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Governador Wanderlei Barbosa assina PL do Zoneamento Ecológico Econômico e marca avanço histórico no planejamento territorial do estado

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinou e encaminhou nesta quarta-feira, 2, o Projeto de Lei (PL) que institui o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Tocantins (ZEE/TO), que segue para apreciação da Assembleia Legislativa do Estado (Aleto). A ação ocorreu no gabinete do Chefe do Executivo estadual, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, e contou com a presença de secretários de Estado e deputados estaduais, além de representantes do setor produtivo.

“Estamos enviando, neste momento, este Projeto de Lei tão importante para o nosso estado, que irá regularizar e dar segurança jurídica ao homem do campo. Queremos que o Tocantins seja um estado organizado e cada vez mais forte. O intuito deste documento é instituir o planejamento territorial sustentável, com gestão ambiental estruturada, aliado ao crescimento econômico por meio da produção planejada, que também é de responsabilidade do Governo. Então, quero pedir aos nossos deputados celeridade a esse projeto”, ressaltou Wanderlei Barbosa, na ocasião.

Durante a reunião, o titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marcello Lelis, explicou que a proposta do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Tocantins (ZEE/TO), que busca instituir a política pública de planejamento territorial fundamentada na responsabilidade ambiental, na segurança jurídica e no desenvolvimento sustentável, está sendo concluída e encaminhada para discussão na Aleto na gestão Wanderlei Barbosa, após anos de debate.

“O plano define as zonas do nosso território, onde é área de preservação e o que é a área de produção. Hoje [2 de abril], o [ZEE/TO] foi entregue à Assembleia Legislativa. Agora, poderá ser discutido e identificadas as áreas que são vocacionadas à produção e as áreas que são vocacionadas à preservação. É o nosso mapa. Um marco histórico para o estado, que o governador assume ao enviar este importante projeto para aprovação na Casa de Leis”, comemorou Marcello Lelis.

Importância do ZEE/TO para o planejamento territorial

A proposta do ZEE/TO, de iniciativa do Poder Executivo, estabelece diretrizes para o uso racional do território estadual, considerando aspectos ambientais, econômicos e sociais. Entre os principais elementos do Zoneamento, destacam-se as zonas de institucionais, formadas por áreas legalmente instituídas para conservação e usufruto dos povos originários; as zonas de desenvolvimento integrado, onde as atividades produtivas devem ocorrer em equilíbrio com a preservação dos recursos naturais; e as zonas estratégicas de consolidação, voltadas à ocupação humana planejada e sustentável.

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“Houve determinação do governador Wanderlei Barbosa para que esse assunto andasse. A Seplan [Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento], em parceria com vários órgãos, como Ministério Público, Semarh e Naturatins [Instituto Natureza do Tocantins], trabalha pela aprovação do plano. O Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Tocantins é um documento que disciplina as atividades do estado, mostrando as aptidões de cada região. Além disso, também disciplina as atividades e permite que os empreendedores efetuem investimentos de forma consciente, respeitando as leis ambientais”, enfatizou o presidente do Naturatins, Cledson da Rocha Lima.

Processo de elaboração

A elaboração do ZEE/TO teve início em 1992, com a criação da Comissão Estadual de Zoneamento. Desde 1996, a Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) coordenou diversos estudos técnicos sobre os recursos naturais, o uso da terra, a sociedade e estratégias de uso sustentável do território no Tocantins. Em 2004, foi concluído e aprovado nas instâncias consultivas o Zoneamento Ecológico-Econômico do Norte do Tocantins, realizado em 37 municípios; aprovado por meio da Lei Estadual nº 2.656 de 6 de dezembro de 2012. Desde então, atendendo à própria determinação da referida Lei, a pasta conduziu a extensão do ZEE para todo o estado. O projeto foi aprimorado por meio de colaboração interinstitucional entre as secretarias de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), e da Agricultura e Pecuária (Seagro), bem como do Naturatins e da Casa Civil, além da participação de colegiados e conselhos estaduais.

O processo também contou com ampla participação da sociedade civil, por meio de oficinas técnicas e consultas públicas, conferindo maior legitimidade e consenso social à proposta. “Atendendo à determinação do governador Wanderlei Barbosa, que solicitou celeridade na conclusão do processo de planejamento territorial sustentável executado no escopo do instrumento Zoneamento Ecológico-Econômico, entregamos hoje [quarta-feira, 2] o resultado de um trabalho técnico muito bem elaborado, o Plano de Zoneamento Ecológico-Econômico em todo o Tocantins, que é uma proposta de planejamento organizado do estado, trazendo aspectos ambientais, produtivos, econômicos e, sobretudo, segurança jurídica para todos os empresários e os produtores que investem no estado”, pontuou o secretário da Seplan, Sergislei de Moura.

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O diretor de Gestão de Informações Territoriais e Socioeconômicas da Seplan, Rodrigo Sabino, enfatizou que a proposta do ZEE/TO está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Meio Ambiente e à legislação estadual voltada ao ordenamento territorial e à gestão ambiental. Com a aprovação, o Tocantins dará um passo significativo no fortalecimento da governança ambiental e na promoção de um crescimento sustentável para as futuras gerações. “O documento foi elaborado em consonância com a legislação federal, atendendo a uma determinação legal do próprio estado do Tocantins. Nós também atendemos a uma questão vinculada ao código florestal brasileiro, a Lei n° 12.151 de 2012, que definiu que os estados brasileiros elaborassem esse instrumento”, explicou.

Com a assinatura do Projeto de Lei pelo governador Wanderlei Barbosa, a proposta segue agora para a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), onde será analisada e deliberada pelos parlamentares. Acompanharam ainda a reunião o secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes Filho; o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Jaime Café; a procuradora-geral do Estado, Irana Coelho; e o secretário de Estado da Comunicação, Márcio Rocha.

                                                                                     

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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