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SEDUC

Seduc e UFT promovem seminário em comemoração do Dia Nacional do Surdo

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Em 26 de setembro de 1857, era inaugurada, no Rio de Janeiro, a primeira Escola de Surdos do Brasil, hoje denominada Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). Em homenagem a esta importante conquista, a data foi escolhida para comemorar o Dia Nacional do Surdo. Em Palmas, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT) estão promovendo, de 26 a 27 de setembro, uma programação diversificada na Escola Bilíngue para Surdos, proporcionando momentos de protagonismo da comunidade surda e espaço para discussão de pautas como educação, acessibilidade, direitos humanos e linguísticos.

“O Dia do Surdo é uma oportunidade para celebrarmos as conquistas e reforçar a importância da comunicação entre surdos e ouvintes. Esse tipo de trabalho conjunto não só enriquece o ambiente escolar, mas também promove respeito e compreensão mútua. O Governo do Estado, por meio da Seduc, tem implementado ações efetivas para ofertar um ensino de qualidade para os surdos do Tocantins e difundir o uso da Libras entre surdos e ouvintes”, enfatizou a gerente de Educação Bilíngue de Surdos da Seduc, Amoriana Borges.

O termo surdo é utilizado para designar pessoas com surdez profunda que normalmente têm a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua ou língua materna. Porém existe uma heterogeneidade de pessoas surdas. Os surdos sinalizados são os usuários da língua de sinais; surdos bilíngues, os que possuem a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda língua; surdos oralizados, que utilizam prótese auditiva, e ainda os surdos com implante coclear, que se comunicam oralmente ou por leitura labial. O surdo implantado não deixa de ser surdo, uma vez que ele só ouve quando usa também a parte externa do aparelho e continua sendo parte da diversidade dessa deficiência.

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Educação inclusiva 

Na rede estadual de ensino, o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que inclui o atendimento aos surdos, é realizado nas 427 escolas que possuem Salas de Recursos Multifuncionais. A Seduc também atende alunos da educação especial em 31 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). Em Palmas, a população com deficiência conta ainda com o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE), que oferece atendimento multiprofissional que visa promover o desenvolvimento intelectual, físico e a comunicação.

A inclusão da disciplina de Libras nas escolas regulares como componente curricular e a Formação dos Professores em Educação Bilíngue de Surdos, ofertada em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), também são importantes iniciativas do Governo do Estado que visam favorecer a comunicação e melhorar a qualidade da educação para os surdos.

Escola Bilíngue

Neste ano, foi inaugurada a primeira Escola Bilíngue para surdos, em Palmas, onde o ensino é realizado em Libras como língua materna e o português como segunda língua. Localizada no prédio do Colégio Estadual Criança Esperança, são atendidos, atualmente, 20 estudantes surdos.

Para a estudante Ahgata Vitória Souza, que cursa a 1ª série do Ensino Médio, a Escola Bilíngue é um divisor de águas em sua vida acadêmica e pessoal. “Eu amo estudar aqui. Com certeza estou aprendendo muito mais aqui na Escola Bilíngue. Além de ter essa comunicação tão fluida com os alunos e professores. Aqui a gente se apoia”, relatou.

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Setembro Azul 

A campanha Setembro Azul envolve diversas ações durante todo o mês, dedicada à luta, conscientização e divulgação da cultura e comunidade Surda, Visibilidade e protagonismo das pessoas surdas. No Tocantins, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), vivem mais de 1.800 pessoas surdas ou com algum grau de deficiência auditiva.

Conforme a professora do curso de Letras/Libras da UFT, Gabriela Otaviani, o Setembro Azul reflete a luta da comunidade surda e celebra a importância da Libras. “O objetivo é discutir vários temas ligados ao Dia do Surdo, que é um marco para nós. É também uma grande oportunidade de mostrar o uso da Libras e de fortalecer o nosso direito linguístico no Brasil. Esperamos que seja cada vez mais difundida a língua de sinais, e que as pessoas que têm filhos surdos conheçam a Escola Bilíngue e matriculem seus filhos para que eles possam aprender simultaneamente assim como o estudante ouvinte aprende”, enfatizou.

O mês de setembro é marcado por datas significativas para a comunidade surda, refletindo a luta e a conscientização em torno de suas demandas. No dia 21, é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e, no dia 23, o Dia Internacional das Línguas de Sinais, que homenageia a fundação da Federação Mundial dos Surdos.

No último sábado, 21, a Seduc realizou o II Festival Surdolímpico do Tocantins, visando democratizar o acesso ao esporte e promover a atividade física como ferramenta de desenvolvimento integral dos estudantes surdos e com deficiência auditiva, e recebeu na capital estudantes de todas as regiões do Estado.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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