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Dia da Mulher

Semana da Mulher movimenta instituições públicas com debates sobre direitos das mulheres

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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em parceria com o Ministério Público (MP), Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Militar (PM), Secretaria da Mulher, Secretaria da Segurança Pública, Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica, promoveu, na manhã desta quarta-feira, 6, evento voltado para a “Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas”.

A iniciativa, que faz parte da comemoração ao Dia Internacional da Mulher, conta com ações preventivas para a garantia dos direitos da mulher. O debate, que teve início nesta manhã, seguiu durante a tarde com mesas-redondas online, transmitidas pelo canal da Seduc no YouTube. 

As participantes promoveram discussões alusivas à cultura de paz e ao enfrentamento da violência contra a mulher, num encorajamento da mulher em conquistar espaços antes pouco alcançados em diversas áreas de conhecimento. O instrumento legal abordado com maior ênfase foi a Lei Maria da Penha, sua importância na proteção dos direitos das mulheres e o contexto social que levou à sua criação.

“A Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas já faz parte do calendário oficial da rede estadual, finalizando no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Iniciamos também a formação de um grupo de trabalho colaborativo com uma visão sistêmica, não apenas com ações pontuais, mas com um plano de trabalho para o ano inteiro e que seja desenvolvido em todo o território do Tocantins”, enfatizou a superintendente de Políticas Educacionais da Seduc, Márcia Brasileiro.

A professora Berenice de Fátima Barbosa Castro Freitas, titular da Secretaria de Estado da Mulher, proferiu a palestra ‘A importância da participação das mulheres na política e como isso pode impactar as políticas públicas e a representação democrática’. Ela comparou a quantidade de mulheres com a participação dos homens da política.  “Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas apontam que somos 17% de mulheres participando na política em âmbito do Congresso Nacional, para um universo que possui mais de 50% de pessoas do sexo feminino. Precisamos equilibrar esse número, levando a discussão de pautas em que a mulher possa entrar na política colocando seu nome à disposição. Precisamos da presença de mais mulheres nos espaços de discussões políticas”, destacou.

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A servidora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, do Tribunal de Justiça do Tocantins,  Mayana Araújo Cunha Tomain, falou sobre ‘Direitos das mulheres e a Lei Maria da Penha’. A palestrante comentou sobre os tipos de violência como a física, a psicológica, a sexual e a patrimonial e destacou a importância do respeito para com a mulher em situação de vulnerabilidade no âmbito da esfera pública e privada. “Ao registrar a denúncia, deve-se evitar questionamentos que possam enfatizar a vulnerabilidade como ‘que tipo de roupa estava usando’. Os direitos das mulheres devem ser resguardados, inclusive, quando a mulher passa por problema de assédio, lembrando que os direitos são para todas as mulheres”, pontuou.

A major QOPM Flávia Roberta Pereira de Oliveira, da Polícia Militar do Estado do Tocantins, apresentou o tema ‘O trabalho da Patrulha Maria da Penha’, que já existe há algum tempo e atualmente está bem estruturado. “Há as medidas protetivas de urgência que são trabalhadas pela Patrulha, que ocorrem com a realização de visitas, orientações e patrulhamento. Essa ação realizada agora é um exemplo de ações preventivas, que devem ser contínuas. No momento há patrulha em Palmas, Araguaína e Gurupi, que atende cerca de 400 mulheres nessas cidades”, enfatizou.

Munique Teixeira Vaz, coordenadora do grupo de trabalho de enfrentamento ao discurso de ódio no âmbito do Ministério Público do Tocantins, falou sobre ‘O Trabalho do Núcleo Maria da Penha’. “Iniciativas como essas são necessárias para garantir o direito das mulheres. Sabemos que existe um problema sociocultural enfrentado por gerações, em que a abordagem criminal é insuficiente. O Ministério Público desenvolveu dentro da instituição o projeto ‘Anjo da Guarda nas Escolas’, que promove o desenvolvimento sociocultural para desenvolver a cultura de paz. As ações são palestras, visitas realizadas em Palmas e em outros municípios, o que possibilita momentos de contatos mais estreitos com alunos e professores com o Ministério Público,” informou.

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O público-alvo do Anjo da Guarda nas Escolas são alunos do 6º ao 9º ano. As expectativas são de que as pessoas compreendam a violência doméstica e levem esse conhecimento para suas famílias. Isso busca evitar a replicação de crenças de violências contra a mulher.

A Dra. Gizella Magalhães Bezerra, representante do MP, tratou do assunto ‘Direitos Humanos das Mulheres’. “Seria uma redundância afirmar que os direitos das mulheres são dos direitos humanos. Há vários instrumentos que possibilitam tratar as pessoas de forma justa, por exemplo, a igualdade de gênero está no centro dos direitos humanos e dos valores da Organização das Nações Unidas como princípio fundamental”, destacou.

A professora Graziela Tavares de Souza Reis, da UFT, apontou o tema ‘Avanços e retrocessos da realidade da mulher latino-americana e caribenha’. “Quando falamos da problemática de direitos das mulheres, uma problemática de direitos humanos relevantíssima, temos que começar pensando onde estão essas mulheres no cenário econômico e aí nós enfrentamos uma triste realidade. As pessoas mais pobres na América Latina e Caribe são mulheres, as pessoas mais pobres do Brasil são mulheres. Isso significa que o acesso à educação qualificada, à saúde, à justiça é imensamente mais obstaculizado para muitas mulheres. Nós temos que pensar quem é essa mulher para pensar nos direitos a elas, que são admiradas e têm um papel fundamental na luta e busca pela igualdade de direitos”, pontuou.

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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