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Detran/TO registra mais de 2 mil veículos elétricos no estado e reforça cuidados no trânsito

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A venda de carros elétricos e híbridos tem se expandido no setor automobilístico, com mais de 400 mil veículos circulando em todo o Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), na prática, um em cada seis automóveis no país é desse tipo.

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), registrou 2.168 veículos elétricos no estado, conforme dados levantados até o mês de abril. No primeiro quadrimestre de 2026, o órgão contabilizou 741 carros elétricos contra 295 automóveis registrados no primeiro quadrimestre de 2025, um aumento de 151,19% na frota desses veículos.

O Detran/TO destaca as políticas de incentivo à aquisição de veículos elétricos e híbridos, e reforça os cuidados essenciais que o proprietário deve ter com esses automóveis, tanto na hora de transitar quanto no momento de recarregá-lo.

Isenção do IPVA

O Governo do Tocantins sancionou a Lei nº 219/2025, que alterou o Código Tributário Estadual e ampliou o alcance da isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos elétricos e híbridos, reforçando o compromisso com as políticas de incentivo à sustentabilidade no trânsito do estado.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, ainda assinou a proposta de alteração do Código Tributário Estadual para a isenção do IPVA de veículos elétricos para 2027. Junto a essa ampliação, ainda foi proposta a diminuição progressiva da base de cálculo do imposto nos anos subsequentes, sendo a redução de 50% em 2028; de 40% em 2029; e de 30% em 2030.

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Sustentabilidade

Especialistas em clima, engenharia automotiva e energia, com base nos relatórios emitidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e pelo Conselho Internacional de Trânsito Limpo (CITT), apontam que os veículos elétricos são modelos mais sustentáveis do que os automóveis tradicionais, movidos a combustão, quando analisado todo o ciclo de vida dos carros, desde a extração da matéria-prima para sua composição até seu descarte.

Todavia, a comunidade técnica chama a atenção para os desafios ambientais da produção e comercialização desses veículos. Os principais pontos de atenção são o uso majoritário de usinas de carvão como fonte de energia na fabricação, a degradação ambiental na extração de minérios e a necessidade de processos que promovam o reaproveitamento das baterias elétricas.

Cuidados no trânsito

Os veículos elétricos têm promovido uma mudança positiva nas vias com a redução da poluição sonora. Isso ocorre porque eles não possuem motor a combustão, mas sim motor elétrico, eliminando as principais fontes de ruído e tornando o trânsito mais silencioso.

Esse silêncio, contudo, também acende um alerta na segurança viária. Por não emitirem barulho, os veículos elétricos afetam a percepção sonora dos outros usuários da via, o que, em situações de troca de faixas ou ultrapassagens, pode ocasionar um sinistro de trânsito.

O Detran/TO reforça o cuidado e a atenção tanto de quem dirige um veículo elétrico quanto dos demais condutores. A orientação é:

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  • Sinalizar sempre ao fazer qualquer manobra, como troca de faixa ou ultrapassagem;
  • Trafegar dentro do limite de velocidade estabelecido em cada via;
  • Realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e somente quando houver condições seguras;
  • Redobrar os cuidados com os grupos mais vulneráveis, que são os motociclistas, ciclistas e pedestres.

 

Recarregar a bateria

Além do cuidado no trânsito, os proprietários precisam estar atentos ao processo de carregamento da bateria do veículo. Entre os erros mais comuns, o principal é abastecer a bateria até 100% e deixá-la descarregar até 0% no dia a dia.

De acordo com empresas de energia e montadoras, tal prática gera estresse químico nos componentes internos do veículo. Recomenda-se que a carga seja mantida habitualmente entre 20% e 80%. O carregamento até 100% não é proibido, mas é recomendado apenas para viagens de longa distância.

ATENÇÃO! Tomada precisa ser adaptada

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) proíbe o carregamento de veículo elétrico em tomada residencial comum sem verificação técnica prévia. As tomadas convencionais foram projetadas para suportar a carga elétrica de eletrodomésticos comuns. Para veículos elétricos, deve ser instalada uma tomada adaptada por um eletricista especializado.

Todas as regras para a instalação de infraestrutura de veículos elétricos e híbridos podem ser conferidas na norma ABNT NBR 17019 (Instalações elétricas de baixa tensão – Alimentação de veículos).

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Dorinha garante apoio federal para plano integrado de desenvolvimento do Matopiba

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Presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, a senadora Professora Dorinha defende planejamento regional com investimentos em infraestrutura, logística, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional dará apoio institucional à elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Matopiba. O avanço é resultado das agendas conduzidas em Brasília pela senadora Professora Dorinha (União), presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, para organizar prioridades e ampliar os investimentos nos estados que compõem a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comunicou nesta segunda-feira (20) o posicionamento favorável das equipes técnicas da pasta. A manifestação ocorreu após agendas conduzidas por Dorinha em Brasília, ao lado da secretária extraordinária do Matopiba, Amanda Sobreira, no final de maio. A senadora apresentou ao secretário-executivo do Ministério, Valder Ribeiro, a necessidade de um planejamento capaz de reunir políticas de infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida da população.

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“O Matopiba precisa ser tratado de acordo com a dimensão estratégica que representa para o Brasil. Queremos construir um plano que organize prioridades, oriente os investimentos e transforme o crescimento econômico em emprego, renda, infraestrutura e qualidade de vida para quem mora na região”, afirmou Dorinha.

A proposta prevê estudos técnicos, planejamento estratégico e integração entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, estados e municípios. Com localização estratégica e capacidade institucional, Palmas deverá exercer o papel de centro articulador e administrativo desse processo.

Dorinha também defendeu que a condução das políticas relacionadas ao Matopiba seja transferida para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A mudança conta com o apoio de parlamentares e governadores dos estados que integram o território e busca ampliar a capacidade de execução das ações. “Estamos propondo uma estrutura que consiga integrar diferentes ministérios e tirar os projetos do papel. A região precisa de planejamento, orçamento e capacidade de execução”, explicou a senadora.

Fórum Matopiba
Outro projeto em construção é a realização do Fórum Matopiba, em Palmas. O encontro deverá reunir prefeitos, governadores, investidores, representantes do setor produtivo e instituições públicas para discutir os desafios regionais e apresentar oportunidades de investimento.

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