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Hemocentro realiza coleta externa na região sul de Palmas

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) iniciou nesta terça-feira, 09, a Campanha Coração para Coração -1001 bolsas de sangue. A ação é uma parceria da Hemorrede do Tocantins com a Associação Comercial e Industrial de Taquaralto, Aurenys e Região Sul de Palmas (ACIT) e pretende alcançar o montante de 1001 bolsas de sangue doadas até novembro deste ano.

Nesta primeira etapa a campanha acontece na Avenida Tocantins, estacionamento da Lojas Kastelar Eletromóveis, nos dias 09 e 10 e retorna nos dias 23 e 25 de agosto. Este trabalho vai acontecer com coletas externas com a Unidade Móvel, em todos os meses até o dia 25 de novembro, Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, e o objetivo da campanha é atingir a meta de 1001 doações nesse período.

A campanha que nasceu da iniciativa de um morador local, Dario Pereira de França, que viu a necessidade e foi em busca de parceria com a ACIT para a realização da ação e assim ambos buscaram o Hemocentro para a execução do projeto. “Sempre vejo o chamamento do Hemocentro para doação de sangue, descobri através de uma ação de um amigo que era possível levar a unidade móvel para um determinado local, assim busquei a parceria da ACIT e juntos procuramos o Hemocentro para a realizar a parceria”, ressaltou Dário Pereira França.

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A responsável pela Captação de Doadores do Hemocentro de Palmas, Robéria Fernandes, explica que “essa parceria é muito importante para a manutenção dos estoques de sangue e atendimento das demandas que chegam até o Hemocentro. Essa iniciativa do Dário demonstra que qualquer pessoa pode se engajar na causa e que mesmo não sendo ou não podendo doar sangue você também pode salvar vidas”, ressaltou.

O Presidente da ACIT, Sidney Mota, destacou que assim que foi procurado topou o desafio. “Sabemos que a maioria das doações são realizadas pelos moradores da região sul de Palmas e como comerciante sabemos da dificuldade para o trabalhador se deslocar até uma das unidades do hemocentro, por isso assim que fomos procurados aceitamos trabalhar a campanha e prontamente os empresários locais aceitaram participar da campanha”, destacou o presidente.

A doadora de sangue, Maria Carolina Milhomem de Sousa, reforçou a facilidade de ter a unidade móvel no local. “Doei a primeira vez o ano passado quando meu sogro precisou de sangue, por causa de uma cirurgia. Desde então vi que era muito mais simples do que imaginava e comecei a doar, mas tenho dificuldade de ir por causa da distância e do trabalho, por isso essa ação aqui é excelente pra quem mora ou trabalha na região. Facilita o acesso”, destacou a doadora.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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