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Governo do Tocantins institui Comitê de Enfrentamento às Mudanças Climáticas

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Em edição publicada no Diário Oficial do Estado do Tocantins, no. 6.767, dessa quinta-feira,27, o governador Wanderlei Barbosa, oficializou a criação do Comitê de Enfrentamento às Mudanças Climáticas do Estado do Tocantins. A medida, fundamentada na Lei Federal nº 12.608/2012 e na Lei Estadual nº 4.618/2024, visa fortalecer as ações integradas de adaptação e mitigação dos efeitos climáticos adversos na região.

Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, com a instituição deste comitê, o governo do Tocantins reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a resiliência climática, buscando soluções integradas para os desafios ambientais que afetam o estado.

 “A instituição do Comitê de Enfrentamento às Mudanças Climáticas do Estado do Tocantins representa um marco significativo em nossa trajetória rumo à sustentabilidade e à preservação ambiental. A colaboração entre órgãos estaduais, municipais e federais será fundamental para o sucesso desta iniciativa, e contamos com o engajamento de todos os segmentos da sociedade tocantinense para juntos enfrentarmos os desafios climáticos que se apresentam”,  explicou  o secretário.

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O comitê tem como principais objetivos propor diretrizes para estratégias climáticas, articular a cooperação entre diferentes esferas governamentais e monitorar a implementação do Plano Estadual de Adaptação às Mudanças Climáticas. Além disso, buscará assegurar a conformidade das políticas públicas com o ordenamento jurídico vigente e acompanhar informações sobre riscos climáticos para subsidiar ações preventivas.

“A união dos órgãos públicos do Tocantins para o enfrentamento às mudanças climáticas é estratégico para garantir a capacidade de minimizar os impactos climáticos que estão por vir, uma vez que o planeta já registrou em 2024 aumento médio de temperatura da ordem de 1,5 graus centigrados, o que leva a humanidade a um ambiente desconhecido”, diz a superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos.

A composição do comitê abrange diversos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, incluindo a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que exercerá a coordenação, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot); Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea);  Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins),  Secretaria da Segurança Pública; Secretaria da Agricultura e Pecuária; Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) e  Secretaria da Mulher. Representantes de outras instituições públicas ou privadas, bem como especialistas, poderão ser convidados a contribuir com as atividades do comitê.

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As reuniões ordinárias ocorrerão trimestralmente, com a possibilidade de convocações extraordinárias sempre que necessário. A participação no comitê é considerada de relevante interesse público e não será remunerada.

Comissão

No mesmo diário, foi instituído ainda o Comitê Técnico para acompanhamento dos estudos destinados a subsidiar a instituição do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Tocantins – CT-Peveg, o Comitê Estadual de Proteção e Defesa dos Animais – Comitê Pro-Animais e a Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento da Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais – PEPSA.

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Contrato de colaboração financeira com o BNDES formaliza execução de mais de R$ 56 milhões do Fundo Amazônia no Tocantins

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O Contrato de Colaboração Financeira Não Reembolsável entre o Estado do Tocantins e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi assinado nessa segunda-feira, 3, por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O instrumento prevê a aplicação de mais de R$ 56 milhões, provenientes do Fundo Amazônia, para a execução do Projeto de Fortalecimento da Gestão Ambiental (SustenTO).

Os valores previstos no contrato serão aplicados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), na evolução do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Siggar 2.0), no monitoramento por imagens de satélite, no desenvolvimento do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) e na atualização do Sistema Informatizado do ICMS Ecológico (Siseco), além de ser destinado à aquisição de veículos, equipamentos, drones, computadores e tecnologias para o monitoramento ambiental.

O projeto também abrange o Sistema de Informação dos Serviços da Assistência Técnica e Extensão Rural (Rurater), equipamentos destinados às atividades de prevenção e combate aos incêndios florestais das brigadas do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e sensores para monitoramento da qualidade do ar.

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Etapas técnicas e jurídicas

A assinatura do contrato ocorreu após a conclusão das etapas técnicas, administrativas e jurídicas relacionadas à elaboração e à aprovação da proposta, conforme os critérios de governança estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo BNDES.

Após a aprovação do projeto, realizada ao término das etapas técnicas de análise da proposta, teve início a etapa de formalização do contrato, que incluiu a análise jurídica quanto à necessidade de autorização legislativa para sua celebração.

A análise jurídica realizada pela Semarh, pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/TO) considerou que o contrato possui natureza de colaboração financeira não reembolsável, caracterizada como doação, e não como operação de crédito. O entendimento foi acolhido pelo BNDES, possibilitando a formalização do contrato e a execução dos recursos do Fundo Amazônia, em conformidade com as normas de responsabilidade fiscal e o ordenamento jurídico.

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