GURUPI

MARCELLO LELIS

Secretário Marcello Lelis anuncia pacto de combate ao desmatamento no Cerrado durante webinar com MapBiomas

Publicado em

Os resultados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD de 2022) do MapBiomas nos estados que compõem a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) foram apresentados nesta quarta-feira, 24, durante webinar que contou a participação do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, e da diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Florestas, Cristiane Peres. Ocasião em que os órgãos estaduais de meio ambiente e Ministério Público apresentaram suas ações de combate ao desmatamento em seus respectivos estados. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) também participou do webinar e apresentou suas ações.

Apresentados pelo professor Washington Rocha (Coordenador Caatinga no Mapbiomas), os dados do relatório do RAD 2022, apontam mais de 2 milhões de hectares desmatados no país, sendo 625.040 com perda de vegetação nos estados que compõem o Matopiba, o que corresponde a um crescimento de 37% em relação a 2021. Dos 76.193 alertas emitidos no Brasil no ano passado, 12.036 foram detectados nesta área, representando um crescimento de 14% no período.

Em 2022, 82.966 hectares foram desmatados no Tocantins, mas, segundo consta no relatório, nenhum município do Tocantins integra a lista dos dez que mais desmataram no ano no Matopiba. O relatório cita ainda que no município de Pedro Afonso foi detectada a maior área desmatada no estado, com 2.260 hectares.

Leia Também:  Primeira-dama Karynne Sotero inicia planejamento das ações do gabinete para 2026

O secretário Marcello Lelis destacou a disposição do Governo do Estado em enfrentar estes números e anunciou que o Tocantins está trabalhando num grande plano de enfrentamento ao desmatamento ilegal no Cerrado, a ser lançado em breve. Ele apontou ainda que em 2022 foram realizadas 867 ações de fiscalização pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e 1.274 este ano. Em relação aos autos de infração, no ano passado, foram emitidos 484 no total, e 205 em 2023 até o momento.

Marcello Lelis citou o acordo de venda de créditos por redução do desmatamento que foram transacionados com a Mercuria Energy Trading S/A como uma importante ferramenta que permitirá uma revolução na política ambiental.

“Nosso projeto do REDD+ prevê a pactuação com todos os setores envolvidos, entre eles o agro, que foi chamado para fazer parte desta discussão porque a agricultura no Tocantins já entendeu que é preciso produzir de acordo com as regras ambientais. Nós estamos com esta missão que é fortalecer a politica ambiental e o nosso maior foco é reduzir o desmatamento ilegal”, reiterou.

Leia Também:  Terceira campanha do Pró-Ariranha realiza monitoramento no Parque Estadual do Cantão

Para o secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), André Lima, “o país vive um desafio que é zerar o desmatamento até 2030. Os dados apresentados são importantes e vão ajudar ainda mais a identificar a magnitude do problema e qualificá-lo, para poder desenvolver e desenhar as políticas necessárias para este enfrentamento”.

Ao encerrar o seminário, o coordenador geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, fez ainda um apelo aos quatros estados para que tenham dados mais completos com números de autorizações, autuações, embargos, disponíveis de forma aberta, bem completos em suas respectivas plataformas para que possam integrar o monitor da fiscalização que é um importante instrumento para reconhecer o trabalho que está sendo feito por cada local e pelos órgãos ambientais de todo o Brasil. “É muito importante que estamos evoluindo nesta conversa e os avanços passam por este tipo de discussão que estamos tendo aqui hoje”, avaliou.

Advertisement

TOCANTINS

Primeira Habilitação: Detran/TO explica obrigatoriedade do exame toxicológico para as categorias A e B

Published

on

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), informa que está valendo a exigência do exame toxicológico para a emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (moto) e B (carro), conforme a lei 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 Com isso, os usuários que pretendem tirar a primeira habilitação devem apresentar resultado negativo no exame, que tem o objetivo de detectar o uso de substâncias psicoativas (drogas) pelos condutores para verificar se eles estão aptos a dirigir e não venham se envolver ou causar sinistros de trânsito.

Os exames que deram resultado positivo devem repetir o teste após 90 dias contados da data da coleta. O candidato não perde o processo, que segue até o momento que o resultado negativo tiver sido lançado no sistema.

 Quem está obrigado a fazer o exame?

 A exigência do toxicológico vale para candidatos das categorias A e B que deram início a obtenção da habilitação a partir do dia 16 de maio de 2026, independentemente se exercem atividade remunerada ou não. Os processos que foram iniciados antes desta data seguem sem a exigência do exame.

Leia Também:  Secretário Wlademir Mota participa de lançamento da pedra fundamental da construção do pavilhão da saúde da Polícia Militar

 Como e onde fazer o toxicológico?

 O exame é feito diretamente em clínicas credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), sem a necessidade de ir à unidade do Detran/TO. Confira a lista das clínicas e contato.

A detecção das substâncias é feita a partir da coleta de sangue, amostras de cabelo, pele ou unhas, que podem ser usadas no teste e são capazes de identificar se o condutor fez o uso de alguma substância proibida, como drogas.

Após a realização do exame, a clínica lança o toxicológico no registro nacional de condutores habilitados, a qual o Detran/TO terá acesso.

 Momento para realização do exame

 Diferente das categorias C, D e E, o toxicológico para as categorias A e B pode ser feito em qualquer etapa do processo, desde que seja realizado antes da emissão da CNH provisória, uma vez que o documento depende do exame.

 Validade

 Para os casos específicos das categorias A e B, o exame não tem validade e não precisará ser atualizado após a emissão da habilitação provisória, como nas situações das categorias C, D e E, que refazem o exame a cada dois anos e meio.

Leia Também:  Operação Virtude: forças de segurança do Tocantins atuam no combate à violência contra idosos Caixa de entrada

 Atenção! Nem todo toxicológico é válido

 O órgão reforça que serão aceitos somente exames toxicológicos, cuja finalidade específica seja para realizar processos referentes à habilitação. Os exames solicitados por outras empresas, como parte de processos de admissão e desligamento, não são válidos.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA