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Governo do Tocantins realiza curso inovador em Psicologia do Testemunho

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Teve início nesta segunda-feira, 5, o curso “Técnicas de Inquirição e Avaliação da Credibilidade do Testemunho Baseadas em Psicologia do Testemunho”. A capacitação acontece no auditório do Corpo de Bombeiros, em Palmas, e segue até o dia 7 de agosto, sempre das 08h às 12h.

Promovido pela Controladoria-Geral do Estado (CGE/TO), por meio da Corregedoria-Geral, em parceria com a Secretaria da Saúde, o curso conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Escola de Governo e das secretarias da da Indústria e Comércio e da Comunicação.

A formação visa aprimorar as técnicas de inquirição e avaliação da credibilidade do testemunho, baseando-se nos mais recentes estudos e práticas da psicologia. “É uma oportunidade de modernizar a forma de coleta de evidência oral em procedimentos investigativos e sancionatórios,  proporcionando aos servidores conhecimentos essenciais para a melhoria do trabalho de apuração e segurança aos gestores responsáveis pelo julgamento de procedimentos disciplinares”, explicou a corregedora-geral do Estado, Vagleia Inácio Montelo Camarço.

Durante a abertura do curso, o secretário-chefe da CGE/TO, José Humberto Muniz Filho, ressaltou a importância de consolidar a cultura de excelência na administração pública. “É fundamental fortalecermos essa mentalidade dentro da administração para garantir uma gestão contratual e disciplinar eficaz em toda a esfera estadual. Para isso, o Estado investe na capacitação e na conscientização de todos. A Controladoria se coloca como órgão de apoio, consultoria e assessoria, utilizando este espaço para aprimorar nosso conhecimento”, declarou.

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“Estamos entusiasmados com o curso porque serão fornecidas ferramentas indispensáveis para os procedimentos investigativos. Há muito tempo, vínhamos buscando meios de capacitar todos os servidores da nossa  Corregedoria nesta temática, e esta iniciativa representa um marco significativo nesse esforço”, destacou a corregedora da Secretaria da Saúde, Mayara Alves Maciel Lima Magalhães.

Análise científica de provas

O juiz de Direito da 4ª Turma Recursal do Poder Judiciário do Paraná e PhD, Tiago Gagliano Pinto Alberto, ministra o curso que, para ele, tem o intuito de corrigir a rota na análise de fatos apurados nas investigações administrativas. “Queremos apresentar técnicas baseadas em estudos cientificamente validados. Não estamos falando de percepções individuais, mas de metodologias testadas e refinadas por diversos pesquisadores, que comprovam sua eficácia e permitem uma análise mais técnica do conjunto probatório,” explicou o juiz.

O magistrado também reforçou que o objetivo do curso é preencher a lacuna existente no direito, proporcionando uma análise de provas mais racional, científica e validada. Ele destacou a importância de entender como a memória funciona, já que o tempo pode alterar a percepção e a análise dos fatos. “A psicologia do testemunho inteira se baseia no estudo da memória, o que torna esse conhecimento crucial para uma avaliação precisa e justa dos casos,” concluiu.

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Participantes

Destinado a servidores das Corregedorias do Estado do Tocantins, o evento reúne mais de 100 participantes. Entre os presentes estão servidores da Controladoria-Geral do Estado; do Sistema Socioeducativo e da Polícia Penal da Secretaria de Cidadania e Justiça; do Departamento Estadual de Trânsito (Detran); da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins); do Corpo de Bombeiros; da Polícia Militar; da Prefeitura Municipal  e da Guarda Metropolitana de Palmas; das secretarias da Fazenda (Sefaz), da Educação (Seduc) e da Saúde (SES); além de servidores da assessoria jurídica da Casa Civil.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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