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Governo do Tocantins participa de reunião com o Ministério Público Federal e comunidades quilombolas da região do Jalapão

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O governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Povos Originários e Tradicionais (Sepot) participou, nesta quarta-feira, 22, de reunião promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) com representantes das comunidades quilombolas da região do Jalapão, no Centro Comunitário da Comunidade Mumbuca, em Mateiros.

O objetivo foi discutir temas relacionados às atividades turísticas em territórios quilombolas, especialmente nas áreas sobrepostas ao Parque Estadual do Jalapão, além de questões sobre regularização fundiária e acessibilidade das comunidades tradicionais da região.

Representando a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais, a diretora de Proteção aos Quilombolas e Povos Tradicionais, Ana Cleia Ferreira Rosa (Kika), destacou o papel da pasta como elo de apoio e orientação às comunidades quilombolas, especialmente em casos que envolvam dúvidas jurídicas ou trâmites administrativos.

“A Sepot está à disposição para apoiar as comunidades quilombolas, atuando de forma próxima e colaborativa para que tenham acesso à informação e aos seus direitos de maneira segura e transparente”, destacou a diretora Ana Cleia (Kika).

A diretoria também reafirmou o compromisso da Sepot em acompanhar de perto as demandas das comunidades e fortalecer as políticas públicas de proteção e valorização dos territórios, identidades e modos de vida quilombolas.

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O encontro foi conduzido pelo procurador da República Álvaro Lotufo Manzano e contou ainda com a presença de representantes do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Parque Estadual do Jalapão (PEJ) e lideranças locais.

Durante o encontro, o MPF reforçou que as atividades turísticas no território quilombola são de uso exclusivo da comunidade e devem ser previamente aprovadas em assembleia. Também foi orientado que qualquer empreendimento iniciado sem autorização deve ser comunicado imediatamente ao órgão. O mapa de autoidentificação do território será encaminhado ao MPF e ao Naturatins, servindo como referência até a conclusão do processo oficial de delimitação pelo Incra.

Outro ponto abordado foi a sobreposição do território com o PEJ. Os participantes reconheceram o papel do Parque como instrumento de proteção contra a especulação imobiliária e de defesa territorial das comunidades quilombolas. O termo de compromisso vigente entre o Naturatins e as comunidades permite a realização de determinadas atividades, desde que haja autorização e comunicação prévia ao órgão ambiental.

As questões produtivas e ambientais também foram destaque da reunião. Casos de retirada de madeira e queimadas foram discutidos, e o Naturatins esclareceu que o uso de madeira em benfeitorias comunitárias é permitido, desde que comunicado formalmente e em conformidade com o termo de compromisso.

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Em relação à fiscalização e denúncias, o MPF orientou que todas as irregularidades sejam comunicadas formalmente, garantindo sigilo e acompanhamento institucional. Foi ressaltado que a Polícia Federal e o Naturatins seguem realizando ações de fiscalização na região.

Entre os encaminhamentos definidos, estão o envio do mapa de autoidentificação do território ao MPF, a comunicação imediata de empreendimentos irregulares, a solicitação de fiscalização ambiental na região do Rio Formiga — feita pela comunidade Carrapato — e a atualização do Conselho do Parque Estadual do Jalapão, cuja renovação está prevista para 2026.

Uma nova reunião foi agendada para dezembro, quando será apresentado o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) da comunidade.

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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