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Agência de Metrologia reforça que veículos para transporte de pessoas e de cargas devem ter cronotacógrafo

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Os veículos destinados ao transporte de pessoas e de cargas devem obrigatoriamente contar com um cronotacófrago (ou simplesmente tacógrafo) instalado e em perfeito funcionamento, em conformidade com a legislação vigente. A regra destina-se a todos os veículos de que têm capacidade de transportar mais de dez pessoas – seja escolar ou de passageiros (vans e ônibus) – e os de carga (caminhões e carretas).

O equipamento é um instrumento de medir que armazena dados relacionados ao registro histórico de todos os limites de velocidade, distâncias percorridas, tempo de movimento e parada do veículo para descanso dos motoristas em um diagrama de papel ou fita, que deve ser trocado a cada 24 horas ou sete dias. O registro acontece de forma simultânea, inalterável e instantânea e armazena também os parâmetros relacionados ao condutor do veículo como o tempo de trabalho, tempo de parada e tempo de direção. Com o equipamento, a empresa de transporte e o motorista podem provar que estão trabalhando dentro da lei em caso de fiscalização ou acidente.

Um dos principais objetivos do equipamento é coibir os excessos de motoristas. Além disso, os dados registrados no instrumento também são objeto de análises em casos de acidentes, haja vista que o tacógrafo registra dados que podem ser relevantes no âmbito pericial para laudos e investigações policiais.

Agência de Metrologia fiscaliza cronotacógrafos

Faz parte do escopo das ações da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM-TO) realizar operações de fiscalização em cronotacógrafos visando assegurar que o equipamento está verificado, com certificado válido, lacre e selo de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Periodicamente, os técnicos da pasta verificam o instrumento de medir.

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O presidente da Agência de Metrologia, Jerônimo Júnior, destaca a importância do instrumento e a necessidade dele estar em pleno funcionamento: “o cronotacógrafo é como se fosse a caixa-preta dos veículos e tem o registro de importantes informações no disco ou fita. Por ser um equipamento de medição, necessita de verificação metrológica”, aponta o gestor da pasta.

Proprietário de veículo de transporte deve trabalhar de forma regular

É da responsabilidade do proprietário do veículo de transporte e de carga procurar os Postos Acreditados de Cronotacógrafos (PAC’s) e realizar os ensaios metrológicos para verificar se o equipamento está em pleno funcionamento.

No posto, é realizada a selagem e o ensaio com a emissão de um certificado provisório válido por 30 dias. Em seguida, o posto remete toda a documentação para a Agência de Metrologia e, após análise, aprova ou reprova os ensaios metrológicos realizados pelo posto autorizado.

No caso da aprovação, é emitido um certificado válido por dois anos e, se reprovado, é gerada uma notificação. O detentor do instrumento tem que dar manutenção e realizar novo ensaio.

Dados coletados no equipamento

É de competência dos agentes de trânsito, em âmbito municipal, estadual e federal a solicitação dos dados armazenados nos veículos, ou seja, uma vez que o transporte é inspecionado, seja em uso rodoviário ou não, devem ser apresentados todos os registros que foram arquivados.

É importante salientar que os veículos de transporte que não têm o cronotacógrafo ou que estão com o equipamento adulterado / em desconformidade com a Metrologia Estadual (certificação, selo e lacre) podem sofrer sanções administrativas e jurídicas.

Os documentos emitidos pela Agência de Metrologia têm validade em todo o território nacional.

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Equipamento visa segurança nas vias

Ao longo dos anos, o cronotacófrago vem se tornando cada vez mais um equipamento de extrema importância, especialmente no que se refere à segurança nas rodovias.

“O tacógrafo é um instrumento que ajuda a coibir os excessos de velocidade e possíveis acidentes de trânsito, haja vista que registra dados relevantes do veículo, que atestam, também, o comportamento do motorista, identificando se ele trabalha ou não de acordo com a legislação de trânsito e trabalhista”, afirma o presidente da AEM.

Pais devem se atentar ao veículo de transporte escolar e passageiros aos ônibus e vans

A Metrologia Estadual recomenda que ao contratar um transporte escolar, o usuário fique atento à existência do cronotacógrafo e de toda a documentação de certificação do equipamento.

Com o instrumento de medir em perfeito funcionamento, o motorista tem a ciência de que todos os dados estão armazenados e que podem ser averiguados a qualquer tempo. A certeza do registro contribui para que o condutor seja mais cauteloso e, consequentemente, aconteçam menos acidentes. Ao contratar o serviço, exija da empresa fornecedora do serviço o certificado do equipamento.

Como saber se o veículo contratado está regular

Ao contratar um transporte, seja ele escolar ou de carga, é possível identificar se o mesmo está regular.

Basta acessar o site específico:  http://cronotacografo.inmetro.rs.gov.br/certificados/consultar e digitar a placa. Caso apareça “Nenhum documento encontrado para os dados informados”, significa que o veículo está totalmente irregular. Outras possibilidades é apresentar a informação que o documento provisório está no prazo ou vencido ou que a certificação está regularizada ou vencida.

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TOCANTINS

Tocantins avança para a criação do Comitê de Governança da Logística Reversa de Embalagens

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), realizou nesta segunda-feira, 11, uma reunião híbrida para discutir a composição do Comitê de Governança da Logística Reversa de Embalagens em Geral do Estado do Tocantins. A iniciativa representa mais um passo para a implantação do sistema de logística reversa no estado, instituído pelo Decreto nº 7.031, de 29 de outubro de 2025.

O encontro reuniu representantes de diversos órgãos estaduais e instituições parceiras, além de contar com a participação online de representantes do Estado de Goiás, que apresentaram a experiência goiana na implantação e funcionamento do comitê de governança e do sistema de logística reversa naquele estado.

Participaram da reunião o secretário da Semarh, Marcello Lelis; a diretora de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, Ellen  Amaral; o diretor jurídico Lucas Naves; e as técnicas Silene Lima, Thaisa Paz e Gorette Braga.

Também estiveram presentes representantes da Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan), Ministério Público Estadual, Agência Tocantinense de Regulação (ATR), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Instituto Naturezas do Tocantins (Naturatins) e Secretaria das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd).

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Durante a reunião, o superintendente de Desenvolvimento Regional  da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Marcos Sussumo e a superintendente de Políticas Públicas em Saneamento da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) Kaoara Batista, compartilharam informações sobre a estrutura e os resultados do modelo implantado em Goiás, considerado referência na implementação da logística reversa de embalagens.

Entre os principais pontos debatidos esteve a importância da criação do Comitê Estadual de Governança da Logística Reversa como ferramenta estratégica para o planejamento e execução das ações voltadas ao fortalecimento da economia circular.

Os participantes destacaram que o fortalecimento do sistema contribui não apenas para a preservação ambiental, mas também para a inclusão social de catadores e catadoras de material reciclável.

Como encaminhamento, a Semarh definiu que irá encaminhar ofícios às instituições participantes da reunião e também à Agência de Tecnologia da Informação (ATI), solicitando a indicação de técnicos para compor o Comitê de Governança.

Outro encaminhamento aprovado foi a proposta de alteração do Decreto de Logística Reversa do Tocantins para incluir oficialmente a instituição do comitê.

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Além disso, a secretaria também encaminhará ofício à Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás solicitando acesso e  implantação do Sistema Recicla no Estado do Tocantins, ferramenta utilizada no estado vizinho para operacionalizar e monitorar as ações da logística reversa.

Segundo o secretário Marcello Lelis, a iniciativa fortalece a política estadual de resíduos sólidos e amplia o compromisso do Tocantins com a sustentabilidade e a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida das embalagens.

“Estamos construindo um modelo de governança que vai fortalecer a logística reversa no Tocantins de forma organizada, integrada e eficiente.

A experiência de Goiás mostra que é possível avançar com tecnologia, planejamento e participação institucional. Nosso objetivo é garantir que o sistema funcione de maneira efetiva, trazendo benefícios para o meio ambiente, para a saúde pública e para toda a sociedade tocantinense”, destacou o secretário Marcello Lelis.

Legenda 01: Encontro reuniu representantes de órgãos estaduais e instituições parceiras, além de contar com a participação online de representantes de Goiás.Luiza Caetano/Governo do Tocantins

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