GURUPI

HOSPITAL DONA REGINA

Hospital e Maternidade Dona Regina celebra Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru

Publicado em

Modelo de assistência que envolve o contato pele a pele entre mãe/pai e bebê, principalmente em casos de prematuridade, o Método Canguru contribui para diminuição do tempo de internação e fortalece o vínculo entre os pais e o recém-nascido. E para celebrar o Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru, comemorado todo dia 15 de maio, o Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) promoveu uma ação de sensibilização com palestras e um café da manhã especial para os profissionais, mães e acompanhantes das unidades neonatais do hospital.

Com o slogan ‘Pequenas ações, grande impacto, contato pele a pele para todos os bebês, em todos os lugares’, a campanha teve o objetivo de ressaltar a importância do método. “Essa ação é para chamar a atenção da importância do cuidado canguru dentro das unidades neonatais e pós-alta também, pois o método aumenta os índices de aleitamento materno e minimizam as sequelas pós-alta hospitalar, o que irá proporcionar um crescimento saudável e consequentemente melhor qualidade de vida”, destacou a assistente social e coordenadora do método canguru no HMDR, Guiomar Campos.

Leia Também:  Conselho Estadual de Saúde do Tocantins empossa nova mesa diretora

A Laura Oliveira, mãe do pequeno Thomáz que está na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), há quatro meses e 15 dias fala da importância do método para enfrentar esse momento difícil na sua vida. “Meu filho nasceu prematuro, com 28 semanas, pesando apenas 1.100kg e o método além de trazer vários benefícios para o bebê, como melhora na respiração, ganho de peso e consequentemente alta hospitalar, ele nos dá acesso 24 horas por dia aos nossos filhos, essa disponibilidade para a mãe e para o pai de ficar do lado do bebê, cuidar, fazer a posição canguru, ter mais livre acesso a ele, trocar fraldinha e amamentação, nos dá força para enfrentar esse momento”, ressaltou a mãe.

“Também trouxemos para a programação o tema ‘Cuidando de quem cuida’ para reforçar entre as mães e profissionais a importância do auto cuidado, porque esse ambiente de terapia intensiva gera uma sobrecarga emocional que é negligenciada, por isso abordamos a temática e aproveitamos o espaço para fazer uma ginástica laboral”, ressaltou a fisioterapeuta do HMDR,  Renata Milhomem.

Leia Também:  Governo do Tocantins destaca conquistas da Educação Inclusiva na celebração do primeiro ano do PROFE

Método Canguru

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), no Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo (antes de completar 37 semanas de gestação). Neste contexto, o Método Canguru, criado pelo MS em 2012, é uma estratégia que busca evitar a mortalidade desses bebês. O Método traz uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) precoce entre a mãe/pai e o bebê, de forma gradual e progressiva, favorece o vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê.

Advertisement

SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

Published

on

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

Leia Também:  HGP realiza mutirão e beneficia pacientes com fissura labiopalatina

A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

Leia Também:  Secretário da Saúde avalia projetos em parceria com Hospital Sírio Libanês

Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA