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Governo do Tocantins

Governo do Estado impulsiona crescimento econômico e Tocantins ultrapassa US$ 3 bilhões em exportações, ocupando 3º lugar na Região Norte

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O Tocantins consolidou sua posição como uma das principais potências econômicas da Região Norte ao atingir a marca de US$ 3.047.968.695 em exportações no ano de 2025. O desempenho representa um crescimento de 21,7% em relação ao volume registrado no ano anterior, colocando o estado em terceiro lugar no ranking regional, atrás apenas do Pará e de Rondônia. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O resultado é fruto direto do Programa de Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços (Pics), política pública estratégica da gestão Wanderlei Barbosa, executada pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), que tem a diversificação da pauta de exportações e ampliação da competitividade no mercado global entre suas metas.

“Esses resultados evidenciam que o Tocantins está no caminho certo. Estamos transformando nosso potencial produtivo em desenvolvimento real, gerando emprego, renda e oportunidades em todas as regiões do estado. A logística estratégica, aliada a políticas públicas eficientes, tem colocado o Tocantins em posição de destaque no cenário nacional e internacional”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

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Balança comercial

A soja permanece como o principal produto da pauta de exportações do Tocantins, representando 51% do total comercializado, com cerca de 3,9 milhões de toneladas exportadas. Em seguida, destaca-se a carne bovina, responsável por 21,1% das exportações. A mineração também tem se destacado. No ano passado, o Tocantins exportou 1,9 tonelada de ouro, o que representa 6,5% das vendas externas.

Já as importações somaram US$ 348 milhões. As compras externas tiveram como principais origens a China, responsável por 28,2% do volume importado, e o Canadá, com participação de 20,2%.

A corrente comercial, que é a soma das exportações e importações, foi de US$ 3,4 bi. O saldo da balança comercial fechou o ano com um superávit de US$ 2,6 bilhões.

“A Sics atua na desburocratização e no apoio direto ao exportador, focando em metas claras de expansão. O superávit na balança comercial comprova que o Tocantins está exportando valor e consolidando sua relevância na pauta comercial brasileira”, pontuou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Milton Neris.

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“O superávit na balança comercial evidencia a solidez do desempenho do setor produtivo e a competitividade das exportações estaduais. Esse resultado reforça a importância do planejamento econômico, contribuindo para o fortalecimento da economia, a geração de renda e a ampliação da capacidade de investimento do estado”, reforçou o secretário de Estado do Planejamento, Maurício Parizotto Lourenço.

A China manteve-se como o principal parceiro comercial do Tocantins, respondendo por 55,6% do total exportado em 2025. Outros destinos relevantes foram Espanha, Canadá, Egito e Índia.

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TOCANTINS

Impulsionado pelo Governo do Tocantins, setor mineral movimenta R$ 2 bilhões e fortalece a economia do estado

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A mineração tem impulsionado a economia e atraído novos investimentos no Tocantins, potencial que vem se consolidando por meio de ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da atividade. Conforme a Agência Nacional de Mineração (ANM), o setor movimentou R$ 2 bilhões em 2025, com destaque para a extração de ouro, esmeraldas, calcário, fosfato, gipsita, ferro, manganês, quartzo, granada e materiais para construção civil. A ANM também aponta que foram arrecadados R$ 35,42 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) em 2025, contra R$ 30,28 milhões em 2024, crescimento de cerca de 17%. Ainda segundo a Agência, o Tocantins possui 117 empresas em operação na extração de diversas substâncias, sendo 39 diretamente envolvidas no setor mineral, responsáveis por mais de 4 mil empregos e com investimentos projetados em R$ 4 bilhões até 2027. Os números evidenciam a expansão da atividade e seu impacto no desenvolvimento econômico de municípios como Monte do Carmo e Almas.

Diante desse cenário, o Governo do Tocantins tem adotado medidas para fortalecer o setor mineral. Entre as iniciativas está a criação do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Desenvolvimento Mineral (GT Minerato), coordenado pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics). O grupo reúne órgãos estratégicos da administração estadual para articular políticas públicas destinadas à ampliação da competitividade da mineração, ao fortalecimento da segurança jurídica e à atração de novos investimentos. Como parte dessa estratégia, o Estado também lançou o primeiro curso técnico em mineração, voltado à formação de mão de obra especializada para atender à crescente demanda do setor.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou o potencial mineral do estado e as ações adotadas para fortalecer a área de mineração. “O Tocantins tem um grande potencial mineral e o objetivo do nosso governo é criar as condições para que esse setor se desenvolva de forma organizada, com segurança jurídica e geração de oportunidades para a população. A criação do grupo de trabalho, por exemplo, e o investimento em qualificação profissional demonstram o compromisso em estruturar a mineração para o desenvolvimento econômico”, ressaltou o chefe do Executivo.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), em 2025, municípios tocantinenses receberam R$ 18,78 milhões em distribuição da CFEM. As cidades que mais recolheram recursos foram Almas (R$ 15,80 milhões); Bandeirantes (R$ 5,79 milhões); Xambioá (R$ 3,40 milhões); Natividade (R$ 2,52 milhões); e Taguatinga (R$ 1,48 milhão). Entre os municípios que mais receberam a distribuição da CFEM em 2025, lideram Almas (R$ 8,42 milhões), Bandeirantes do Tocantins (R$ 2,97 milhões), Xambioá (R$ 1,90 milhão), Natividade (R$ 1,30 milhão) e Taguatinga (R$ 781 mil).

No comércio exterior, o ouro é atualmente o principal vetor mineral do estado. No primeiro bimestre de 2025, o Tocantins exportou cerca de 374 kg do metal, com faturamento de US$ 30,72 milhões. No acumulado do ano, o estado registrou US$ 3,048 bilhões em exportações totais, sendo que o ouro respondeu por 1,9 tonelada exportada e por 6,5% das vendas externas. De acordo com a ANM, a atividade mineral já se expande por 56 municípios tocantinenses, promovendo desenvolvimento econômico em âmbito local e regional.

O estado também possui 119 requerimentos de lavra garimpeira, 92 autorizações de pesquisa, 812 cessões de direito e 112 licenciamentos, além de 117 empresas em operação de extração de diversas substâncias. Para estimular o setor, o Governo do Tocantins mantém incentivos fiscais por meio do Programa de Industrialização Direcionada (Proindústria), voltado à atração e à instalação de indústrias no estado.

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Grupo de trabalho e qualificação profissional

O Grupo de Trabalho Interinstitucional de Desenvolvimento Mineral do Tocantins (GT Minerato) foi instituído por decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) em 26 de fevereiro. Coordenado pela Sics, o grupo tem como objetivos articular e integrar ações entre órgãos para fortalecer o setor mineral, aprimorar o ambiente institucional e regulatório e ampliar a competitividade ligada à mineração.

A iniciativa reúne órgãos como Procuradoria-Geral do Estado do Tocantins (PGE); Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz); Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan); Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto); Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins); e Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins). O Governo estadual também busca equilibrar o desenvolvimento da mineração com a segurança ambiental e social, garantindo que a expansão do setor ocorra de forma planejada, sustentável e responsável.

O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Milton Neris, enfatizou que a iniciativa busca unir os órgãos governamentais e criar um ambiente mais seguro e competitivo para os investimentos. “O Tocantins vive um momento estratégico para consolidar o setor mineral como uma alavanca de desenvolvimento regional. Estamos estruturando uma agenda que combina planejamento, previsibilidade e segurança jurídica, para que a mineração avance com responsabilidade socioambiental e gere resultados concretos para a população. O nosso foco é organizar processos, integrar os órgãos do Governo em uma atuação coordenada e criar um ambiente de negócios mais eficiente, capaz de atrair investimentos e fortalecer cadeias produtivas ligadas ao setor, com mais emprego e renda”, afirmou.

Paralelamente, o Governo do Tocantins, por meio da Ameto, lançou o curso técnico em mineração do estado, com 420 vagas distribuídas em 14 municípios. A iniciativa é resultado de parceria com o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e terá duração de 18 meses, combinando formação teórica e prática alinhada às necessidades do mercado. A formação foi estruturada em três módulos de qualificação: Operador de Mina; Amostrador e Beneficiador de Minérios; e Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineração, ampliando as oportunidades de capacitação e inserção profissional no setor.

Mineração em Monte do Carmo

O Tocantins está prestes a receber um dos maiores investimentos no setor mineral com a implantação do Projeto Monte do Carmo, na região central do estado. A iniciativa, da empresa Hochschild Mining, conta com investimento de cerca de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,4 bilhão) para a construção da unidade mineradora, com potencial de gerar até 2 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para o fortalecimento da economia e a dinamização da cadeia produtiva mineral.

O empreendimento abrange cerca de 82 mil hectares de concessões minerais, com recursos de ouro já identificados por meio de estudos e programas de perfuração. O projeto também conta com infraestrutura estratégica na região, como acesso por rodovia pavimentada e proximidade com a cidade de Palmas e a Usina Hidrelétrica Isamu Ikeda, fatores que reforçam o potencial do Tocantins para atrair novos investimentos e consolidar a mineração como vetor de desenvolvimento econômico.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de pesquisa e desenvolvimento inicial, com atividades voltadas à exploração, à pesquisa geológica e à realização de testes metalúrgicos em laboratório e em escala considerada piloto. Esses estudos permitem analisar as características do minério e definir a rota de processo, etapa que orientará o modelo de processamento mineral da futura operação. Paralelamente, a equipe técnica desenvolve a engenharia conceitual do empreendimento, que servirá de base para as próximas fases de engenharia básica e detalhada.

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“O projeto Monte do Carmo representa um investimento relevante que pode contribuir para o fortalecimento da economia local e para a geração de oportunidades no Tocantins. A chegada de um empreendimento dessa magnitude tende a movimentar a cadeia produtiva, estimular novos negócios e ampliar as perspectivas de desenvolvimento para a região, sempre com o compromisso de conduzir suas operações com responsabilidade e planejamento de longo prazo”, explicou Ediney Drummond, Country Manager da Hochschild Brasil.

Mineração em Almas

No município de Almas, localizado na região sudeste, a atividade mineral também é destaque. Conhecida como capital do ouro, a cidade abriga o projeto de mineração da empresa Aura Minerals, em operação, que tem impulsionado a economia local com a geração de empregos, qualificação da mão de obra e dinamização da atividade socioeconômica. A iniciativa também contribui para a criação de novas oportunidades de negócios e o fortalecimento de setores como o turismo e o comércio, ampliando os impactos positivos da mineração para o município e toda a região, com apoio do Governo do Tocantins às ações de desenvolvimento econômico.

Diante da demanda por profissionais, em 2025, a Escola Estadual Girassol de Tempo Integral Agropecuário de Almas passou a oferecer o curso técnico em Mineração, em parceria com a empresa. A formação inclui aulas teóricas e práticas, visitas técnicas à mineradora e atividades em laboratório, preparando os estudantes para oportunidades de trabalho na região. A diretora da unidade, Luciana Castro de Andrade, destacou que a presença da atividade mineral tem ampliado o interesse dos jovens. “Aumentou a busca por empregos, capacitação e informações sobre o setor. O curso tem duração de três anos, em que os alunos têm aulas teóricas e práticas; visitas técnicas à mineradora; e palestras com profissionais da área e atividades em laboratório, o que é muito importante para a qualificação local e as oportunidades de empregos”, explicou a educadora.

Luma Silva Avelar, de 15 anos, estudante do 2º ano e integrante da primeira turma do curso, conta que escolheu a formação pelas oportunidades de emprego e pela influência da família. “Temos visitas técnicas frequentes à mineradora e atividades em laboratório, o que ajuda muito no aprendizado”, relatou.

A estudante Rhaylla Rodrigues Ribeiro da Silva, também de 15 anos e do 2º ano do curso técnico em Mineração, afirma que escolheu a área pela curiosidade e pelas possibilidades profissionais. “A prática ajuda a entender como funciona a atividade e os equipamentos. Quero conseguir um bom emprego como técnica”, destacou.

Além do curso técnico, a escola desenvolve, em parceria com a mineradora e os alunos de Agropecuária, um projeto de reflorestamento com espécies nativas para proteção de nascentes e ampliação da mata ciliar. O professor e coordenador Arialdo Castro reforçou que a iniciativa tem foco na preservação da nascente Vidá, localizada no colégio. “Já conseguimos reflorestar uma área significativa ao redor da nascente”, explicou.

Com grande potencial mineral e novos investimentos em fase de implantação, o Tocantins se consolida gradualmente como uma nova fronteira mineral no país. A combinação entre potencial geológico, políticas de incentivo e qualificação profissional aponta para um cenário de expansão, com impactos na geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico.

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