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Em menos de um mês, Educação inaugura obra de reforma em mais uma unidade de ensino na Ilha do Bananal

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Com foco no aperfeiçoamento da estrutura educacional indígena, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) tem investido em melhorias. Nessa quarta-feira, 14, foi entregue a reforma da Escola Estadual Indígena Kumanã, da Aldeia Fontoura, na região da Ilha do Bananal.

Ao todo, foram investidos R$ 850.228,4 na reforma geral, incluindo cobertura, rede elétrica, hidráulica, esquadrias e pintura geral. A unidade de ensino possui 288 estudantes matriculados no ensino fundamental e no ensino médio.

O secretário executivo da Seduc, professor Edinho Fernandes, destacou que a Pasta trabalha com um planejamento estratégico voltado para as escolas indígenas. “Estamos com um planejamento de obras para 76 escolas Indígenas, para este ano. Algumas entregues, outras em andamento e, ainda em processo de licitação. São cerca de R$ 9 milhões de investimentos previstos”, explicou.

Harianawi Karajá, 19 anos, aluna da 2ª série do ensino médio, também comemorou o resultado da reforma. “Ficou muito bom depois que reformou, gostei do resultado da escola, da pintura nas salas de aulas, nos banheiros, das cadeiras novas, de tudo. A escola estava com uma estrutura ruim, agora está muito bonita”, ressaltou.

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O estudante Waisariri Javaé, 17 anos, do 9° ano destacou as mudanças que observou na escola. “Fiquei muito feliz com o resultado. Ficou com uma cara nova, bonita. As carteiras são novas, os móveis são novos. Gostei bastante do resultado dessa reforma que foi feita”, pontuou.

O cacique Isaac Waxiô Karajá, guardião das tradições dos povos destacou que o momento é de gratidão.  “Estamos felizes, a escola é muito importante para nossa comunidade, ajuda muito o nosso povo. Estamos gratos por essa conquista”, disse.

Além da reforma da estrutura, a unidade de ensino receberá 125 novos equipamentos educacionais, dentre eles, conjuntos de mesas e cadeiras para professores, conjunto de mesas e cadeiras para alunos, longarina executiva, arquivos de aço, cadeiras giratórias com braço e mesas individuais, mobília que proporcionará mais conforto e comodidade para alunos e servidores.

No dia 18 de agosto, a Seduc entregou as obras de reforma da Escola Estadual Indígena Maluá, na aldeia Santa Isabel. Com um investimento de R$ 826.478,00 a unidade de ensino também foi totalmente revitalizada e recebeu mobiliários novos, garantindo espaços adequados para o ensino e a aprendizagem dos alunos.

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Escola Estadual Indígena Kumanã

Fundada em 1965 pelos missionários adventistas, a Escola Estadual Indígena Kumanã inicialmente denominada de Escola Warihy (pronuncia-se Warirran), em homenagem ao Cacique e grande liderança, mais conhecido como “Capitão Pereira”.

Em 1973, a Fundação Nacional do Índio (Funai) assumiu a responsabilidade de gerir a educação indígena e a unidade de ensino passou a se chamar Wadjurema (Wadiurema). Mais tarde, com a criação do Estado do Tocantins tornou-se Escola Estadual Indígena Kumanã, em homenagem ao cacique mais velho, que foi o responsável pela mudança definitiva do povo Karajá para o local onde se encontra até hoje.

Educação Indígena

Atualmente, o Estado possui 95 escolas indígenas e 23 extensões com um total de 8.056 estudantes indígenas e 549 professores, destes profissionais, 334 são indígenas.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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