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Governo do Tocantins ouve demandas do Quilombo Ilha de São Vicente

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O Governo do Tocantins, por meio das Secretarias dos Povos Originários e Tradicionais (SEPOT) e da Igualdade Racial (SEIR), realizou, na tarde desta quinta-feira (26), uma visita à comunidade quilombola Ilha de São Vicente, localizada às margens do rio Araguaia, no município de Araguatins. A comitiva contou, ainda, com a participação da titular da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Carolina Gabas Stuchi. A ação teve como objetivo escutar as demandas da comunidade e fortalecer o diálogo com os povos quilombolas.

Para o secretário dos Povos Originários e Tradicionais, Paulo Xerente, estar nos territórios é indispensável para traçar estratégias que atendam às suas necessidades. “É no território que entendemos a realidade enfrentada pelas comunidades tradicionais. Ouvir pessoalmente os relatos e vivências é essencial para construir políticas públicas efetivas”, destacou o secretário.

O secretário da Igualdade Racial, Adão Francisco, destacou a relevância da parceria interinstitucional no atendimento às comunidades quilombolas. “Essa atuação junto às comunidades tradicionais do estado do Tocantins necessita ser feita com a associação das duas secretarias – SEIR e SEPOT – e hoje estamos como time completo”, disse o secretário, acrescentando que as reivindicações da comunidade serão tratadas com a devida seriedade.

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A titular da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Carolina Gabas Stuchi, destacou o compromisso do Governo Federal em garantir que as políticas públicas cheguem aos povos e comunidades tradicionais, por meio de uma estratégia de ação interinstitucional. “É fundamental termos clareza do que já está sendo feito e do que ainda precisa ser implementado. Essa visita traz informações valiosas que levaremos ao Governo Federal”, ressaltou Carolina Stuchi, citando que, dentre as políticas públicas prioritárias, estão saúde, educação, cultura e saneamento.

A presidente da associação local, Silvanei Barros, agradeceu a visita e ressaltou a importância da presença do poder público. “Com essa visita, sabemos que não estamos sozinhos na luta. Precisamos que as políticas públicas cheguem até nós, principalmente em áreas como saneamento básico”, afirmou.

Demandas

Durante o encontro, a comunidade, formada por 78 famílias residentes na ilha, entregou uma carta com suas demandas prioritárias, sendo: acesso à saúde, segurança, garantia do território, valorização da cultura ancestral e, principalmente, acesso à água potável.

“Começamos a habitar o território em 1888, com a abolição da escravidão negra. De lá para cá, temos lutado incansavelmente por direitos básicos. Até hoje, não temos acesso a água tratada, mesmo vivendo em uma ilha cercada por um dos maiores rios do Brasil, que abastece diversas regiões e biomas do país”, destaca um trecho do documento apresentado à comitiva.

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Segundo a matriarca da comunidade, Maria da Luz, a água do rio ainda é usada para cozinhar e demais necessidades diárias. Mas para o consumo humano, é necessário fazer a travessia do rio e ir até a cidade para comprar água mineral.

O secretário Adão Francisco informou que as duas secretarias já estão em articulação com a Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) para viabilizar uma solução para a falta de água potável nas comunidades tradicionais.

Reconhecimento

A comunidade de São Vicente é considerada o primeiro território quilombola regularizado no Tocantins, segundo a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO). Reconhecida pela Fundação Cultural Palmares, em 2010, e titulada pelo Governo Federal, em 2020, a posse das terras foi oficializada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), por meio da Portaria nº 1.080.

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Tocantins participa da celebração dos 25 anos do Cadastro Único em Brasília C

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), participou, nesta quarta-feira, 15, da solenidade de celebração dos 25 anos do Cadastro Único. O evento foi realizado às 18h, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, e promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A cerimônia reuniu gestores públicos, especialistas, representantes de organismos nacionais e internacionais, além de integrantes das redes estaduais e municipais. O encontro marcou um momento de reconhecimento à trajetória do Cadastro Único como uma das principais ferramentas de inclusão social do país.

Durante a solenidade, autoridades destacaram a importância do cadastro único para a identificação e o acompanhamento das famílias em situação de vulnerabilidade, além de sua relevância na formulação e execução de políticas públicas.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou o Cadastro Único como uma das maiores ferramentas de inclusão social do mundo, ressaltando que, ao longo dos anos, ele foi aprimorado com base em dados, tecnologia e integração, tornando-se mais moderno, eficiente e alinhado à realidade das famílias brasileiras. “Hoje, o Cadastro Único vai além de um banco de dados: é a principal porta de entrada para a cidadania, garantindo acesso a políticas públicas essenciais, como proteção social, segurança alimentar, educação e saúde. Nossa missão é não apenas cuidar, mas proteger e incluir, atendendo especialmente populações em situação de vulnerabilidade”, afirmou o ministro.

Wellington Dias destacou ainda que o Brasil está novamente saindo do Mapa da Fome, com redução da extrema pobreza e da desigualdade, resultado de políticas públicas integradas. Segundo ele, cerca de 80% dos lares brasileiros já têm acesso à segurança alimentar, indicando avanços consistentes. O ministro também reafirmou o compromisso de fortalecer o Cadastro Único como referência internacional.

Representando a secretária da Setas, Cleizenir dos Santos, o secretário executivo Cleiton Alves também participou da solenidade e destacou a importância do Cadastro Único para a garantia de direitos. “O Cadastro Único é um instrumento fundamental para identificar e atender famílias em situação de vulnerabilidade, sendo a principal porta de entrada para programas que garantem direitos básicos. Mais do que números, representa oportunidades reais de transformação de vida. Nosso compromisso é seguir fortalecendo essa ferramenta para reduzir desigualdades e assegurar mais dignidade à população”, destacou.

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A secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Cleizenir dos Santos, ressaltou o compromisso do Tocantins com o fortalecimento das políticas sociais e a utilização qualificada das informações do Cadastro Único. “Celebrar os 25 anos do Cadastro Único é reconhecer uma política pública que transforma vidas e promove dignidade. No Tocantins, temos trabalhado de forma contínua para fortalecer a gestão dessa ferramenta, investindo na capacitação das equipes e na melhoria dos serviços ofertados à população. Nosso compromisso é garantir que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique invisível para o Estado, assegurando acesso a direitos e oportunidades que promovam inclusão social e desenvolvimento”, destacou.

A Coordenadora Estadual do Cadastro Único, Lilian Praigida, também enfatizou a importância do trabalho técnico e da integração entre os entes federativos para a qualificação dos dados e efetividade do cadastro. “O Cadastro Único é uma ferramenta, que exige atualização constante e um olhar atento para as mudanças na realidade das famílias. Nosso trabalho é garantir a qualidade das informações, apoiando os municípios e fortalecendo a gestão descentralizada. É por meio desses dados que conseguimos planejar políticas públicas mais assertivas e ampliar o alcance dos programas sociais, chegando com mais eficiência a quem realmente precisa”, pontuou.

A programação incluiu lançamento do selo dos correios em comemoração aos 25 anos , lançamento do prêmio 25 anos de cadastro único, apresentações culturais e a exibição de materiais audiovisuais que retratam a trajetória e os avanços do sistema ao longo dos últimos 25 anos, promovendo um espaço de reflexão sobre os desafios e as perspectivas da política social brasileira.

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Sobre o Cadastro Único

O Cadastro Único é o principal instrumento de identificação e caracterização das famílias de baixa renda no Brasil. A base de dados permite ao poder público conhecer melhor a realidade socioeconômica da população e direcionar ações de forma mais eficiente.

Nos últimos anos, o sistema passou por um processo de modernização, com ampliação do uso de tecnologias, integração de bases de dados e melhorias na gestão das informações, o que tem contribuído para maior agilidade e precisão na implementação das políticas públicas.

Atualmente, o Cadastro Único reúne cerca de 96 milhões de pessoas inscritas, o equivalente a aproximadamente 42,2 milhões de famílias, consolidando-se como porta de entrada para diversos programas sociais e ferramenta estratégica para o planejamento e a gestão das políticas sociais no Brasil.

Dados do Cadastro Único no Tocantins

Atualmente, o Tocantins conta com 372.705 famílias inscritas no Cadastro Único, com base nos dados oficiais de março de 2026. Esse registro é a porta de entrada para diversos benefícios, como o Bolsa Família, que no mesmo período atendia cerca de 142 mil lares em todo o estado.

A distribuição dessas famílias acompanha os principais centros urbanos, com maior concentração em Palmas, seguida por Araguaína, Porto Nacional, Gurupi e Colinas do Tocantins. Além da transferência de renda, o cadastro possibilita o acesso a benefícios como o Desconto Social de Energia Elétrica, que contempla mais de 25 mil famílias tocantinenses de baixa renda.

Para garantir a continuidade desses auxílios, é fundamental que as famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa mantenham seus dados atualizados junto aos órgãos responsáveis.

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