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Segurança Pública recebe Mensagem de Reconhecimento pelos serviços prestados na Romaria do Senhor do Bonfim

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A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins recebeu uma mensagem de reconhecimento e gratidão pelos serviços prestados durante a Romaria do Senhor do Bonfim, que reuniu milhares de pessoas na maior peregrinação religiosa do Tocantins entre os dias 6 e 17 de agosto. A mensagem foi entregue pessoalmente pelo  bispo diocesano de Porto Nacional, José Moreira da Silva, ao secretário da Segurança Pública do Tocantins, Wlademir Mota Oliveira, nesta segunda-feira, 21.

“Viemos pessoalmente fazer um agradecimento à Segurança Pública do Tocantins pelo apoio na Romaria do Bonfim. Tivemos uma romaria tranquila porque a Segurança Pública também foi eficiente e louvo a Deus por todos aqueles que atuaram neste grande evento. Tivemos uma multidão de gente, todos na paz. Em nome da Igreja, gratidão é o que queremos externar a toda a equipe”, disse bispo.

O secretário Wlademir Mota Oliveira falou da alegria em receber a autoridade eclesiástica e agradeceu o reconhecimento. “Ter o trabalho de todos os profissionais da Segurança reconhecido é motivo de muita alegria e nos estimula a trabalhar cada vez mais e melhor. Estamos muito felizes com o sucesso da romaria. O Tocantins é, sem dúvidas, um Estado abençoado”, comemorou o secretário.

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Na ocasião, além da mensagem, o bispo também entregou exemplares do acordo entre o Brasil e a Santa Sé. “Esse acordo não leva em consideração a Igreja, mas o Estado. A fé é uma coisa, já o Estado leva em conta a questão jurídica. O Vaticano é um país, a diocese é um estado e a paróquia é um município. Este é o entendimento”, explicou.

Além do secretário, participaram do encontro e receberam lembrança da igreja a superintendente de Segurança Integrada, Fátima Holanda, e o diretor do  Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), major Major Gustavo Bolentini. Também receberam exemplares do acordo entre o Brasil e a Santa Sé o assessor de Gabinete Fernando Ubaldo e o diretor de Polícia Comunitária Carlos Magno Gomes da Costa. O bispo esteve acompanhado de seu assessor Silvio.

História da Romaria

Segundo os relatos históricos, a tradição da Romaria do Bonfim teve início em 1750, a partir de uma imagem de Cristo Crucificado encontrada por um vaqueiro em um tronco, na zona rural de Natividade, na região do povoado Bonfim. O sertanejo levou a imagem para sua casa e no dia seguinte, ela teria desaparecido, ressurgindo no mesmo lugar em que havia sido encontrada no dia anterior.

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O retorno misterioso da imagem representou para muitos uma espécie de milagre. A partir disso, a comunidade passou a considerar a imagem sagrada e ergueu um santuário no mesmo local onde foi encontrada, construindo a primeira capela no povoado ainda em 1750. A fé reforçada pela figura recém-chegada no município de Natividade, atraiu devotos de todas as regiões do Tocantins, construindo nas redondezas do local um pequeno povoado, que carrega até hoje o nome de seu fundador: “Bonfim”.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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