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Produtor familiar recebe apoio do Ruraltins para implantar agroindústria de sorvete de pitaya

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Morador do Rancho das Pitayas, próximo a Buritirana, distrito de Palmas, o produtor João Gomes Gontijo, 67 anos, trabalha desde de 2019 com o cultivo da pitaya. A atividade, que seria apenas terapêutica para tratamento de saúde, fez com que ele enxergasse uma nova oportunidade de negócio, o aproveitamento da fruta para a produção de sorvete.

E para a realização desse sonho, o produtor tem contado com o Governo do Estado, por meio da assistência técnica do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) desde 2021. Na propriedade, ele também investiu na pecuária de leite, com a aquisição de 50 matrizes da raça Jersey. E, mais uma vez com o apoio do governo, conseguiu a cessão de um tanque resfriador de leite, equipamento que tem capacidade de armazenamento de mil litros de leite.

A estratégia, segundo o senhor João, é aproveitar esse apoio do governo e integrar as atividades da propriedade, que são o cultivo de pitaia, pecuária leiteira e criação de abelha que atuam na polinização das flores da fruta, para investir no novo segmento, a produção de sorvete e de queijos.

A engenheira de alimentos do Ruraltins, Gabriela Barros, que passou por capacitação sobre a cadeia produtiva de lácteos no ano passado em Viçosa (MG), está acompanhando o produtor nesta fase de elaboração e implantação do Projeto da Agroindústria. “O senhor João solicitou ao órgão orientação para tomada de crédito e elaboração de projeto para a realização de um sonho da família que é a instalação de uma fábrica de sorvetes e uma queijaria, tendo como principais matérias-primas o leite e a pitaia oriundos da sua propriedade. A planta da fábrica de sorvete foi feita por mim e pelo engenheiro civil Vinicius Melo, e disponibilizada ao produtor que em breve iniciará a construção da agroindústria”, explicou.

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Com grandes expectativas, e entusiasmado em colocar o produto com sua marca e identidade no mercado local e beneficiar o que é produzido com tanta dedicação em sua terra, ele conta que a obra vai iniciar este mês. “Nós vamos iniciar a obra este mês e provavelmente, lá para o meio do ano já deve de estar pronta. Já a produção [de sorvete] será para o final do ano, ou até mesmo ano que vem. Primeiramente vamos fazer alguns testes até alcançarmos um bom produto para o mercado”, explicou João Gontijo.

Ainda segundo a engenheira de Alimentos, os próximos passos serão a continuidade da assistência e orientação técnica por parte do setor de agroindústrias do Ruraltins, tanto durante o levantamento da estrutura, sua finalização e escolha dos equipamentos, quanto ao início da operação do estabelecimento, para garantir qualidade aos produtos finais. “E como profissional da extensão aural é uma imensa satisfação acompanhar produtores com tanta garra como essa família, e com o olhar técnico que possuo acredito no sucesso desse projeto”, elogiou Gabriela.

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Na última semana uma equipe do Ruraltins e da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) esteve na propriedade para levar instruções, orientações, bem como demonstrações de diferentes testes de sorvete de pitaya. Nesse primeiro momento de testes foram produzidas sete amostras diferentes de sorvetes a partir da fruta.

Com cerca de 450 mourões plantados e o cultivo de 70 variedades da fruta, resultado de enxertias e aquisições de mudas diversas, a expectativa deste ano é uma safra de 5 toneladas. No ano passado foram colhidas 3 toneladas da fruta, que são comercializadas no comércio local.

Tanque resfriador de leite

Esse equipamento faz parte do convênio celebrado entre o Governo do Tocantins e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), juntamente com a Caixa Econômica Federal. Na ocasião foram adquiridos 70 tanques que estão distribuídos em todas as regiões do Estado, voltado para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite.

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Naturatins e Semarh definem procedimentos de cobrança e calendário de pagamentos pelo uso de recursos hídricos na Bacia do Rio Formoso

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) estabeleceu os procedimentos para arrecadação e o calendário de pagamento dos valores referentes à cobrança da taxa pelo uso de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Formoso. A norma foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de 10 de abril, por meio da Portaria Conjunta Naturatins/Semarh Nº 002.

Conforme a Portaria, o Naturatins será responsável pelo processo de cobrança, que inclui a verificação da conformidade entre o uso e o valor cobrado com base em dados de outorga e monitoramento, a notificação aos usuários, a emissão das guias de cobrança (DARE) por meio do Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGAM), o envio do boleto para pagamento, além do acompanhamento e registro da quitação.

O calendário de pagamento seguirá um cronograma oficial válido para todos os anos, com exceção do exercício de 2025, que terá prazo especial a ser divulgado no site do Naturatins.

Grupos de usuários

Os usuários se dividem em dois grupos, com o primeiro sendo formado por aqueles que transmitem dados por telemetria, sistema que mede o consumo em tempo real. Nessa categoria, a cobrança será feita automaticamente com base no volume efetivamente captado.

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O segundo grupo abrange os usuários que não utilizam esse sistema, sendo que nesse caso o valor deverá ser considerado mediante as informações declaradas pelo próprio usuário ou, na falta ou erro dessa declaração, o volume autorizado na outorga.

Procedimentos de pagamentos

Quando o valor anual ultrapassar R$ 25 mil, o usuário poderá solicitar parcelamento em até cinco parcelas mensais, iguais e sucessivas, com a primeira paga no momento da assinatura do acordo, mediante pedido em sistema eletrônico, sendo necessário cadastro regular, ausência de débitos anteriores não negociados e concordância com as condições da portaria.

O atraso ou a falta de pagamento de duas parcelas, seguidas ou alternadas, implicará cancelamento automático do parcelamento, com vencimento imediato do saldo remanescente e possibilidade de suspensão da outorga até a regularização da dívida, sem prejuízo de outras penalidades relacionadas a obrigações de monitoramento ou outorga.

Situações não previstas ou excepcionais envolvendo arrecadação e aplicação dos recursos serão decididas conjuntamente pelo Naturatins e pela Semarh, dentro de suas respectivas atribuições legais.

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Para conferir o calendário excepcional do exercício de 2025, clique aqui.

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