comprovem a redução do desmatamento.

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Entre os principais desafios para o avanço do mercado de carbono no Brasil estão a criação de marcos regulatórios confiáveis para o REDD+ jurisdicional, a abertura de mercado dentro do Acordo de Paris para os estados, o envolvimento de grandes empresas — como a Petrobras — na compra de créditos e a integração desses programas em acordos comerciais de soja e carne, especialmente com a China.

Nepstad explicou que a Floresta Amazônica ainda absorve parte significativa do carbono liberado por atividades humanas — um terço do total, segundo ele —, mas esse potencial tem diminuído. “Nos anos 1980, a floresta retirava da atmosfera cerca de dois bilhões de toneladas de CO₂ por ano. Hoje, esse número está em queda, especialmente em anos de seca severa como 2024”, alertou.

Para restaurar a função de sumidouro da floresta, o estudo propõe ações como reduzir em 90% o desmatamento até 2030, permitir a regeneração natural de 20% das áreas já desmatadas, recuperar áreas degradadas e fortalecer atividades de bioeconomia com foco em povos indígenas e comunidades tradicionais.

Ações REDD+

A diretora de Políticas para Controle do Desmatamento e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberta Cantinho, reforçou a importância da Comissão Nacional para o REDD+ e detalhou as etapas para que os estados acessem os recursos desse mercado.Já a diretora do EII no Brasil, Mônica de Los Rios, apresentou os caminhos para implementação efetiva do REDD+ Jurisdicional nos estados.

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Questionado por jornalistas sobre a participação de diferentes setores sociais no desenvolvimento do programa REDD+, Marcello Lelis explicou sobre o andamento do processo de consulta dentro da estratégia de repartição de benefícios do JREDD+ que o governo do Tocantins está promovendo junto aos Povos Indígenas, Povos e Comunidades tradicionais e Agricultores Familiares (PIPCTAF), pequenos, médios e grandes produtores rurais e governo do estado.

Marcello Lelis destacou ainda que o Estado já aplicou recursos da fase de pré-investimento do REDD+ no fortalecimento da política ambiental como o funcionamento do Centro de Inteligência Geográfica e Gestão Ambiental (CIGMA) que veio reforçar o monitoramento das queimadas e desmatamento. Além disso, o Tocantins elaborou neste ano o maior plano estadual de combate às queimadas, com investimento de aproximadamente R$ 17 milhões.

“ Os impactos do Programa de REDD+ já são visíveis com a destinação de recursos para a contração de módulo de análise do  CAR que estará sendo entregue no próximo mês, além de financiar a reforma da rede lógica e elétrica da Semar e a implantação do CIGMA, um centro de referência em dados e inteligência ambiental, essencial para decisões estratégicas do Governo “ , citou. E finalizou que o“ REDD+ no Tocantins deu voz ao meio ambiente` .

O evento contou ainda com a participação de Francisca Arara, secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre; Juliana Lopes, diretora de ESG da AMAGGI; Leonardo Carvalho, secretário de Meio Ambiente do Acre; e Raul Protázio, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará.

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TOCANTINS

Tocantins fortalece monitoramento da qualidade da água com parceria entre Semarh, UFT e FAPTO

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O Governo do Tocantins deu mais um passo para fortalecer a gestão dos recursos hídricos e ampliar o conhecimento sobre a qualidade das águas que abastecem o estado.

Nesta quinta-feira, 11, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) formalizou um Termo de Convênio com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), durante cerimônia realizada na Reitoria da universidade, em Palmas.

A parceria prevê a execução de pesquisas aplicadas e análises laboratoriais voltadas ao monitoramento da qualidade da água em rios e lagos tocantinenses. Ao longo de dois anos e seis meses, equipes técnicas irão realizar coletas e avaliações em 80 pontos estratégicos distribuídos pelas diferentes regiões do estado.

A iniciativa busca gerar informações científicas capazes de subsidiar políticas públicas voltadas à preservação dos recursos hídricos, ao acesso à água de qualidade e à ampliação do saneamento básico.

O trabalho também contribui diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água para todos.

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Durante a assinatura do convênio, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destacou que a parceria fortalece a integração entre o poder público e a academia, proporcionando maior agilidade e eficiência na produção de dados técnicos.

“Estamos unindo a experiência da Semarh à excelência técnica da universidade para ampliar nossa capacidade de monitoramento e garantir análises mais rápidas e precisas sobre a qualidade das águas tocantinenses”, ressaltou o secretário.

A reitora da UFT, Maria Santana, enfatizou o papel da universidade na produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável e reafirmou o compromisso da instituição em contribuir com a gestão ambiental do estado por meio de sua estrutura técnica e científica.

Para o presidente da Fapto, Leonardo Araújo, a iniciativa representa um avanço na modernização da política estadual de recursos hídricos, fortalecendo a inovação e a utilização da ciência como ferramenta de apoio à tomada de decisões.

Rede de monitoramento

O  convênio amplia uma estrutura de monitoramento já consolidada pela Semarh. Atualmente, o estado opera uma rede composta por aproximadamente 80 estações hidrometeorológicas distribuídas nas principais bacias hidrográficas tocantinenses.

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As Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) realizam o acompanhamento em tempo real de indicadores como precipitação, níveis dos rios e vazões, fornecendo informações estratégicas para ações de segurança hídrica, prevenção de enchentes e enfrentamento de períodos de estiagem.

 Além do monitoramento hidrológico, o Tocantins mantém uma rede de vigilância da qualidade da água com dezenas de pontos de acompanhamento ambiental. Por meio de análises laboratoriais e sondas multiparamétricas, são avaliados indicadores físicos, químicos e biológicos que permitem acompanhar as condições dos corpos hídricos e calcular o Índice de Qualidade da Água (IQA).

 Com a nova parceria, o estado amplia sua capacidade técnica de produzir informações qualificadas sobre seus recursos hídricos, fortalecendo o planejamento ambiental e contribuindo para a preservação de um dos patrimônios naturais mais estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Tocantins.

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