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No mês do Autismo, crianças atendidas no CER Palmas ganham tarde especial em salão de cabeleireiro

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“É muito legal mesmo, porque esta é a segunda vez que a Lavínia corta o cabelo em um salão mesmo, antes eu mesma cortava em casa. E quando eles falaram que teria essa ação, ela já ficou super animada e chegou em casa falando que queria cortar bem curtinho. E aí quando chegou aqui, não teve receio e já foi direto para a cadeirinha, falou o tamanho que queria, cortou e está feliz e brincando”. A declaração é da fisioterapeuta Mariana Ferreira, mãe da Lavínia Ferreira, de 08 anos.

Ela e outras 39 famílias atendidas no Centro Estadual de Reabilitação (CER) de Palmas participaram de ação de corte de cabelo, brincadeiras, lanches e diversão que aconteceu na tarde desta segunda-feira, 29. “Nós estamos no mês de abril, que é o mês de conscientização da pessoa do espectro com autismo e para fechar a longa programação que tivemos, fizemos essa segunda edição do corte de cabelo. Onde além de trabalhar o corte, estamos socializando, saindo da rotina e vendo o resultado das terapias, mostrando como as famílias estão felizes com os resultados trabalhados pela Secretaria de Estado da Saúde”, disse o gerente técnico do CER Palmas, Edson Paulo Chaves.

E essa união de solidariedade foi bem vista por outras famílias, como a da Lisandra Pinheiro, mãe do Atos Gabriel de Oliveira, de 06 anos, que se emocionou ao ver o filho cortar o cabelo com tranquilidade. “O Atos não é nem um pouco tranquilo para cortar o cabelo e eu fico muito feliz em ver ele assim. Até já chorei de emoção, pois é muito gratificante o fato dele estar aqui com outras crianças, que o encorajaram e a gente só fica emocionada por todo o trabalho”, disse.

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Para quem mais uma vez abraçou a causa, diz que “é muito orgulhoso poder  participar e colaborar para esse momento em que os pais conhecem o nosso salão, os nossos profissionais que são capacitados e é uma satisfação poder atendê-los. Espero que no próximo ano mais famílias sejam atendidas, para que esse projeto lindo tenha mais beneficiados”, relatou o empresário William Renato Machado.

“Está muito bom, porque depois que ela começou a terapia, ela melhorou bastante. Está se desenvolvendo muito bem tanto em casa, como na escola, pois está sabendo lidar mais com as crises e para mim está sendo maravilhoso participar disso. É uma emoção grande e para mim é uma honra”, comentou Lorrany Cavalcante, mãe da Aruna Cavalvante.

Rede de cuidados no SUS

No Tocantins, as pessoas com TEA são acolhidas nos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) localizados em Palmas e Colinas. Nos locais, são atendidos por uma equipe multiprofissional, composta por neuropediatra, psiquiatra, nutricionista, educador físico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e neuropsicopedagogo.

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CIPTEA

O Governo do Tocantins lançou, em setembro de 2023, a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), um documento gratuito que tem o objetivo de contemplar o cidadão em todas as necessidades, prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. Até o momento, já foram confeccionadas 580 carteirinhas e a solicitação pode ser feita no seguinte link: https://sistemas.ati.to.gov.br/ciptea/login.

SCERs no Tocantins

No Estado, existem dois Serviços Especializados em Reabilitação (SERs), em Porto Nacional e Araguaína; e dois Centros Especializados em Reabilitação (CERs), em Palmas e Colinas do Tocantins.

Os SCERs visam reabilitar pessoas com deficiência física e intelectual e dispõem de equipe multiprofissional composta por enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico ortopedista, médico neurologista, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista e psicólogo, oferecendo consultas, avaliação, diagnóstico, terapias, indicação de órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção, que são adquiridos pelo Governo do Tocantins.

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TOCANTINS

Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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