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Hospital Regional de Paraíso realiza mutirão de cirurgias pediátricas

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No sábado, 19 de julho, o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins (HRPT) realizou uma nova etapa do mutirão de cirurgias pediátricas, com um acolhimento especial voltado aos pequenos pacientes e seus familiares. A ação foi organizada pelo setor de Humanização da unidade, que preparou um momento de cuidado emocional e brincadeiras antes dos procedimentos dos 08 pacientes beneficiados.

As cirurgias foram conduzidas pelos médicos Reinaldo Meneghel e Lucca Meneghel e toda a programação do acolhimento teve como objetivo tornar o ambiente hospitalar mais leve, seguro e acolhedor para as crianças, amenizando o medo e a ansiedade que naturalmente surgem nesse tipo de situação.

Maria Sampaio, mãe do paciente Kayo Sampaio, de 10 anos, compartilhou sua experiência com a equipe do hospital: “foi um acolhimento muito bom. Ele estava nervoso, mas depois se sentiu confortável. Estava se adaptando, brincando e se divertindo com os colegas. Isso fez toda a diferença”.

A supervisora do setor de Humanização, Maísa Damaso ressaltou que, “o acolhimento infantil é pensado com todo cuidado para garantir que as crianças se sintam amadas e respeitadas. Nosso papel é tornar o ambiente hospitalar mais humano. Sabemos que, para a criança, o hospital pode ser um lugar assustador. Por isso, esse acolhimento é fundamental. Quando a criança brinca, se diverte e interage, ela se sente mais segura para enfrentar o processo cirúrgico”.

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Segundo o diretor-geral do HRPT, Diego Segger, “o acolhimento é parte essencial do cuidado. Não se trata apenas de realizar o procedimento, mas de garantir que cada paciente — especialmente as crianças — se sinta visto, respeitado e seguro. Parabenizo toda a equipe envolvida nesse momento tão bonito e necessário”.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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