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AGROTINS 2025

Pavilhão da Cultura faz sucesso no primeiro dia da Agrotins

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O som da viola de buriti, os bonecos gigantes de Taquaruçu e o rico artesanato do Tocantins inundaram de cores, movimentos e muita alegria o primeiro dia da 25ª Agrotins – Feira de Tecnologia do Agronegócio do Tocantins, nesta terça-feira, 13. Pela primeira vez na história da Agrotins, a cultura do estado ocupa um espaço exclusivamente dedicado às manifestações artísticas e culturais do Tocantins.

O Pavilhão da Cultura, instalado próximo ao píer do parque, numa área de 510m², fez sucesso logo no primeiro dia da Agrotins. Com destaque para a realização da 1ª Feira de Negócios do Artesanato do Tocantins – Fenartto, que trouxe 20 artesãos e artesãs de várias partes do estado para expor e comercializar seus artesanatos, o pavilhão também abriga serviços culturais – cadastro para emissão da Carteira Nacional do Artesão e atendimento aos municípios para orientar quanto à adesão ao segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc. Mestras e mestres artesãos também contam com espaço para demonstração dos saberes passados de geração em geração.

O secretário de Estado da Cultura (Secult), Tião Pinheiro, conversou com artesãos, artistas e visitantes presentes nesse primeiro dia, e lembrou de uma passagem na cerimônia de lançamento da Agrotins em 2024. “O governador Wanderlei Barbosa, que teve a coragem de recriar a Secretaria da Cultura em 2023, olhou pra mim na solenidade e perguntou o que a cultura tinha a ver com a Agrotins. Prontamente eu respondi: tudo, governador. Um ano depois, aqui estamos nós com este pavilhão lindo, dedicado à cultura tocantinense que tem suas raízes no campo”, disse, destacando o apoio incondicional do secretário da Agricultura e Pecuária Jaime Café e do secretário da Indústria, Comércio e Serviços Beto Lima para que o Pavilhão da Cultura se tornasse realidade.

Presentes no pavilhão, o coordenador do Escritório do Ministério da Cultura (MinC) no Tocantins, Cícero Belém, e o presidente do Conselho de Políticas Culturais do Tocantins, Elpídio de Paula, parabenizaram o secretário e servidores da Secult pela realização da Fenartto e do Pavilhão da Cultura.

“Você chega dentro dessa feira e encontra agora o Pavilhão da Cultura, isso simbolicamente expressa um olhar sensível e atento para a grandiosidade que é esse estado do Tocantins. Então, nesse espaço, nesse lugar que representa uma força econômica do nosso estado, eu gostaria assim de dizer a vocês que são servidores da cultura, que estão aqui, que acompanham o Tião e a Valéria nessa missão, que vocês estão fazendo a história institucional da cultura do estado do Tocantins”, disse Cícero Belém.

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“Ver este Pavilhão da Cultura lindo desse jeito, chega a me emocionar, porque é um começo e a Secult está de parabéns”, declarou Elpídio de Paula.

Manifestações culturais

No primeiro dia de feira, o Pavilhão da Cultura contou com uma programação que representa muito bem a riqueza cultural do Tocantins. Pela manhã, o grupo Taboka Grande, liderado pelo mestre Wertemberg, fez uma recepção calorosa aos visitantes. Quem passava pelo local era contagiado pela vibração sonora e se surpreendia com os bonecos gigantes de Taquaruçu. Em seguida foi a vez da cantora Mara Rita, artista consagrada na cena tocantinense, subir ao palco instalado na entrada do pavilhão.

No início da tarde, Missim da Viola de Buriti empolgou o público com canções próprias que contam histórias do Jalapão, puxando um coro animado com seus lindos versos. A cantora Núbia Dourado completou a tarde jalapoeira com sua linda voz.

Pavilhão Sabor e Cultura

Neste primeiro dia de feira, os visitantes da Agrotins, além de degustar diversas iguarias no Pavilhão Sabor e Cultura (praça de alimentação), também puderam prestigiar várias atrações musicais. Subiram ao palco principal a cantora Melissa Lima, os grupos Baião D2, Projeto 1+1, Capoeira Fecatins, os músicos Dorivã, Diomar e Marcos Ruas e a dupla sertaneja Marcos e Diovany.

Mestre Índio, presidente da Federação de Capoeira do Estado do Tocantins (Fecatins), que participou de uma das apresentações, comentou sobre o evento: “Isso aí é uma grandeza. Muito grande pra nós, capoeiristas, principalmente porque estamos sendo valorizados através do reconhecimento do poder público, que está trazendo a capoeira e mostrando um pouco da nossa cultura, um pouco do movimento que a capoeira vem fazendo dentro do nosso estado do Tocantins, dentro de Palmas, que vem se unindo para o fortalecimento da capoeira no nosso estado”, disse.

O engenheiro agrônomo Lucas Laureano, morador da região do Bico do Papagaio e visitante da feira, também comentou sobre a importância do espaço para a promoção da cultura local: “Essa parte do pavilhão aqui da cultura é muito interessante porque nós temos uma grande profusão de pessoas aqui que vêm para Palmas de vários estados. Você tem pessoal do Paraná, do Sul, você tem de São Paulo, de Goiás, que muitas vezes não conhecem a nossa cultura tocantinense. E ao chegar aqui e perceber, participar, tem esse entendimento, talvez consiga diferenciar um pouco uma região da outra.”

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Sala de Oficinas

Duas oficinas foram oferecidas neste primeiro dia, na sala localizada no Pavilhão da Cultura. Pela manhã, o público acompanhou o workshop “Formalização de Negócios”, ministrado pela consultora do Sebrae Tocantins Tatianny Guimarães. Maria Bonfim Moreira de Souza, presidente da Federação das Cooperativas e Associações de Artesãos e Artistas do Estado do Tocantins (Fecart), que participou da palestra, ressaltou: “A formalização é muito importante para que a gente possa andar certinho, tirar nossas notas e atender nosso cliente com perfeição e segurança.”

À tarde, a jornalista e designer de interiores Renata Brum ministrou a oficina “A comunicação que encanta”, com orientações sobre como utilizar a comunicação para promover os produtos. A artesã Hireki da Mata de Brito, que comercializa produtos de capim-dourado no pavilhão, participou da oficina e afirmou: “Essa oficina foi de suma importância para mim, já que, estando aqui, estávamos participando, aprendendo sobre o mundo e amadurecendo na prática”, disse.

MovCEU

Estacionado ao lado do palco principal no Pavilhão Sabor e Cultura, o MovCEU foi a principal atração para estudantes que visitaram a Agrotins nesse primeiro dia. O equipamento cultural itinerante chamou a atenção principalmente pelos óculos de realidade virtual, que fizeram uma turma do Colégio Militar parar para vivenciar a experiência. O MovCEU ficará na Agrotins até o dia 17, último dia da feira.

PROGRAMAÇÃO 14/05 – QUARTA-FEIRA

Oficinas (Pavilhão da Cultura)

14/05 (quarta-feira)

9h às 11h – Workshop: Histórias que contam valor: a identidade do artesanato, por Renata Brum (Palmas/TO)

14h às 15h30 – Oficina: Guia de inscrição para editais de artesanato, por Lukas Rhyere (Palmas/TO)

16h às 18h – Oficina: Preparação para negociações com clientes internacionais, por Marilene Severiano (Gurupi/TO)

Apresentações artísticas

08h às 10h – Cia Final Feliz (receptivo e cortejo) – Pavilhão da Cultura

11h às 12h – Júnior 7 Cordas (samba) – Pavilhão Sabor e Cultura

12h às 13h – Sabrina e Andressa (sertanejo) – Pavilhão Sabor e Cultura

13h às 14h – Malusa (MPB) – Pavilhão Sabor e Cultura

17h – Orley Massoli (MPB acústico) – Pavilhão da Cultura

17h – Nalberth e Murilo (sertanejo) – Pavilhão Sabor e Cultura

19h – Renan Miranda (sertanejo) – Pavilhão Sabor e Cultura

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CULTURA

Governo do Tocantins celebra reconhecimento das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional

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As quebradeiras de coco babaçu tiveram seu ofício reconhecido como manifestação da cultura nacional por meio da Lei Federal nº 15.431. A nova legislação foi anunciada durante evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília/DF, nesta quarta-feira, 10. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), celebra o reconhecimento e reforça o compromisso com o fortalecimento das comunidades tradicionais do estado.

A legislação contempla as trabalhadoras dos estados do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará. As quebradeiras de coco babaçu integram os povos e as comunidades tradicionais, desempenhando uma atividade de grande relevância histórica, cultural, social e econômica. No Tocantins, elas estão concentradas principalmente na região norte do estado e garantem o sustento de inúmeras famílias por meio do extrativismo sustentável.

“Essa conquista representa o reconhecimento da história, da resistência e da contribuição das quebradeiras de coco babaçu para a cultura brasileira e para a preservação dos nossos recursos naturais. São mulheres que mantêm conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações e que desempenham papel fundamental na proteção dos territórios e na sustentabilidade das comunidades”, destaca o secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente.

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Coco babaçu

A matéria-prima é o babaçu, palmeira nativa encontrada em abundância no norte do Tocantins, na região do Bico do Papagaio. Utilizando técnicas tradicionais para o aproveitamento integral do coco, elas produzem óleo, carvão e diversos outros subprodutos. Pela profunda ligação com a natureza e pelos saberes culturais repassados por gerações, as quebradeiras de coco representam um símbolo de resistência feminina e de preservação.

Organizadas em associações, cooperativas e movimentos sociais, essas mulheres desempenham papel fundamental na defesa dos territórios tradicionais e na conservação dos babaçuais.

A atividade envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu, além da produção de diversos derivados utilizados na alimentação, no artesanato e na fabricação de óleo, sabão, carvão e farinha. O manejo tradicional dos babaçuais é reconhecido como uma prática sustentável, capaz de gerar renda sem comprometer a vegetação nativa.

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