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MEIO AMBIENTE

Promovidas pelo Governo do Tocantins, REDD+ avança no Tocantins com a realização de três oficinas participativas simultâneas no sul do estado

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), realizou no último fim de semana (09 a 11), três Oficinas Participativas do Programa Jurisdicional de REDD+ em cidades do sul do estado. As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Gurupi e Lagoa da Confusão e reuniram povos indígenas e representantes da agricultura familiar.

Em Gurupi, as atividades foram divididas em dois espaços. Na sede da OAB, participaram os povos indígenas Tuxá, Atikum e Pankararu. Paralelamente, na Chácara Japiassu, foi promovida a escuta com os agricultores familiares. Já em Lagoa da Confusão, a 144 km de Gurupi, a oficina foi realizada no espaço Celebrar com lideranças indígenas dos povos Ãwa, Krahô-Kanela e Krahô-Takaywrá.

As oficinas fazem parte do processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) – uma das exigências para assegurar as salvaguardas socioambientais previstas no REDD+ (Redução de Emissões dos Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal). A proposta é construir de forma participativa o Programa Jurisdicional de REDD+ no Tocantins, garantindo a escuta ativa de Povos indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIPCTAF).

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A programação abordou temas como: a importância das florestas e mudanças climáticas; o REDD+ como política pública; o papel dos PIPCTAF; os objetivos do REDD+ Tocantins; o Subprograma para Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares; repartição de benefícios; ações prioritárias para cada público; e a governança do programa.

Segundo o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, esta etapa é essencial para o avanço do programa Jurisdicional de REDD+. “As oficinas formam um espaço fundamental de diálogo e escuta, especialmente com indígenas e agricultores que vivem em áreas urbanas, para que possam contribuir na definição de como os recursos oriundos da comercialização dos créditos de carbono serão aplicados em benefício dessas populações.”

Demandas apresentadas

Durante os encontros, os participantes apresentaram diversas prioridades. Os povos indígenas destacaram a necessidade de investimento em fiscalização ambiental dos territórios, capacitação para produção de artesanato, combate a incêndios florestais, apoio à criação de cooperativas e melhorias nos serviços de saúde.

Já os agricultores familiares reivindicaram maior assistência técnica para produção agrícola, aquisição de maquinários, perfuração de poços artesianos e incentivos à permanência no campo.

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Uma das demandas mais significativas veio do povos  Tuxá, Atikum e Pankararu que vive em contexto urbano. A principal reivindicação é a conquista de um território próprio.

“O REDD+ pode ser um aliado na luta pela terra. Com um território, poderemos cuidar melhor dele e  preservar nossa cultura, como estamos aprendendo aqui”, disse o cacique Amâncio Yurihawa Tuxá, lembrando que cerca de 300 indígenas vivem hoje na aldeia Canoana, na Ilha do Bananal, após terem migrado da Bahia para o Tocantins em 1977.

A representante da Associação de Agricultores Familiares Jandira, Sandra Maria Ferreira, também ressaltou a importância do programa para os pequenos produtores. “Queremos continuar no campo, mas com dignidade. O REDD+ surge como uma esperança de produção sustentável. Muita coisa que não sabíamos, aprendemos aqui, e agora vamos repassar para os demais companheiros”, afirmou.

Ao todo, o Governo do Tocantins realizará 47 oficinas participativas. Até o momento, 12 já foram realizadas, consolidando um importante marco no processo de construção colaborativa do REDD+ no estado.

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Governador Wanderlei Barbosa assina ordens de serviço para obras do câmpus da Unitins em Augustinópolis e da rodovia TO-010 em Araguatins, nesta quarta-feira, 22

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinará nesta quarta-feira, 22, ordens de serviço para o início das obras do novo câmpus da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), em Augustinópolis; e da rodovia TO-010, no trecho entre Ananás e a BR-230 em Araguatins. As ações reforçam os investimentos do Governo do Estado em educação superior e infraestrutura na região do Bico do Papagaio.

A solenidade de autorização das obras da sede da Unitins ocorrerá às 9 horas, em Augustinópolis, no câmpus da universidade. Serão investidos R$ 25 milhões na estrutura que contará com 30 salas de aula, laboratórios, biblioteca e auditório, atendendo às demandas acadêmicas e administrativas. A construção do câmpus integra a política de interiorização do ensino superior no Tocantins, ampliando o acesso à educação pública e fortalecendo a formação profissional no extremo norte do estado.

Ainda na região, no Posto Fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) de Araguatins, às 15h30, será autorizada a execução das obras da TO-010. Considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura viária na região do Bico do Papagaio, o projeto soma mais de R$ 240 milhões e prevê a pavimentação de mais de 80 km. A iniciativa integra o conjunto de investimentos do Governo do Tocantins voltados à ampliação e à recuperação da malha viária estadual, com foco no crescimento sustentável e na melhoria da qualidade de vida da população.

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