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Itertins passa a emitir CCIR junto ao processo de titulação de terras no Tocantins

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O Instituto de Terras do Tocantins (Itertins) incluiu a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) no processo de titulação definitiva de domínio de terras. A iniciativa foi viabilizada por meio do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 14/2025, celebrado com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que garantiu ao órgão acesso ao Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), plataforma responsável pela emissão do documento.

O CCIR comprova a regularidade cadastral do imóvel rural, reunindo informações sobre o titular, área, localização, exploração e classificação fundiária. O documento é indispensável para a legalização em cartório de operações como transferência, arrendamento, hipoteca, desmembramento, remembramento, partilha ou sucessão de imóveis rurais.

Além disso, o CCIR é requisito para a concessão de crédito agrícola, sendo exigido por bancos e agentes financeiros em processos de financiamento e acesso a programas e políticas públicas voltadas ao setor rural.

“Essa medida garante maior agilidade e transparência ao processo de regularização fundiária no Tocantins, além de ampliar a segurança jurídica para os produtores rurais”, destacou o chefe da Assessoria Jurídica do Itertins, Edimar Ferreira, que atualmente responde pela autarquia.

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Como funciona a emissão

Durante a entrega do título definitivo de domínio, servidores do Itertins emitem o código do imóvel rural, utilizado para gerar o CCIR como posse a justo título em nome do interessado no processo de regularização. Também é entregue a Guia de Recolhimento da União (GRU) para quitação do imposto junto ao Incra.  Após a quitação e regularização de eventuais pendências, o interessado tem acesso ao certificado.

Adequação técnica

Com a inclusão da emissão do CCIR, o Itertins alerta os responsáveis técnicos pela medição e demarcação das áreas que as peças técnicas devem seguir o padrão adotado pelo Incra, utilizando o Sistema Geodésico Local (SGE). Até então, o órgão utilizava o sistema de coordenadas Universal Transverse Mercator (UTM) nos processos de georreferenciamento.

O ACT também possibilitou que os servidores do Itertins realizem a fiscalização das peças técnicas de georreferenciamento de imóveis rurais em processo de regularização fundiária, por meio do acesso e compartilhamento de dados geoespaciais e informações sobre terras públicas e imóveis rurais disponíveis no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) do Incra.

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O Acordo de Cooperação Técnica

Firmado em junho de 2025, o ACT nº 14/2025 foi celebrado entre o Governo do Tocantins, por meio do Itertins, e o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Também participam da execução a Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental (SFGT), o Incra, a Superintendência Regional do Tocantins do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Superintendência do Patrimônio da União no Tocantins (SPU/TO).

O ACT tem como objetivos principais a criação de uma Unidade Estadual de Cadastro, com servidores cedidos pelo Estado e capacitados pelo Incra, e o intercâmbio de informações e tecnologias entre os órgãos envolvidos. A cooperação permitiu acelerar e tornar mais transparente o processo de regularização fundiária no Estado.

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Dorinha garante apoio federal para plano integrado de desenvolvimento do Matopiba

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Presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, a senadora Professora Dorinha defende planejamento regional com investimentos em infraestrutura, logística, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional dará apoio institucional à elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Matopiba. O avanço é resultado das agendas conduzidas em Brasília pela senadora Professora Dorinha (União), presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, para organizar prioridades e ampliar os investimentos nos estados que compõem a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comunicou nesta segunda-feira (20) o posicionamento favorável das equipes técnicas da pasta. A manifestação ocorreu após agendas conduzidas por Dorinha em Brasília, ao lado da secretária extraordinária do Matopiba, Amanda Sobreira, no final de maio. A senadora apresentou ao secretário-executivo do Ministério, Valder Ribeiro, a necessidade de um planejamento capaz de reunir políticas de infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida da população.

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“O Matopiba precisa ser tratado de acordo com a dimensão estratégica que representa para o Brasil. Queremos construir um plano que organize prioridades, oriente os investimentos e transforme o crescimento econômico em emprego, renda, infraestrutura e qualidade de vida para quem mora na região”, afirmou Dorinha.

A proposta prevê estudos técnicos, planejamento estratégico e integração entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, estados e municípios. Com localização estratégica e capacidade institucional, Palmas deverá exercer o papel de centro articulador e administrativo desse processo.

Dorinha também defendeu que a condução das políticas relacionadas ao Matopiba seja transferida para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A mudança conta com o apoio de parlamentares e governadores dos estados que integram o território e busca ampliar a capacidade de execução das ações. “Estamos propondo uma estrutura que consiga integrar diferentes ministérios e tirar os projetos do papel. A região precisa de planejamento, orçamento e capacidade de execução”, explicou a senadora.

Fórum Matopiba
Outro projeto em construção é a realização do Fórum Matopiba, em Palmas. O encontro deverá reunir prefeitos, governadores, investidores, representantes do setor produtivo e instituições públicas para discutir os desafios regionais e apresentar oportunidades de investimento.

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