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Em Fórum sobre REDD+, indígenas e quilombolas contribuem com Governo do Tocantins na implantação do subprograma

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Painéis de diálogo com indígenas e quilombolas fizeram parte da programação do segundo dia do 1º Fórum REDD+ Jurisdicional do Tocantins, ocorrido na quarta-feira, 18, no Tribunal de Contas do Tocantins (TCE-TO), em Palmas. O momento oportunizou a conversa sobre os desafios e as oportunidades da implantação do REDD+ no Tocantins, e a exposição das demandas das populações originárias e tradicionais, que puderam apresentar suas propostas na plenária do final do Fórum.
“Esse projeto se configura como o início de uma confluência que nunca houve antes, onde povos originários, quilombolas, tradicionais, pequenos agricultores, finalmente participam ativamente da construção de um programa de governo. E será assim, de forma definitiva”, destacou a secretária dos Povos Originários e Tradicionais, Narubia Werreria.
Anseios, das aldeias aos quilombos
A esperança dos povos originários e dos quilombolas ao aderirem ao programa Redd+ Jurisdicional perpassa a necessidade de garantir a existência de diferentes modos de vida, com línguas e linguajares próprios, cosmovisão diversa, costumes peculiares que querem ver preservados, como danças, canções, rituais, e a relação com a terra e com a natureza. Cada fala trouxe, implícita ou explicitamente, o direito de existir sem ceder às imposições do modo de vida dos moradores dos centros urbanos.
Em sua sabedoria, o senhor Lourenço de Abreu avisou que ouvir as comunidades quilombolas seria “igual [tomar] remédio de curador”, foi como exemplificou o que acontecia na sala dedicada a ouvir esse povo tradicional que, mesmo vindo de 48 quilombos com suas particularidades geográficas e socioculturais, enfrentam desafios comuns que esperam poder superar com o Redd+.
Após acompanhar os trabalhos nos diversos grupos, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis afirmou estar impressionado. “Os quilombolas, além de uma sabedoria extraordinária, têm humor. Vocês brincam com as coisas, brincam no bom sentido, de forma séria, vocês são espirituosos, além de extremamente inteligentes e preparados”.
Enquanto isso, na sala em que eram ouvidos os povos originários, representantes indígenas reforçaram a necessidade de respeitar as diversidades. “Aqui já mostra nossa diversidade, a organização de cada povo precisa ser respeitada. Todos nós temos diferenças”, frisou o presidente da Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (ArPIT), Antônio Marcos Karajá.
Território
Questões territoriais e de regularização emergiram como a principal preocupação entre o grupo quilombola. “E aqui estou eu, repetindo igual remédio de curador”, reafirmou Lourenço ao tocar no assunto. Isso porque, “se não tiver regularização, não consegue fazer nada”, afirmou Luzia Ribeiro, do Quilombo do Prata, região do Jalapão. “Tá acabando com nossa água, acabando com a mata, com o buritizal, as veredas de capim dourado…“, disse referindo-se ao desafio de defender os recursos naturais em suas terras e à implicação direta da regularização sobre a conservação das áreas que possibilitam a comercialização de grande parte dos créditos de carbono.
Maria Aparecida, do Quilombo Grotão, município de Filadélfia, reafirmou o quanto a questão territorial está entrelaçada com a preservação ambiental ao relatar a derrubada de árvores antigas, como frondosos pés de manga que costumam ficar ao redor das taperas (antigas moradas de seus ancestrais), como estratégias de invasores para tentar eliminar os vestígios de que quilombolas possam ter habitado a localidade.
Participação indígena

Mais de 60 indígenas das etnias apinajé, karajá, karajá-xambioá, javaé, krahô-kanela, kanela, krahô e xerente também participaram do evento, levando propostas para a implementação do programa REDD+ Jurisdicional, entre elas: ampliação da diversidade da equipe responsável por ministrar as oficinas com a capacitação e contratação de técnicos indígenas, considerando, por exemplo, a tradução nos diferentes idiomas; transparência nas negociações financeiras; fortalecimento da Sepot; aumento da projeção do quantitativo de participantes indígenas em cada oficina; e acréscimo da quantidade de oficinas em cada povo, considerando sua distribuição geográfica e organização social.
“Cada etnia teve a oportunidade de ir à frente, colocar sua demanda, a forma de como serão as discussões dentro das suas comunidades, como queremos que seja”, avaliou Lenimar Kanela.
A importância da oficinas

A proposta de aumentar a quantidade de oficinas nos territórios indígenas foi defendida pela maioria. “Se a discussão aqui foi tão rica, imagina ir em cada povo com seus costumes, suas tradições, suas vidas. Quando se trata de pessoas é preciso ter calma e cautela, principalmente em um projeto que tem grande impacto, porque esse projeto tem a ver com o nosso futuro, com nossos filhos e netos. O único bem maior que nós temos é a nossa terra, é a nossa mãe, é lá onde estão nossas raízes”, frisou Vanessa Xerente.
A iniciativa da implantação do REDD+ no Tocantins pelo Governo do Estado foi parabenizada. “Em coletivo a gente se fortalece, vejo que essas oficinas sejam feitas nas aldeias para todos serem contemplados. Quero parabenizar o Governo por essa iniciativa, mas nosso povo está com dúvidas, quero entender melhor para contribuir junto com meu povo”, disse Renato Krahô.
Programa Jurisdicional de REDD+ do Tocantins
Implementado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) com o apoio técnico da Tocantins Parceria (Topar) e Tocantins Carbono (Tocar), o Programa Jurisdicional de REDD+ do Tocantins conta com o apoio e envolvimento de diversos órgãos, entre eles, a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea), Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), com apoio dos parceiros Earth Innovation Institute (EII), Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Floresta (GCF Task Force) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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