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Sepot e Naturatins realizam oficina sobre o uso sustentável do capim-dourado e do buriti, na Comunidade Quilombola Barra do Aroeira

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Nessa segunda-feira, 31, a secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) realizaram uma oficina de orientações sobre a Política Estadual de Uso Sustentável do Capim-Dourado e do Buriti e apoio no cadastramento de 18 artesãos e artesãs da Comunidade Quilombola Barra do Aroeira, no município de Santa Tereza do Tocantins, para solicitação da licença de manejo, transporte e coleta das espécies.

A ação foi requisitada pela própria comunidade durante participação da Sepot na programação Julho das Pretas, no sábado, 22 de julho, quando a lavradora Ermina Maria Rodrigues, 64, expressou a necessidade de ter mais segurança no momento da coleta, “tendo a carteirinha podemos mostrar”.

“A ação é uma forma de cumprir a missão pela qual a Sepot foi criada, que é auxiliar essas comunidades, muitas afastadas dos centros urbanos e com deficiências de acessos. O dia foi produtivo porque a comunidade participou e tirou suas dúvidas, a ideia é que no próximo ano consiga revalidar a licença para garantir que estejam aptos para coletar o capim e consequentemente a sustentabilidade da comunidade e do meio ambiente”, disse a assessora na diretoria de Proteção aos Quilombolas, Jarlene Alves de Santana.

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Legislação estadual

No Tocantins, as principais legislações sobre o tema são a Lei estadual n° 3.594/2019 que institui a Política Estadual de Uso Sustentável do Capim-Dourado e do Buriti e a Instrução Normativa/Naturatins nº 03/2023. Na oficina, os temas foram abordados pelo Naturatins com a explicação da gerente de Suporte ao Desenvolvimento Socioeconômico do Naturatins, Vanessa Braz Carneiro, e da bióloga, Ana Carolina Freire Carvalho.

“A ação foi muito positiva, visto que era uma comunidade que não tínhamos conseguido alcançar, então os associados conseguirem pedir sua licença e a partir deste ano estarem legalizados pro Naturatins e pro meio ambiente é muito válido”, avaliou a gerente Vanessa Braz.

Após encerramento do prazo das solicitações, nessa segunda-feira, 31, os analistas do Naturatins analisarão os processos, emitirão os ofícios de pendências, caso necessário, para adequações até o dia 19 de setembro. Com a reedição da Instrução Normativa/Naturatins nº 03/2023, ficou estabelecida a revalidação anual para quem já possui licença.

A coleta das hastes do capim-dourado no Tocantins, desde que estejam completamente secas e maduras, é autorizada no período de 20 de setembro a 30 de novembro, conforme a Política Estadual.

As informações repassadas na oficina e a licença contribuirão nas atividades da artesã Maria de Fátima Rodrigues. “Estarei mais segura com o que eu for fazer, porque não farei nada fora da lei, pois agora estamos conhecendo e estaremos com o documento em mãos”.

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Música e dança com buriti

Desde os 10 anos, o artesão e músico Nilo José Rodrigues, hoje com 55 anos, fabrica violas de buriti. A viola “boa de som”, começa pela seleção do buriti na mata, explica, com a escolha de uma palmeira “meio madura”. Sobre a licença, o artesão disse que “é um documento que dá força pra gente. A gente tira ele meio maduro, mas é sempre na mata, acontece que se não tivermos um documento para comprovar que trabalhamos com aquilo podemos ser multados”.

Integrante da organização do grupo de dança Maculelê, o adolescente Flávio da Silva Rodrigues, 15, acompanhou de perto a oficina e o cadastramento. “O buriti é costurado num cordão e amarrado na cintura que a gente usa pra dançar. As informações de hoje ajudaram a entender que não é simplesmente a gente chegar lá e tirar o buriti, precisamos de uma artesã”.

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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