GURUPI

Culto de agradecimento

Subtenente Mauro adere a Reserva e afirma estar feliz e conservado após 30 anos de trabalho no CBMTO

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O subtenente Mauro Alves da Silva é mais um dos “antigões de responsa” a aderir a Reserva Remunerada pelo Corpo de Bombeiro Militar do Tocantins. Ocorreu nesta terça-feira, 04, pela manhã, com direito a um culto de agradecimento a Deus pela vida dele, no Quartel do Comando Geral.

A trajetória do subtenente começou na corporação na turma de 1993, com o pioneirismo junto dos que desbravaram a profissão com garra, obstinação, coragem e muita determinação, mesmo com todos os desafios daqueles primeiros anos do CBM. As poucas estruturas para a execução dos serviços operacionais não foram páreas para o suboficial, que agora celebra a vitória na carreira chegando aos 30 anos de dedicação.

“A minha mãe tem grande participação na minha entrada no Corpo de Bombeiros, pois ela tomou dinheiro emprestado para eu fazer a inscrição no Concurso Público. No começo, foi complicado, mas as coisas de Deus a gente não entende, pois a gente faz os planos, mas é Ele quem conclui. Vou levar a turma de 1993 no coração”, contou o subtenente.

Das missões operacionais ao serviço de expediente, ST Mauro, experimentou as várias áreas do serviço de bombeiro.  Logo ao se formar, serviu por cinco anos no 4º Batalhão de Polícia Militar, em Gurupi, pois , na época, o Corpo de Bombeiros Militar era ligado à PMTO. Depois retornou para Palmas, onde permaneceu até então, e é, também, local da residência dele com a família.

“Ali, em Gurupi, fiz muitas amizades com os demais militares e estava sempre focado nos bombeiros, correndo atrás daquilo que era voltado à corporação. Fui na minha luta, respeitando o tempo certo. Tive a oportunidade, mas eu nunca pedi. Era um orgulho que eu tinha, conseguir as coisas com os próprios punhos. Hoje, olho para trás e vejo que foi bom, me fez crescer, me fez ser o que sou”, lembra o subtenente.

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Nesses trinta anos, Mauro também atuou na 2ª Companhia de Bombeiros, em Taquaralto, na Seção de Combate a Incêndio (SCI), no Aeroporto Internacional Lysias Rodrigues, no 1º Batalhão e, por último, na Central de Manutenção (CEMAN).

“Como a Infraero chegou a Palmas, precisou ter os bombeiros aeroportuários. Então foi feito o curso e eu aproveitei. Comecei a trabalhar quando a viatura ainda era um Gol quadrado, depois chegou uma Caravan, e foi subindo. Olha a progressão de hoje. Chegaram os caminhões de combate a incêndios e, então, vim para o operacional trabalhar no meio da sociedade, que era o que eu queria. Meu negócio era viver interagindo com os colegas e também zelando pela imagem da corporação, como bombeiro militar”, relata Mauro.

Entre tantas ocorrências, uma cheia de alegria veio à memória do bombeiro Mauro, com grande atuação logo que voltou a morar em Palmas. Ocorreu na piscina de um clube, onde uma criança estava submersa e a mãe à procura dela, resgatando-a da água, praticamente sem vida.

“Ela já ia levar a criança para o hospital e eu chamei , com veemência, para trazer pra mim, e ali começou uma luta para aquela criança voltar a respirar. O processo de reanimação seguiu e eu já estava cansado, quase desistindo, mas fui além, e a criança voltou àquele fôlego de vida. Fiquei feliz demais, e minha esposa e minhas filhas presenciando aquilo. Que presente, que pagamento foi para mim por elas me verem fazer o papel de bombeiro, tendo resultado. Agradeci a Deus, e a criança, então, foi levada para o hospital, pois já estava respirando. Horas depois ela estava de volta ao clube e os pais pediam para ela me dar a bênção, por eu ter lhe salvado a vida”, relatou emocionado o subtenente.

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Anos depois, já rapaz, com 18 anos de idade, a vítima salva fez contato com o bombeiro-herói. Mauro recebeu mensagens de agradecimento pelo ato de bravura.

Hoje, com 51 anos, Mauro afirma estar feliz pelo tempo dedicado ao CBMTO e também pela chegada à reta final da trajetória que o coloca na Reserva Remunerada. “Espero que, quem ler isso, possa tirar o exemplo de que ser bombeiro é gratificante. Me sinto honrado por Deus. Relato isso com grande alegria, pois o Senhor me conservou. Estou saudável, em plena forma, e Ele falou: “agora é a hora de você parar”. Eu senti isso em meu coração, e é por isso que resolvi parar, estou indo descansar, já cumpri minha parte. Vou cuidar da minha família e fazer outras coisas planejadas há muito tempo. Saio enriquecido”, finalizou Mauro Alves da Silva.

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TOCANTINS

Primeira Habilitação: Detran/TO explica obrigatoriedade do exame toxicológico para as categorias A e B

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O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), informa que está valendo a exigência do exame toxicológico para a emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (moto) e B (carro), conforme a lei 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 Com isso, os usuários que pretendem tirar a primeira habilitação devem apresentar resultado negativo no exame, que tem o objetivo de detectar o uso de substâncias psicoativas (drogas) pelos condutores para verificar se eles estão aptos a dirigir e não venham se envolver ou causar sinistros de trânsito.

Os exames que deram resultado positivo devem repetir o teste após 90 dias contados da data da coleta. O candidato não perde o processo, que segue até o momento que o resultado negativo tiver sido lançado no sistema.

 Quem está obrigado a fazer o exame?

 A exigência do toxicológico vale para candidatos das categorias A e B que deram início a obtenção da habilitação a partir do dia 16 de maio de 2026, independentemente se exercem atividade remunerada ou não. Os processos que foram iniciados antes desta data seguem sem a exigência do exame.

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 Como e onde fazer o toxicológico?

 O exame é feito diretamente em clínicas credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), sem a necessidade de ir à unidade do Detran/TO. Confira a lista das clínicas e contato.

A detecção das substâncias é feita a partir da coleta de sangue, amostras de cabelo, pele ou unhas, que podem ser usadas no teste e são capazes de identificar se o condutor fez o uso de alguma substância proibida, como drogas.

Após a realização do exame, a clínica lança o toxicológico no registro nacional de condutores habilitados, a qual o Detran/TO terá acesso.

 Momento para realização do exame

 Diferente das categorias C, D e E, o toxicológico para as categorias A e B pode ser feito em qualquer etapa do processo, desde que seja realizado antes da emissão da CNH provisória, uma vez que o documento depende do exame.

 Validade

 Para os casos específicos das categorias A e B, o exame não tem validade e não precisará ser atualizado após a emissão da habilitação provisória, como nas situações das categorias C, D e E, que refazem o exame a cada dois anos e meio.

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 Atenção! Nem todo toxicológico é válido

 O órgão reforça que serão aceitos somente exames toxicológicos, cuja finalidade específica seja para realizar processos referentes à habilitação. Os exames solicitados por outras empresas, como parte de processos de admissão e desligamento, não são válidos.

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