GURUPI

FESTIVIDADES QUILOMBOLAS

Sepot atua na preservação do patrimônio brasileiro apoiando festividades quilombolas

Publicado em

O calendário de eventos dos quilombolas do Tocantins é marcado por festividades que celebram e divulgam a cultura e história desse povo tradicional, como a 9ª Festa da Rapadura acompanhada pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot), no Quilombo do Prata, em São Félix do Tocantins, nesse final de semana.
“A Festa que acontece no quilombo é um patrimônio deste estado”, explica a diretora de Proteção aos Quilombolas da Sepot, Ana Mumbuca, conforme garantido pela Constituição Federal quando tombou todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos como patrimônios culturais brasileiros (Art. 216.).
“A Secretaria estando lá é uma forma de preservar, cuidar, montar acervo desse patrimônio. Não só as expressões das pessoas, mas os próprios quilombolas são um bem para este estado. O Tocantins saiu na frente quando constituiu esse espaço de cuidado da cultura e das expressões desse grupo, para que as futuras gerações também percebam que somos um bem cultural do Brasil e esse bem precisa ser protegido”, disse a diretora Ana Mumbuca.
O objetivo da Festa da Rapadura é manter a tradição e os saberes da comunidade, informou a presidente da Associação Comunitária Quilombola dos Extrativistas Artesãos e Pequenos Produtores do Povoado do Prata, Luzia Passos Ribeiro.
Passo a passo até a “rapadura tá no jeito”
Conhecido como Doutor pela comunidade, Salomão Rodrigues de Souza, abriu as portas da sua casa para compartilhar o processo de produção da rapadura. Unindo a vitalidade e experiência dos seus 97 anos, o Doutor enfrenta o calor da matéria-prima “pitando” enquanto repassa seus conhecimentos aos visitantes.
A garapa é colocada no tacho para ferver, “aí com a escumadeira, que é de cabaça, a gente queima a garapa para tirar o sujinho da cana, ela vai fervendo e a gente vai tirando. Então se fura ela para não derramar, vai batendo e batendo com a escumadeira emborcada para ela não subir até ela parar.” A garapa começa a abaixar quando ferve, é o “que a gente chama pitando. Quando ela estiver bem baixa, a gente roda, roda, até quando estiver grossa”.
Depois ela é colocada em uma gamela, “com um pedaço de tábua [semelhante a uma grande espátula] e vai batendo e rodando. Deixa parada um pouco para esfriar e torna a bater”.
Em seguida, quando está grosso, o produto é colocado em uma grade de madeira, até que cada compartimento seja preenchido. Após 20 a 25 minutos, quando já endureceu, as divisões que compõem a grade são removidas para a matéria-prima esfriar. “Na hora que ela esfriou, a gente tira, coloca numa vasilha para ali e tá no jeito, a rapadura tá pronta”.
Presenciando de perto o passo a passo, a diretora Ana Mumbuca reflete como “a festa representa um momento simbólico de apresentação para a comunidade e visitantes da produtividade a partir da cana. Ela é um elemento muito importante para a alimentação da comunidade. É uma oportunidade de, junto com a produtividade, trazer outras expressões culturais, de interagir e gerar renda”.
“Fazer com o que tem”
O empreendedorismo em comunidades quilombolas é tema da pesquisa de doutorado do administrador, Gustavo Passos Fortes, o qual acompanhou o processo de produção da rapadura durante a festividade. O pesquisador estuda a forma de organização, o mecanismo de geração de renda e as possibilidades de aproveitar os potenciais locais de cada comunidade, explicou Gustavo Passos.
O processo de produção, antes conhecido apenas por leituras e vídeos, foi vivenciado com a coleta de informações para o trabalho e posterior retorno para a comunidade. “O empreendedorismo é uma forma de gerar renda nessas comunidades que, às vezes, estão distantes dos grandes centros. O empreendedorismo vem com essa forma de poder fazer com o que tem, então os moradores conseguem fazer com que as coisas aconteçam a partir do que têm em mãos”, considera o doutorando Gustavo Passos.
Apoiaram também a festividade, a Secretaria do Turismo, a Prefeitura de São Félix do Tocantins, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/TO) e a Energisa.

Leia Também:  Pela preservação da memória do Estado, Governo do Tocantins vai reestruturar acervo fotográfico da Secom
Advertisement

TOCANTINS

Operação conjunta do Detran/TO, BMPRed e Ageto reduz em 23% número de sinistros de trânsito em trecho crítico entre Palmas e Paraíso do Tocantins

Published

on

A atuação conjunta entre o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), o Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRed) e a Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) na TO 080, que liga Palmas ao município de Paraíso do Tocantins, têm tido resultados positivos na segurança do trânsito no local, com redução de 23,5% de sinistros e mortes nos últimos dois meses de operação, no trecho do KM 1 ao KM 15.

Do dia 16 de abril até 16 de junho, foram registrados 13 sinistros de trânsito com seis vítimas, uma queda de 23,5% nas ocorrências em relação aos dois meses antecedentes, de 13 de fevereiro deste ano a 15 de abril, quando foram contabilizados 17 sinistros com 8 vítimas.

O Presidente do Detran/TO, Hercy Filho, avalia positivamente estes dados, que refletem o compromisso do órgão com a segurança dos condutores e o bem-estar da população. “Não são apenas números, são vidas que estamos salvando e este resultado confirma que estamos no caminho certo. O Detran tem integrado a ação desde a segunda quinzena de abril, evidenciando que a integração das forças tem surtido resultados positivos na segurança viária”, destaca o presidente.

Atuação estratégica

As equipes estão atuando do KM 1 ao KM 15, considerado um trecho crítico pela alta incidência de sinistros e mortes de trânsito. Um levantamento feito pelo BMPRed mostrou que cerca de 40% dos sinistros da TO-080 acontecem neste trecho.

Leia Também:  SES-TO participa de ação em comunidades quilombolas da região sudeste

Segundo o gerente de fiscalização e segurança, Gleverson Santos, o órgão tem atuado estrategicamente no trecho, mantendo um time permanente de agentes que, em integração com as outras forças, realizam as intervenções necessárias para reduzir os sinistros e mortes nestes locais.

“Nós temos uma equipe que atua todos os dias junto ao BMPRed, que em casos de necessidade dobramos o número de agentes, na qual realizamos o controle de fluxo, escolta e o sistema de pare e siga, entre outras mobilizações, a fim de garantir que todos que ali transitam possam ir e vir em segurança”, pontua o gerente.

Além da fiscalização, o Detran/TO já realizou também blitzes educativas no trecho com o intuito de sensibilizar os condutores e pedestres sobre a importância de seguir as leis de trânsito e garantir a segurança de todos.

Medidas de segurança

Durante estes meses de trabalho, as forças de segurança têm se deparado com diversas situações de imprudência e negligência nos trechos onde a operação acontece, em especial na Ponte José Wilson Siqueira Campos, que liga a capital ao distrito de Luzimangues, e que passa por reformas, o que tornar necessário que os condutores redobrem os cuidados.

O Detran/TO chama a atenção para:

Problemas com o sistema de iluminação: nas operações, os agentes de trânsito e policiais militares observaram diversos condutores dirigindo com lâmpada queimada e farol desregulado, consideradas infrações de trânsito, com multas e pontos na habilitação. Tais comportamentos intensificam ainda mais os perigos nas vias, podendo ocasionar sinistros e mortes em horários noturnos.

Leia Também:  Agência de Metrologia realiza primeira etapa da Operação Especial Dia das Mães Caixa de entrada

Sinalização inadequada: tem sido frequente o uso errado da seta ou esquecer de sinalizar. Vale lembrar que tal situação é infração grave com cinco pontos na carteira e multa de R$ 195,23. A seta é fundamental para indicar aos demais usuários as intenções de quem dirige e assim evitar batidas, colisões e até mesmo sinistros de trânsito.

Excesso de velocidade: infração mais comum e também fator presente em muitos casos de sinistros e mortes de trânsito no estado, muitos condutores têm excedido o limite de velocidade permitido nos trechos.

Forçagem de ultrapassagem: Um dos maiores problemas e também com maior risco à vida de todos, é a forçagem de ultrapassagem, que ocorre quando o condutor que realiza a manobra obriga os demais, principalmente aqueles que vêm no sentido oposto, a sair da pista e ir para o acostamento, ou frear bruscamente a fim de evitar uma colisão direta.

A forçagem de ultrapassagem é proibida expressamente pelo art. 191 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo considerada uma infração gravíssima, com sete pontos na habilitação; multa de R$ 293,47, multiplicada em até 10x, totalizando quase três mil reais; e suspensão imediata da carteira.

O Detran/TO manterá ações no trecho da TO-080, reforçando o compromisso com a segurança viária do estado e na prevenção das vidas.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA