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Governo do Tocantins fecha 2023 com mais de 18 mil cirurgias eletivas realizadas

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Mais de 18 mil famílias foram transformadas com a restauração da saúde de um ente querido. Esta foi uma das grandes marcas do Governo do Tocantins, em 2023, com a realização de cirurgias eletivas, em todo o Estado. O novo recorde é 68% acima da produção de 2022 (10.712) e 114% acima do planejado para o ano passado (8.400). A marca é resultado de ações pontuais como o investimento de mais de R$ 20 milhões, do Tesouro Estadual, em incentivo a 27 hospitais municipais e R$ 4,5 milhões, em pagamento de gratificação às equipes multiprofissionais das unidades hospitalares geridas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), por meio do Programa de Aprimoramento da Gestão Hospitalar (PAGH – Cirúrgico/Opera Tocantins).

Além disso, a gestão estadual fortaleceu os centros cirúrgicos dos hospitais do interior, com a entrega de milhares de equipamentos, que proporcionaram a descentralização dos serviços e garantiram a redução do tempo de espera da população que aguardava em fila. “Nos últimos dois anos, saímos de um índice de 91% das pessoas que aguardavam em fila, com mais de 200 dias de espera e graças à priorização da gestão, hoje, das 4.500 pessoas em fila, apenas 37% estão com este tempo de espera. Para 2024, temos um plano em desenvolvimento, para que 100% dos pacientes sejam atendidos dentro de no máximo 180 dias”, explicou a superintendente de superintendente de Gestão e Acompanhamento Estratégico da SES-TO, Luiza Regina Dias Noleto,

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Dentre os procedimentos mais realizados em 2023, estão a colecistectomia (1.758), laqueadura tubária (1.494), hernioplastia inguinal (1.465) e histerectomia total (1.141). Antonia Franco Araújo, 40, anos, mãe de dois filhos, foi uma das beneficiadas com uma laqueadura, no Hospital Regional de Miracema (HRM). “Fiquei surpreendida com o atendimento, porque além de ter sido bem acolhida lá no hospital pela equipe médica e enfermeiros, ainda foi oferecido a nós transporte de ida e volta para realizarmos esse procedimento em Miracema. Fiz minha cirurgia em setembro e estou ótima, já estou trabalhando e não sinto mais nada, só tenho a agradecer”, afirmou.

Do total produzido, 62% foram nas unidades geridas pela SES-TO e destas, 51% pelo Opera Tocantins; 9% em hospitais privados contratualizados e 28% pelos HPPs. “Os números mostram o empenho das nossas equipes em cuidar das pessoas, motivo pelo qual agradecemos. Por outro lado, a produção dos hospitais municipais foram relevantes e, pelo  mostrar de suas capacidades, o Ministério da Saúde, já sinalizou, em 2024, o investimento de R$ 9 milhões, para ampliação de eletivas no Tocantins, que também poderão ser feitas nos hospitais municipais e no Hospital de Doenças Tropicais, que é federal”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

Ranking de produção

Dentre os hospitais estaduais, as cinco maiores produções são: 2724 no Hospital Geral de Palmas (HGP); 1.108 no Hospital Regional de Guaraí (HRGUA); 1.079 no Hospital Regional de Araguaína (HRA); 971 no Hospital Regional de Miracema (HRM) e 935 no Hospital Regional de Augustinópolis (HRAUG).

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Nas unidades municipais, os destaques foram: Divinópolis, com 518 cirurgias; Dueré, Sítio Novo e Cristalândia, com 506 e Araguacema, com 452 procedimentos.

Meta

Para o ano de 2024, a SES-TO planejou a realização de 10 mil cirurgias eletivas. Número que pode ser superado, com a incrementação dos recursos federais e emendas parlamentares que, os quais foram elevados no final de 2023, em 45% no recurso para média e alta complexidade (Teto MAC) e em 1.221% do MAC via emendas parlamentares.

“Com os investimentos próprios que pretendemos fazer, somados aos recursos oriundos do Ministério da Saúde, com o apoio da nossa bancada federal, teremos um 2024 ainda mais produtivo para a saúde da nossa população. Avançamos muito no trabalho de qualidade de vida das pessoas, mas sabemos que ainda tem gente precisando de atendimentos e não vamos parar até que todos tenham seus problemas de saúde resolvidos”, declarou o governador Wanderlei Barbosa.

Os investimentos citados pelo governador colocam o Tocantins, entre os cinco estados brasileiros, citados no balanço divulgado recentemente, pelo Ministério da Saúde, como os entes federativos capazes de zerar suas filas de espera por cirurgias eletivas, em 2024. Os demais são Sergipe, Piauí, Paraíba e Mato Grosso do Sul.

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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