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Governo do Tocantins integra articulação para garantir o direito à alimentação tradicional nas escolas dos territórios indígenas e quilombolas

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Seminário sobre Alimentação Tradicional nas Escolas do Tocantins, realizado no auditório do Ministério Público Estadual nesta quinta-feira, 22, contou com a participação das secretarias dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), da Educação (Seduc) e do Ruraltins. O evento teve como fio condutor o programa Catrapovos, coordenado pelo Ministério Público Federal, e abordou os desafios e oportunidades para que a merenda escolar nos territórios seja implementada com alimentos da agricultura familiar local, garantindo o direito dos estudantes à cultura alimentar típica e o fortalecimento da renda da comunidade.

O secretário dos Povos Originários e Tradicionais, Paulo Xerente, enfatizou a importância do programa: “O programa chegou num momento crucial e a Sepot acredita muito que o Catrapovos venha fazer a diferença na vida dos povos indígenas e quilombolas do Tocantins porque a agricultura tradicional é um espaço de vida, de cultura, de resistência e história”. A Sepot participa das ações de capacitação das comunidades, por meio da mobilização das pessoas e suporte logístico.

O coordenador da Catrapovos Tocantins, procurador federal Álvaro Manzano, ressaltou que o Catrapovos está focado nas políticas públicas da alimentação tradicional dos estudantes, mas tem impactos muito mais profundos. Ao mesmo tempo em que garante o direito a uma comida alinhada com o modo de vida tradicional, proporciona acesso à alimentos frescos e saudáveis, também gera reflexos positivos com a comercialização dos excedentes e incentiva o aumento da produção.

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Experiência Xerente

Durante o evento, a experiência da escola São José, do território indígena Xerente, no município de Tocantínia, foi apresentada por meio de um vídeo e participação da agricultora familiar Selma Xerente na mesa de debates. Selma entrega na escola produtos da roça de toco que cultiva, como mandioca e batata-doce, além de frutos colhidos no Cerrado, entre eles mangaba e cajuí.

Expansão

O povo Xerente faz parte do projeto piloto de qualificação dos agricultores das comunidades indígenas e quilombolas promovido pelo Catrapovos. Nessa primeira etapa, o programa também capacitou agricultores dos povos Apinajé e Krahô, além dos quilombolas de Mumbuca.

Nos dias 27 e 28, a Mesa Permanente de Diálogos do Catrapovos ocorrerá nas aldeias Fontoura e Santa Isabel do Morro, localizadas na Ilha do Bananal, com o povo Karajá. A Sepot acompanhará os representantes do Ministério Público Federal, Funai e demais parceiros.

Desafio

No Tocantins, existem cerca de sete mil alunos matriculados em escolas indígenas e dois mil em comunidades quilombolas. A parceria com os gestores municipais é fundamental para que as ações do Catrapovos cheguem a esses territórios. A legislação define que 30% dos alimentos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam oriundos da agricultura familiar.

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As compras públicas diretamente dos agricultores familiares locais também podem ser feitas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Quando essa logística ocorre nos próprios territórios, os alunos recebem alimentos que fazem parte da sua cultura, frescos, variados conforme a safra e sem adição de veneno. Esses fatores contribuem não somente para uma alimentação mais rica e balanceada, mas para que respeite sua cultura alimentar e remunera as pessoas que tiram das tradicionais roças de toco o seu sustento.

Parceria

Integram a Catrapovos no Tocantins: MPF, Funai, Conab, Governo do Tocantins (SEPOT, Seduc e Ruraltins), Ministério Público Estadual, Cecane/UFT, Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática, Consea, entre outras organizações.

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TOCANTINS

Semarh na Estrada mostra como o carbono do solo está impulsionando produtividade em fazendas tocantinenses

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Dando continuidade à série Semarh na Estrada, iniciativa que apresenta projetos privados voltados à sustentabilidade e à inovação ambiental no Tocantins, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), realizou, nesta segunda e terça-feira, dias 1º e 2 de junho, visitas às fazendas Ecoara, no município de Tabocão, e Horizontina Norte, em Campos Lindos.

As propriedades desenvolvem projetos de carbono do solo, considerados estratégicos para a mitigação das mudanças climáticas e para o fortalecimento da agricultura sustentável.

Os projetos de carbono do solo são baseados em práticas de agricultura regenerativa e manejo sustentável da terra. Essas iniciativas incentivam técnicas agrícolas e florestais capazes de remover dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera e armazená-lo no solo, gerando créditos de carbono que podem ser comercializados no mercado voluntário.

No Tocantins, as duas propriedades já desenvolvem projetos nesse segmento com a intermediação e consultoria da empresa MyCarbon, subsidiária da Minerva Foods, reconhecida como uma das maiores exportadoras de carne bovina da América Latina e referência em iniciativas de sustentabilidade.

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A primeira visita ocorreu na Fazenda Ecoara, onde o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, foi recebido pelo proprietário Samuel Bonilha. Segundo ele, o planejamento produtivo da fazenda tem como foco a melhoria da produtividade aliada à conservação ambiental, com destaque para a utilização de compostagem orgânica nas lavouras, reduzindo a necessidade de insumos químicos e defensivos agrícolas.

Na sequência, a equipe da Semarh visitou a Fazenda Horizontina Norte, em Campos Lindos, onde foi recebida pelo gerente Dino Sani Almeida da Silva. O projeto de carbono do solo da propriedade encontra-se em processo de certificação pela Verra, uma das principais certificadoras internacionais de créditos de carbono.

De acordo com o gerente, a adoção de práticas adequadas de manejo do solo trouxe resultados expressivos para a produtividade da fazenda, que passou de 40 para 64 sacas por hectare.

“Ficamos muito felizes em poder contribuir com o meio ambiente ao mesmo tempo em que melhoramos nossos resultados produtivos”, destacou.

Para o secretário Marcello Lelis, iniciativas como essas demonstram que sustentabilidade e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.

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“Esses projetos estão trazendo ganhos ambientais significativos para as propriedades, mas também benefícios econômicos importantes, como o aumento da produtividade e a redução das emissões de carbono relacionadas ao uso de combustíveis e fertilizantes. É justamente esse tipo de prática sustentável que queremos valorizar e dar visibilidade por meio do Semarh na Estrada”, ressaltou.

A série Semarh na Estrada tem como objetivo divulgar experiências exitosas desenvolvidas no Tocantins, evidenciando iniciativas que contribuem para a conservação ambiental, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável do estado.

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