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VACINAÇÃO

Tocantins amplia faixa etária para vacinação contra a dengue

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Devido a baixa procura e visando dar maior celeridade na vacinação contra a dengue, o Estado do Tocantins, passa a vacinar contra a dengue,  a população com faixa etária de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. A ampliação do público-alvo é uma recomendação do Ministério da Saúde (MS), através da Nota Técnica Nº 12/2024, enviada à Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), na quarta-feira, 06, a qual leva em consideração que a maior proporção de hospitalização por dengue nos últimos anos ocorreu em pessoas com esta idade.

De acordo com a gerente de Imunização da SES-TO, Diandra Sena, “no Tocantins, a população é de 28.805 crianças e adolescentes, sendo necessários 58 mil doses no total, até o momento o estado recebeu as 11.540 doses de vacinas, que são suficientes para vacinar com primeiras doses a população toda de 10 e 11 anos de idade. Mas devido à baixa procura, mesmo com a ampliação da faixa etária não haverá prejuízo na questão das doses e a SES-TO aguarda sinalização do Ministério da Saúde quanto ao envio de novas remessas”.

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A gerente acrescenta que “é importante que os pais e responsáveis estejam atentos a esse calendário, a essa nova vacina que foi inserida para essa população, para esse público-alvo e que os 14 municípios selecionados façam as suas estratégias de divulgação para que a vacina realmente chegue ao braço e nós consigamos proteger os nossos adolescentes contra a dengue”.

Distribuição

A distribuição e a quantidade de doses enviadas a cada estado é realizada pelo Ministério da Saúde, que tem como base três critérios principais: o ranqueamento das regiões de saúde e municípios, o quantitativo necessário de doses para a população-alvo conforme a disponibilidade (prevista pelo fabricante) e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

Os municípios contemplados no Tocantins, continuam aqueles previamente definidos pelo método descrito na Nota Técnica nº 08-2024/CGICI/DPNI/SVSA/MS e do Informe Técnico Operacional da Estratégia de Vacinação contra a Dengue 2024.

Dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode progredir para quadros graves, não existindo até o momento, um medicamento específico para o tratamento. Dessa forma, a vacinação age como o objetivo de reduzir as hospitalizações e óbitos decorrentes das infecções pelos vírus da dengue na população-alvo (crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade).

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Casos de Dengue no Tocantins

O boletim do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), atualizado em 27 de fevereiro de 2024, aponta que houve uma queda de 68,6% no número de casos confirmados de Dengue, em fevereiro de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 765 casos em 2023 e 240 em 2024.

Os dados das arboviroses no Tocantins são atualizados semanalmente e podem ser acessados por meio do link https://www.to.gov.br/saude/boletins-epidemiologicos-das-arboviroses/6aqzbftl85g2

As arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos. As mais comuns em ambientes urbanos são: Dengue, Chikungunya e Zika, transmitidas pelo Aedes aegypti.

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SAÚDE

Ambulatório do HGP transforma a rotina de crianças com doenças raras e garante tratamento especializado no Tocantins

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Para muitas famílias tocantinenses, as quartas-feiras representam mais do que um dia de tratamento. São dias de esperança, cuidado e a certeza de que seus filhos recebem acompanhamento especializado sem precisar sair do estado. Referência no Tocantins, o Ambulatório de Infusão Pediátrica do Hospital Geral de Palmas (HGP) acompanha atualmente cerca de 24 crianças com doenças raras e crônicas que necessitam de medicamentos de alto custo administrados por infusão endovenosa.

Único serviço do tipo em funcionamento no estado, o ambulatório atende pacientes de municípios como Palmas, Paraíso do Tocantins, Tupiratins, Guaraí e Araguaína. Entre as condições tratadas estão doença de Crohn, retocolite ulcerativa, doença inflamatória intestinal, doença de Gaucher, lúpus, osteogênese imperfeita, conhecida como “ossos de vidro”, e dermatomiosite.

A coordenadora do Ambulatório Pediátrico do HGP, Jeane Coimbra, explica que o atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional preparada para acompanhar cada paciente de forma individualizada. “Os pacientes com doenças raras são acompanhados por meio de consultas ambulatoriais ou durante internações na pediatria do HGP. Todos os que realizam infusões na unidade já passaram por avaliação especializada. Contamos com médica reumatologista pediátrica, enfermeiros e técnicos de enfermagem, garantindo um atendimento seguro e humanizado”, destaca.

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Segundo a reumatologista pediátrica Núbia Carmo, o ambulatório de infusão pediátrica do HGP atende diversas especialidades que necessitam de medicamentos intravenosos contínuos para o tratamento de doenças crônicas. “Entre os pacientes atendidos estão crianças com Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, que recebem infliximabe; Doença de Gaucher, tratada com alfataliglicerase; Imunodeficiências, que recebem imunoglobulina; Artrite idiopática juvenil sistêmica, tratada com tocilizumabe; Osteogênese imperfeita (“ossos de vidro”), que recebem ácido zoledrônico e pacientes transplantados renais que necessitam de eculizumabe”.

Um dos avanços mais significativos implantados pelo serviço foi a substituição do pamidronato pelo ácido zoledrônico no tratamento da osteogênese imperfeita. “Antes, essas crianças precisavam ficar internadas por até três dias a cada três ou quatro meses para receber a medicação. Hoje, a aplicação é feita apenas uma vez a cada seis meses. É uma evolução já adotada em grandes centros do país e que conseguimos trazer para o Tocantins, proporcionando mais conforto e qualidade de vida aos pacientes e às famílias”, ressalta a especialista.

Outro benefício destacado pela médica é a realização de tratamentos que anteriormente exigiam deslocamentos para outros estados. “Temos o caso de uma paciente da nefropediatria que passou por transplante renal e precisava viajar regularmente para Brasília para receber a medicação. Hoje ela faz o tratamento aqui mesmo, no HGP. Além disso, muitos pacientes conseguem receber os medicamentos sem necessidade de internação, permanecendo sob observação durante a infusão e retornando para casa no mesmo dia”, afirma.

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Entre as famílias atendidas está a de Lorenzo Lima Lira Lima, de seis anos, diagnosticado com osteogênese imperfeita. A mãe, Valnice Carneiro Lima, acompanha o tratamento do filho no HGP desde 2020 e destaca a importância do serviço para a qualidade de vida da criança. “Meu filho faz tratamento desde os seis meses de vida. Eu só tenho elogios para toda a equipe. Médicos, enfermeiros e técnicos são profissionais comprometidos e muito dedicados. Sempre fomos acolhidos com respeito e atenção”, relata.

Valnice também percebe os resultados das melhorias implementadas no tratamento. “Antes, as internações eram mais frequentes e podiam durar até uma semana. Hoje, ele recebe a medicação com intervalos maiores e volta para casa no mesmo dia. A última dose foi em fevereiro e a próxima será apenas em agosto. Isso trouxe muito mais tranquilidade para nossa rotina e para a vida dele”, comemora.

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