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DIA MULDIAL DE COMBATE A MENINGITE

Dia Mundial de Combate a Meningite reforça a importância da vacinação

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O dia 05 de outubro é o Dia Mundial de Combate às Meningites, uma infecção grave, que pode provocar sequelas e levar a óbito. Nesta data, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mobiliza todos os países para realizarem uma ação global para a importância da vacinação, estratégia mais importante de controle desta doença.
No Brasil a população tem sete imunizantes disponíveis, de forma gratuita, no Sistema Único de Saúde (SUS) que podem prevenir a doença, desde o nascimento.  São elas: BCG, Pentavalente, Pneumocócica 10-valente, Pneumocócica 13-valente (Conjugada), Pneumocócica 23-valente (Polissacarídica), Meningocócica C (Conjugada) e Meningocócica ACWY (Conjugada).

“O Programa Nacional de Imunização (PNI) reforça que as doses das vacinas contra Meningo C e Meningo ACWY, disponíveis nas salas de vacina sejam aplicadas nas idades recomendadas, para que a proteção possa acontecer e manter o agravo sob controle. É fundamental afirmar que o imunizante aos 3 meses e 5 meses sejam aplicados com dose de reforço aos 12 meses, enquanto a Meningo ACWY  está disponível para os adolescentes de 11 a 14 anos de idade”, disse a gerente de Imunização da SES/TO, Diandra Sena.

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“A meningite é uma doença que merece atenção, já que pode deixar sequelas graves como paralisia cerebral, epilepsia, perda auditiva, dificuldades no aprendizado e desenvolvimento e alterações motoras”, alerta Karina Cristina Sá Rosário, enfermeira da Área Técnica das Meningites da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), acrescentando que “quanto mais cedo à doença for diagnosticada e tratada, maior a chance de cura, evitando assim suas complicações”.

Dados
No Tocantins os casos mais comuns são de meningite bacteriana. Este ano foram notificados 127 casos suspeito de meningites, destes 17 foram confirmados por todas as etiologias nas cidades de Araguaína, Axixá do Tocantins, Caseara, Gurupi, Goiatins, Lagoa da Confusão, Miracema, Palmas, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, com três óbitos.

A doença
Meningite é uma doença grave, de evolução rápida, cujo prognóstico depende do diagnóstico precoce e da instituição rápida do tratamento. Ela faz parte da Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória.

A doença atinge todas as faixas etárias e é causada por diferentes agentes infecciosos, responsáveis pela inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas e traumatismo.

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De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as ocorrências de meningites bacterianas são mais comuns nas estações primavera e verão e as meningites virais no outono e inverno.

A meningite bacteriana é causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemofílicos altamente contagiosos, sendo a doença meningocócica a mais grave.

Os sintomas em crianças são febre, vômito, choro persistente, irritabilidade, recusa alimentar, inchaço da moleira, reflexos anormais e rigidez do pescoço.

Já em adultos podem aparecer febre alta, dor de cabeça, rigidez de pescoço, mal estar, náuseas e vômito; intolerância à luz, confusão mental, delírio e coma em casos mais graves.

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SES-TO alinha fluxos e avança na implantação do sistema de transplante renal no Tocantins com apoio do Ministério da Saúde

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) avançou na implantação do serviço de transplante renal no Tocantins durante agenda técnica com a participação do Ministério da Saúde (MS). As atividades tiveram início na terça-feira, 28, com reunião no gabinete da SES-TO, conduzida pelo secretário Carlos Felinto, e prosseguiram na quarta-feira, 29, com visita técnica ao Hospital Geral de Palmas (HGP).

O objetivo da agenda foi consolidar uma rede cada vez mais organizada, capaz de ampliar a realização de transplantes e fortalecer a cultura da doação de órgãos no Tocantins, beneficiando diretamente a população.

Durante a reunião institucional, foram discutidos os principais fluxos necessários para viabilizar o transplante renal de forma segura e eficiente, incluindo etapas como captação de órgãos, envio de amostras, atuação das equipes cirúrgicas, Hemorrede, assistência farmacêutica, suporte hospitalar, exames complementares e logística para testes de compatibilidade. A integração entre esses serviços é considerada essencial para o funcionamento pleno da política de transplantes.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destacou a importância do avanço. “Estamos estruturando toda a rede necessária, desde a doação de órgãos até a realização do transplante, garantindo mais segurança, agilidade e humanização no atendimento. Com o apoio do Ministério da Saúde, reforçamos o compromisso de oferecer um tratamento mais resolutivo aos tocantinenses, evitando deslocamentos para outros estados e garantindo mais dignidade aos pacientes”, afirmou.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Tatiana Oliveira Costa, ressaltou que o momento é estratégico para o fortalecimento da política no estado. “Estamos alinhando ações, qualificando equipes e organizando fluxos para que todo o processo ocorra com segurança e qualidade, conforme as diretrizes do Sistema Nacional de Transplantes. Esse apoio técnico é fundamental para avançarmos na implantação do serviço”, pontuou.

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A coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Patrícia Gonçalves Freire dos Santos, destacou o potencial do Tocantins para iniciar os procedimentos. “O estado tem estrutura e organização para realizar transplantes renais. Nosso objetivo é apoiar para que esse serviço comece o quanto antes, garantindo que os pacientes possam ser atendidos aqui mesmo, com mais acesso e qualidade de vida”, afirmou.

O nefrologista e coordenador do projeto de habilitação de transplante renal do HGP, Giordano Ginani, enfatizou a importância da iniciativa. “Com o apoio do Ministério da Saúde, buscamos viabilizar o serviço com agilidade. Atualmente, cerca de 900 pessoas realizam diálise no Tocantins, e o transplante renal é o melhor tratamento disponível, podendo transformar a vida desses pacientes”, explicou.

Visita técnica ao HGP

A equipe do Ministério da Saúde realizou visita técnica ao Hospital Geral de Palmas, onde percorreu setores estratégicos como pronto-socorro, unidades de internação, pós-operatório, nefrologia e laboratório, além de participar de reunião com a direção da unidade.
Durante a visita, foram identificadas necessidades e alinhados fluxos para viabilizar a implantação do serviço no hospital, considerado referência em alta complexidade no estado. “O hospital está bem equipado, com equipe preparada e motivada. Viemos oferecer apoio para que os transplantes renais sejam iniciados o quanto antes, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes”, destacou Patrícia Freire.

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O diretor-geral do HGP, Iatagan Barbosa, reforçou a importância do momento. “Este é um avanço significativo para o Tocantins. Estamos trabalhando para ampliar a assistência e oferecer um serviço que vai impactar diretamente a vida dos nossos pacientes do SUS”, afirmou.

Ambulatório já em funcionamento

Desde fevereiro de 2026, o HGP conta com ambulatório de pré-transplante renal, que funciona no Ambulatório de Especialidades da unidade. O serviço é resultado da parceria entre a Central Estadual de Transplantes e a equipe de Nefrologia do hospital.

A iniciativa permite que todo o processo de avaliação e preparação dos pacientes seja realizado no próprio estado, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras regiões e garantindo maior agilidade no acesso ao tratamento.

Dados

Em 2025, o Tocantins registrou 54 doações de córneas, único transplante realizado no Tocantins até o momento, e oito doações de múltiplos órgãos, reforçando o trabalho de captação e transplantes no estado. Até abril de 2026, foram contabilizadas seis doações por morte encefálica (ME) e 14 doações de córneas, números que refletem a continuidade das ações de sensibilização e fortalecimento da rede estadual de transplantes.

Sobre o transplante renal

O transplante renal é indicado para pacientes com doença renal crônica em estágio avançado. O procedimento consiste na substituição de um rim comprometido por um órgão saudável, proveniente de doador vivo ou falecido, sendo uma alternativa que proporciona mais qualidade de vida e maior sobrevida aos pacientes.

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