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ACOLHIMENTO DA PEDIATRIA

Hospital Regional de Gurupi orienta sobre acolhimento na pediatria

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O Hospital Regional de Gurupi (HRG), em parceria com a UnirG realizou, nos dias 19 e 20 de abril,  no Pronto Socorro Infantil da unidade hospitalar, orientações acerca do acolhimento com classificação de risco em pediatria. A ação foi coordenada pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) e teve como público alvo, pais e responsáveis por crianças que procuraram atendimento no local, que acolhe 1.374, em março 2023, 17,03% a mais que 2022, quando foram acolhidas 1.174.

O objetivo foi informar aos usuários sobre a reorganização do processo de trabalho da unidade, de forma a atender os diferentes graus de especificidade, visando a resolutividade na assistência realizada aos agravos agudos de forma que, o serviço prestado seja de acordo com diferentes graus de necessidade.

Segundo o diretor geral do HRG, Fernando Mota, “essa orientação foi uma necessidade, devido a crescente demanda na procura dos serviços de urgência e emergência, havendo um aumento no fluxo de ‘circulação desordenada’ dos usuários nas portas do pronto-socorro infantil”, informou, acrescentando que “a organização vai aumentar a qualidade do cuidado à população nos serviços de emergência. Para isso também orientamos sobre quando buscar ajuda em nossa unidade”.

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A supervisora do NEP, Nicoly Aguiar, afirmou que “a quantidade de crianças com problemas de saúde que poderiam ser atendidas na atenção básica é preocupante. A orientação aos usuários é importante de forma a reforçar que o acompanhamento das crianças deve ser realizada nas Unidades Básicas de Saúde, que é uma ferramenta importante para a manutenção da saúde, com cuidados”.

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SAÚDE

SES-TO alerta para o Dia Internacional de Luta contra a Endometriose e reforça importância do diagnóstico precoce

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Hoje, 7 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose. A data é fundamental para ampliar a conscientização sobre a doença inflamatória crônica, que atinge, em média, 15% das mulheres. Diante disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) alerta a população sobre a importância da data, destacando a necessidade do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado da doença, que pode impactar diretamente a qualidade de vida e a fertilidade.

Entre os principais sintomas estão dor pélvica persistente, cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual e desconfortos ao evacuar ou urinar no período menstrual. No entanto, a ausência de dor não descarta a doença, o que pode atrasar o diagnóstico.

Segundo a ginecologista do Hospital Geral de Palmas (HGP), do setor de endometriose, Dra. Luciana Reis, a infertilidade também é um sinal de alerta importante. “Muitas mulheres passam anos tentando engravidar sem buscar avaliação especializada e podem ter endometriose, mesmo sem apresentar dor”, destacou.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos, como o ultrassom endovaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética, além da avaliação clínica. Em alguns casos, exames de rotina já podem indicar sinais sugestivos da doença, o que reforça a importância das consultas periódicas.

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Tratamento

Por ser uma condição crônica, a doença não tem cura, mas possui tratamento, que pode proporcionar controle dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. A abordagem inclui mudanças no estilo de vida, uso de medicação e acompanhamento médico contínuo. A prática de atividade física e a adoção de uma alimentação equilibrada, com redução de alimentos ultraprocessados, também contribuem para o controle do quadro inflamatório.

“O tratamento clínico, associado a mudanças no estilo de vida, pode reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. O acompanhamento médico é essencial para definir o melhor tratamento, especialmente nos casos em que a paciente deseja engravidar, quando a conduta deve ser individualizada”, explicou a especialista.

Nos casos mais graves, quando há comprometimento de órgãos como intestino, bexiga ou ovários, ou quando não há resposta ao tratamento clínico, pode ser necessária intervenção cirúrgica, geralmente realizada por técnica minimamente invasiva.

Desafios

A jornalista Annady Martins Borges convive com a endometriose desde os 19 anos, quando recebeu o diagnóstico após investigação por meio de exame de imagem. Hoje, aos 26 anos, ela relata melhora na qualidade de vida, mas destaca os desafios enfrentados ao longo do processo. “Antes, sentia dores muito intensas e precisava de medicação na veia todos os meses, porque os comprimidos não faziam efeito. Hoje vivo bem, mas preciso manter cuidados com a alimentação, evitando carne vermelha, leite e derivados.”

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Annady também chama atenção para a necessidade de as mulheres buscarem atendimento médico diante de sintomas persistentes. “Cólicas muito fortes não são normais. Ficar acamada ou sem conseguir realizar atividades do dia a dia não é normal. É importante procurar ajuda o quanto antes”, alertou.

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