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Com mais de R$ 20 milhões em editais do Governo do Tocantins, audiovisual tocantinense conquista projeção nacional e internacional

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A projeção do audiovisual tocantinense em festivais nacionais e internacionais tornou-se um dos principais símbolos do novo momento vivido pela cultura no estado após a recriação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em 2023. O destaque conquistado nos últimos anos pela produção cinematográfica local reflete o fortalecimento das políticas públicas, o acesso ampliado ao fomento e a valorização de narrativas que conectam a identidade regional.

A recriação da Secult ocorreu por iniciativa do governador Wanderlei Barbosa, por meio da Lei nº 4.161. Desde então, a estruturação da pasta viabilizou editais, parcerias e programas de incentivo que impulsionaram a produção artística em todas as regiões do estado.

No audiovisual, os resultados logo se tornaram visíveis. Produções contempladas por editais executados pelo Governo do Tocantins passaram a circular em importantes circuitos de exibição e formação cinematográfica. Entre os exemplos está o documentário Da Aldeia à Universidade, que acompanha a trajetória de estudantes indígenas Xerente no ensino superior e alcançou reconhecimento em festivais nacionais ao abordar temas sociais e educacionais sob uma perspectiva regional.

Já o longa-metragem Entramas, filmado em Taquaruçu, distrito de Palmas, e produzido integralmente no estado, ampliou a presença internacional do cinema tocantinense ao integrar seleções fora do país.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que o reconhecimento das produções audiovisuais demonstra o impacto das políticas públicas estruturadas nos últimos anos. “Quando recriamos a Secult, reafirmamos o compromisso de colocar a cultura no centro do desenvolvimento do Tocantins. O destaque nacional e internacional das produções mostra que investir nos artistas e nos criadores é investir na identidade e no futuro do nosso estado”, reforça.

Prêmios, festivais e identidade cultural em destaque

No caso do documentário Da Aldeia à Universidade, o reconhecimento alcançou números expressivos. A produção soma 34 seleções oficiais em festivais de cinema e 13 prêmios conquistados. Entre os principais destaques está a seleção para o 53º Festival de Cinema de Gramado, um dos mais tradicionais do país, onde o filme recebeu o prêmio de melhor trailer e teaser.

A obra também foi premiada como melhor roteiro e melhor fotografia no 19º Festival de Cinema e Vídeo de Floriano/PI e conquistou os prêmios de melhor documentário e melhor filme pelo júri popular no 23º Festival NOIA, consolidando-se como uma das produções tocantinenses com maior circulação e reconhecimento no circuito nacional.

A participação em Gramado/RS marcou um feito histórico: o documentário tornou-se o terceiro filme do Tocantins a integrar a programação do festival e o segundo a sair premiado, ampliando o protagonismo do estado em um dos palcos mais relevantes do cinema brasileiro.

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O diretor e produtor da obra, Túlio de Melo, evidencia que os resultados representam não apenas uma conquista individual, mas coletiva. Segundo ele, há um sentimento de orgulho por todo o processo ter sido realizado por uma produtora e distribuidora tocantinenses. “Estamos muito felizes e orgulhosos com os resultados do documentário Da Aldeia à Universidade. O filme foi produzido e distribuído por uma empresa do Tocantins e isso é muito significativo, porque grande parte das produções locais busca distribuidoras de fora do estado. Estamos fazendo história no cinema tocantinense”, enfatiza.

Já o longa-metragem Entramas também consolidou o audiovisual tocantinense no cenário internacional. Escrita e dirigida por Justino Vettore, a obra foi selecionada para a 6ª edição do Bogura International Film Festival, em Bangladesh, evento que reúne produções de 32 países. O filme é o único longa brasileiro na programação desta edição, tornando-se o primeiro longa contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, gerido pelo estado do Tocantins, a alcançar exibição em um festival internacional.

Produzido pela Fábrica Produções e gravado em Taquaruçu, distrito conhecido por sua riqueza natural e simbólica, Entramas reúne nomes históricos das artes cênicas tocantinenses, como Cleuda Milhomem, Magna Carneiro e Meire Maria.

Como reflexo direto dos incentivos ao setor, o Tocantins também passou a sediar iniciativas que ampliam a difusão do cinema independente. Um exemplo é o Festival CineToca, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) Tocantins. Em sua segunda edição, o evento recebeu 443 inscrições de todas as regiões do Brasil e apresentou 12 obras na seleção oficial de 2025, sendo sete na Mostra Nacional e cinco na Mostra Tocantinense.

Um dos marcos simbólicos do Festival CineToca foi a criação do Troféu Ritxòkò, escultura em metal maciço desenvolvida pelo artesão tocantinense José Soares. Inspirada nas bonecas Karajá — patrimônio cultural imaterial do Brasil reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2012 —, a peça homenageia e reinterpreta o patrimônio cultural indígena do Tocantins, associando o audiovisual à ancestralidade e à identidade local. O troféu representa o compromisso da premiação com a valorização dos símbolos culturais do estado.

Mais de R$ 20 milhões investidos no audiovisual em três anos

Os avanços também estão ligados ao volume histórico de investimentos no setor. Pela Lei Paulo Gustavo, o Tocantins recebeu R$ 25,6 milhões, sendo cerca de R$ 20,3 milhões destinados ao audiovisual, com execução superior a 99% dos recursos. Ao todo, 87 projetos foram contemplados, beneficiando empresas e criadores independentes, com critérios de regionalização e ações afirmativas que ampliaram a diversidade de vozes e territórios representados.

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Já pela Política Nacional Aldir Blanc, outras 50 iniciativas audiovisuais foram selecionadas, distribuídas de forma equilibrada entre capital e interior, fortalecendo a descentralização cultural. As iniciativas foram contempladas entre as regiões do estado, sendo 14 projetos em Palmas, 12 na região norte, 12 na região central e 12 na região sul.

A analista técnica do setor audiovisual da Secult, Ana Elisa Martins, ressalta que a recriação da pasta foi decisiva para estruturar o segmento no estado. “O impacto veio principalmente por meio de editais de fomento que financiaram projetos de produção, bolsas e eventos, criando uma base concreta para o crescimento do audiovisual tocantinense”, pontua.

A servidora complementa que a Secult tem desempenhado um papel fundamental ao estruturar uma base de apoio e incentivos que fortalece o setor e cria condições para seu desenvolvimento. “Há um caminho promissor pela frente, que exige continuidade, articulação e o engajamento conjunto de diferentes atores para que possamos ampliar ainda mais esse potencial”, conclui.

Projeção nacional

Além do audiovisual, a projeção nacional da cultura tocantinense também se expressa em outras linguagens, como a participação do Grupo Tia Bem-vinda, com a Suça, em eventos culturais de grande repercussão fora do estado, reforçando a diversidade das expressões artísticas e a presença do Tocantins em diferentes circuitos culturais brasileiros.

O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, realça que o audiovisual tornou-se uma das áreas mais dinâmicas da política cultural tocantinense. “O que vemos, atualmente, é o resultado de planejamento, escuta e investimento consistente. As histórias do Tocantins estão chegando a novos públicos, fortalecendo a economia criativa e consolidando o estado como território de produção cultural relevante”, destaca.

Com três anos de atuação, a Secult consolida uma trajetória de fortalecimento institucional e ampliação de oportunidades para artistas e produtores. A presença crescente do audiovisual tocantinense em festivais e circuitos de exibição simboliza um ciclo de crescimento da produção com mais reconhecimento e mais produções tocantinenses ocupando espaço no cenário nacional e internacional.

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Governo do Tocantins impulsiona abertura de empresas e estado registra mais de 16 mil novos negócios em 2026

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O Governo do Tocantins, por meio da Junta Comercial do Estado (Jucetins), registrou a abertura de 16.664 novas empresas entre janeiro e maio de 2026, um crescimento de 7,37% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram formalizadas 15.520 novas empresas no estado.

O resultado reflete um conjunto de ações desenvolvidas pelo Governo do Tocantins para fortalecer o ambiente de negócios. Entre os fatores que contribuem para o crescimento estão a modernização e a digitalização dos serviços da Junta Comercial; a ampliação da integração por meio da plataforma Simplifica Tocantins; os investimentos em infraestrutura logística; os incentivos à atração de investimentos; as ações de qualificação profissional; e as iniciativas de apoio ao empreendedorismo e à formalização de empresas em diversas regiões.

Nos cinco primeiros meses do ano, o setor de comércio liderou a abertura de empresas no Tocantins, com 6.443 novos negócios formalizados. Na sequência, destacam-se as atividades administrativas e serviços complementares, com 3.077 registros; as atividades profissionais, científicas e técnicas, com 2.884; o segmento de transporte, armazenagem e correio, com 2.768; e as indústrias de transformação, que contabilizaram 2.577 novas empresas.

Também se destacaram os setores da construção, com 2.440 empresas abertas; outras atividades de serviços, com 2.053; alojamento e alimentação, com 1.944; educação, com 1.355; e saúde humana e serviços sociais, com 1.006 novos empreendimentos.

“Temos trabalhado na melhoria da infraestrutura, na desburocratização dos serviços públicos, na atração de investimentos e no fortalecimento do empreendedorismo para que o desenvolvimento econômico alcance todas as regiões do Tocantins”, ressalta o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa.

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O presidente da Jucetins, Sidney Barros, evidencia que o crescimento no número de empresas demonstra a confiança dos empreendedores no potencial econômico do Tocantins. “Quando facilitamos a abertura e a legalização de empresas, contribuímos diretamente para a geração de emprego, renda e desenvolvimento no estado”, pontua.

Crescimento nos últimos anos

O desempenho registrado em 2026 representa o melhor resultado para o período dos últimos cinco anos. Entre janeiro e maio de 2022, foram abertas 11.570 empresas no estado. Em 2023, o número chegou a 11.798; em 2024, foram 11.886 registros; e em 2025, 15.520 novas empresas.

Na comparação entre os cinco primeiros meses de 2025 e o mesmo período de 2026, o crescimento foi de 7,37%. Já em relação a 2022, o aumento alcança aproximadamente 44%, evidenciando a expansão do empreendedorismo e o fortalecimento da economia tocantinense nos últimos anos.

Em 2025, o Tocantins registrou a abertura de 32.764 empresas, o maior número da série histórica. Em comparação com 2019, último ano antes da pandemia, quando foram abertas 18.920 empresas, o crescimento foi de 73,17%. Em 2026, dados da Jucetins contabilizam 242.897 empresas ativas.

Serviços

Os serviços da Jucetins vão além do registro de empresas, o órgão coordena a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios no Estado (Redesim/Simplifica-TO). Um portal do Governo do Tocantins que facilita o processo de abertura, alteração e baixa de empresas que gera facilidade e agilidade para o poder público e para o cidadão empreendedor por meio do site.

Agilidade na abertura de empresas

O Tocantins está entre os estados mais ágeis do país para abertura de empresas. Em 2025, a análise de processos pela Jucetins registrou tempo médio de apenas 2 horas e 38 minutos para abertura, com casos de registros concluídos em poucos minutos.

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O ambiente favorável aos negócios no Tocantins também reflete na trajetória de empreendedores que escolheram o estado para investir e expandir suas atividades. É o caso da Amanda Brigadeiro, uma empresa do ramo de confeitaria. O que começou como um pequeno negócio voltado à produção de doces artesanais se consolidou no mercado e, atualmente, conta com sete lojas distribuídas em quatro municípios tocantinenses.

A unidade mais recente foi inaugurada neste ano em Araguaína, com o processo de abertura realizado por meio da plataforma Simplifica Tocantins. “A abertura da unidade de Araguaína mostrou como os processos estão mais ágeis e acessíveis para quem deseja empreender. Essa facilidade nos dá mais segurança para investir, ampliar nossa atuação, gerar empregos e continuar acreditando no potencial econômico do estado. O ambiente favorável aos negócios foi fundamental para que conseguíssemos crescer e chegar a novas cidades”, destaca a empresária Amanda Carla.

Segundo a Junta Comercial, esse desempenho é resultado da integração da plataforma Simplifica Tocantins à Redesim e das parcerias institucionais que reduzem o tempo de viabilidade dos processos. Para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais a automatização dos serviços, com foco na tramitação integral dos processos de baixa complexidade.

                               

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