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Em coletiva à imprensa, governador Laurez Moreira apresenta avanços e transparência na gestão do Igeprev

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O governador Laurez Moreira apresentou à imprensa nesta segunda-feira,  24, na Sala de Reuniões do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, a nova conduta da gestão do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev-TO), que demonstra eficiência e transparência na aplicação dos recursos.

Na oportunidade, o chefe do Executivo destacou que os avanços recentes do Igeprev-TO  concentram-se na modernização tecnológica, melhoria do atendimento aos beneficiários e na gestão eficiente para reduzir atrasos, corrigir falhas operacionais e melhorar a eficiência da Diretoria de Previdência.

O gestor afirmou que um dos gargalos do instituto foi o pagamento indevido a segurados. Só na atual gestão foram abertos 426 processos de cobrança de valores pagos indevidamente, que totalizam R$ 1.415.478,03. Seguindo a orientação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), os envolvidos já foram notificados para realizar a devolução dos valores recebidos de forma irregular.

No aspecto financeiro e previdenciário, o governador ressaltou que foi realizado um levantamento que identificou cerca de R$ 300 milhões em processos passíveis de compensação previdenciária prestes a prescrever, o que motivou uma força-tarefa para evitar prejuízos ao instituto. Quanto aos investimentos, o governador explicou que a gestão tem atuado de forma conservadora, priorizando títulos públicos e ações para recuperar perdas em fundos estressados herdados de administrações anteriores e que o Igeprev-TO  está se preparando para operar empréstimos consignados para ampliar a rentabilidade e oferecer taxas menores aos servidores.

“Nós tivemos a preocupação de aplicar bem os recursos, de forma que o servidor pode ficar tranquilo de que esse governo zela por cada centavo que entra. Fomos buscar o que o Igeprev tinha para receber e descobrimos uma dívida a nosso favor no valor de R$ 300 milhões entre o INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] e o Governo do Tocantins e já estamos em busca desse recurso”, explicou o governador.

Por sua vez, a presidente do Igeprev-TO, Bárbara Mendes, falou sobre a redução do tempo de concessão de benefícios, que chegavam a dois anos, e que por determinação do governador Laurez Moreira está em andamento uma força-tarefa para agilizar esses trâmites e melhor atender os beneficiários. “A redução no tempo de concessão só foi possível graças ao reforço de pessoal determinado pelo governador, ao novo fluxo de trabalho e aos pareceres da PGE. Processos que antes levavam até dois anos agora são liberados em cerca de três meses e, em alguns casos, em apenas um mês. Já estamos analisando processos de setembro e a previsão é manter tudo em dia.”

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Com relação aos pagamentos indevidos, Bárbara Mendes revelou que o sistema anterior ainda era manual, o que culminava em erros; no entanto, o sistema já foi modernizado. “O sistema da folha funcionava de forma manual e gerava pagamentos duplicados e retroativos muito acima do devido. Parametrizamos o sistema para automatizar tudo, fizemos mudanças na equipe, abrimos sindicâncias e instauramos 426 processos para recuperar valores pagos indevidamente. Primeiro estancamos o problema;  agora estamos corrigindo e cobrando o que foi pago a mais”, enfatizou.

Economia e administração gastos públicos

Na ocasião, o governador também explicou que, ao assumir a gestão, identificou contratos excessivamente caros relacionados aos estudos atuariais da previdência, alguns chegando a  superar R$ 5 milhões. Para garantir economia e eficiência, esses contratos foram cancelados e substituídos por um novo serviço contratado sem comprometer a qualidade das análises.

Segundo o chefe do Executivo, a previdência estadual passou por uma segregação de massa, mantendo em contas separadas os aposentados, que estavam sendo pagos diretamente pelo Estado, e os servidores que ingressaram posteriormente estavam sendo pagos por outro fundo, que possui maior estabilidade financeira. “Tenho buscado economizar ao máximo e trazer responsabilidade para a gestão da previdência. Quando assumimos, havia uma dívida elevada no fundo previdenciário, os aposentados até 2012 continuam sendo pagos diretamente pelo Estado, enquanto quem entrou após 2012 contribui para outro fundo, que hoje é mais equilibrado financeiramente, esse é o caminho.  Estamos adotando medidas que reforçam nossa prioridade em garantir economia, transparência e sustentabilidade ao sistema previdenciário”, afirmou Laurez Moreira.

Desde que assumiu a gestão, o governador Laurez vem atuando para reduzir gastos e reorganizar as contas públicas, redirecionando recursos para áreas prioritárias. Despesas elevadas com voos, viagens internacionais e eventos considerados acima do razoável estão sendo reavaliadas e ajustadas.

BRB e folha de pagamento
Durante a coletiva, o governador esclareceu que a relação do Governo do Tocantins com o Banco de Brasília (BRB) segue dentro das tramitações legais, sem qualquer complicação que impacte as ações do Estado. Segundo o Executivo, a entrada da nova gestão permitiu suspender qualquer possibilidade de novos aportes com o BRB, garantindo maior rigor na política de investimentos.

Sobre o Banco Master, o governador afirmou que não há nenhuma aplicação, nem passada nem presente, e que a gestão reforçou ainda que, desde o início do mandato, adotou como diretriz a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores, determinando que pelo menos 80% dos recursos sejam aplicados em renda fixa, priorizando segurança.

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“Minha determinação é que 80% dos recursos sejam aplicados em renda fixa, sem risco. Hoje, entre 77% e 84% já estão em fundos federais, de risco zero. Nossa maior preocupação é garantir total segurança para o servidor do Tocantins”, explicou o governador

O BRB é o banco responsável pela gestão da folha de pagamento dos servidores estaduais, processando salários, aposentadorias e pensões dos servidores desde junho de 2025. A relação entre o banco e o estado começou em 2024, por meio do Contrato nº 036/2024.

Segundo o secretário de Estado da Administração, Marcos Duarte, a folha de pagamento é custeada integralmente com recursos do Tesouro Estadual e o BRB apenas gerencia esses pagamentos por ser o banco responsável pela folha. “Todos os salários dos servidores estão garantidos. Não há qualquer risco financeiro. O Governo do Tocantins mantém o compromisso de pagar em dia e, como tem sido a prática na gestão do governador Laurez, vamos anunciar novamente o pagamento adiantado e antecipado dos salários, sem qualquer prejuízo para os servidores”, destacou o secretário

Ações da Energisa mantida

O governador Laurez Moreira decidiu não levar adiante a venda da participação acionária do Estado na Energisa Tocantins Distribuidora de Energia S.A., optando por preservar o patrimônio público e manter a presença do Tocantins no quadro societário da concessionária. A decisão, segundo o governador, considera a importância estratégica do ativo para o Estado e a necessidade de garantir segurança institucional, previsibilidade e estabilidade no setor energético, além de assegurar que eventuais mudanças futuras ocorram somente mediante amplo debate técnico e interesse público comprovado.

O governador destacou que a Energisa é um patrimônio altamente lucrativo para o Tocantins, gerando cerca de R$ 70 milhões por ano em dividendos, o que representa uma receita acumulada de R$ 280 milhões em quatro anos, valor que tende a crescer, já que a empresa está entre as que mais expandem no país.  Além de manter a autonomia do Estado nas ações da Energisa, o Governo do Tocantins pretende reforçar a fiscalização sobre os serviços de energia elétrica no Tocantins.

“Já iniciamos tratativas com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) porque precisamos fortalecer a fiscalização do setor elétrico no Estado.  Temos duas alternativas, sendo uma criar uma nova agência reguladora ou ampliar as atribuições da Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR). Nosso objetivo é garantir uma regulação mais firme e próxima, evitando que o Estado fique sem controle sobre um serviço tão essencial”, finalizou o governador.

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TOCANTINS

Durante painel em Lisboa, governador Wanderlei Barbosa destaca potencial energético do Tocantins como vetor de desenvolvimento

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, participou nesta terça-feira, 2, do 14º Fórum de Lisboa, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal, integrando o painel Energia como Ativo Estratégico na Economia Verde e Digital. Como palestrante, o chefe do Executivo apresentou a experiência do Tocantins no aproveitamento do potencial energético como vetor de desenvolvimento sustentável e competitivo, em um debate voltado aos desafios e às oportunidades do setor energético diante das transformações econômicas e tecnológicas.

Na ocasião, em painel moderado pelo consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Eduardo Maia, o governador Wanderlei Barbosa debateu com o advogado-geral da Petrobras, Cristiano Andrade; o diretor jurídico da Axia Energia, José Eduardo Guimarães Barros; e a advogada Maís Moreno, temas como transição energética, segurança no abastecimento, investimentos em infraestrutura e tecnologia, expansão das fontes renováveis e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Durante a palestra, o governador Wanderlei Barbosa enfatizou a energia como um ativo essencial para o desenvolvimento. “O crescimento econômico exige considerar eficiência energética, inovação tecnológica e sustentabilidade. No Tocantins, estamos trabalhando com incentivos legais, como a isenção de ICMS e linhas de crédito, para alinhar esses desafios por meio de ações que incentivam uma economia de baixas emissões e infraestrutura energética sustentável, além de ampliar as oportunidades de desenvolvimento. Entendemos que a transição energética precisa ocorrer com planejamento e responsabilidade ambiental”, pontuou.

Ao defender a conciliação entre crescimento econômico, eficiência, previsibilidade e participação social na formulação de políticas voltadas ao setor energético diante das transformações tecnológicas e dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o governador também detalhou a Estratégia Tocantins Competitivo e Sustentável (Estocs), iniciativa do Governo do Tocantins de longo prazo, que orienta investimentos nas áreas de meio ambiente, desenvolvimento social e infraestrutura. Os objetivos da iniciativa são fortalecer a competitividade do estado e promover um modelo de crescimento de baixas emissões de gases de efeito estufa.

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O governador Wanderlei Barbosa ressaltou também o potencial energético do Tocantins e as ações adotadas pelo Estado para ampliar a geração de energia limpa, especialmente por meio da energia solar. “O Tocantins tem promovido a política de sustentabilidade de maneira coerente. Somos banhados por duas bacias importantes para o Brasil e, nessas bacias, temos diversas hidrelétricas que também são fontes de energia renovável. Iniciamos uma importante migração para a energia solar. Recentemente, inauguramos o primeiro parque fotovoltaico do Estado em um projeto produtivo de frutas e derivados e já temos outros seis projetos previstos para implantação”, acentuou o chefe do Executivo.

O chefe do Executivo também salientou as ações voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e monitoramento do território tocantinense. “Temos projetos voltados para o fortalecimento dos órgãos de controle ambiental para fazer o combate da degradação ambiental e dos incêndios. Todo o nosso território é regido com leis ambientais rigorosas, sendo coberto e monitorado via satélite. Esse é o objetivo da nossa vinda, discutir o Tocantins, trazer informações e levar para o nosso estado”, finalizou.

Potencial do Tocantins

Na área ambiental, o Estado conquistou a liderança nacional entre os estados que mais avançaram em sustentabilidade ambiental entre 2023 e 2025, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado é reflexo de ações como o programa Foco no Fogo, que contribuiu para a redução de 34% das queimadas ilegais entre 2024 e 2025.

O Estado também se destaca na geração de energia limpa, com capacidade instalada de 1.968,97 MW, dos quais mais de 93% são provenientes de cinco usinas hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas. Com demanda de 740,6 MW, consome apenas 37,6% da energia que produz, destinando o excedente ao Sistema Interligado Nacional e contribuindo para a segurança energética do país.

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⁠O Tocantins é um dos estados que mais evoluiu nos serviços públicos digitais. Nas próximas semanas, o Governo do Tocantins assinará a Ordem de Serviço para a instalação de cinco parques fotovoltaicos em prédios públicos, iniciativa que deve gerar economia estimada em R$ 600 milhões ao longo de 25 anos. Além de ampliar a eficiência da gestão pública, a digitalização dos serviços reduz deslocamentos, diminui o consumo de combustíveis fósseis e proporciona mais praticidade à população.

Na área de transporte, o Governo do Tocantins tem adotado medidas que integram sustentabilidade e redução de custos. Veículos elétricos e híbridos estão isentos do pagamento de Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) até o fim de 2027. O Estado também aderiu ao programa federal de subvenção ao diesel importado, que garantiu desconto de até R$ 1,20 por litro. A participação representou cerca de 1,79% do consumo nacional e um impacto financeiro de aproximadamente R$ 30 milhões.

Fórum de Lisboa

Realizado anualmente, o Fórum de Lisboa chega à sua 14ª edição em 2026 com o tema Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais. A programação, que ocorre entre os dias 1º e 3 de junho, reúne acadêmicos, gestores, especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil do Brasil e da Europa para debater os impactos das transformações tecnológicas nas estruturas políticas, econômicas e sociais, além de temas relacionados à democracia, inovação, sustentabilidade e saúde.

O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pelo Lisbon Public Law Research Centre (LPL), da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário da Fundação Getulio Vargas (FGV Justiça).

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