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Hemorrede do Tocantins convoca doadores com urgência

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Em situação de emergência, a Hemorrede do Tocantins convoca todos doadores de sangue, em especial os fatores RH negativos, para comparecerem a uma das unidades de coleta de sangue. A convocação visa a continuidade dos atendimentos das demandas dos hospitais públicos e privados e manutenção da rotina de cirurgias eletivas, em todo o Estado.

Dados divulgados pela Hemorrede demonstram uma queda superior a 13% no número de doações somente de abril para maio. “Desde o início do ano temos sofrido com a baixa procura nas unidades do hemocentro e as demandas de urgências, as cirurgias eletivas, os atendimentos e os tratamentos oncológicos continuam sendo feitos, a demanda contínua, por isso precisamos que a população se sensibilize e procure o hemocentro”, explicou a superintendente da Hemorrede do Tocantins, Pollyana Gomes.

Quem pode doar?

Para ser doador é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade. Os menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável. As pessoas com mais de 60 anos só poderão doar caso já tenham realizado alguma doação antes dos 60 anos.

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Também é obrigatório estar em boas condições de saúde, ter mais de 50 quilos e apresentar documento oficial com foto.

Antes da doação o candidato deve estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas), evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação, não pode ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores ou fumado nas últimas duas horas.

Funcionamento no feriado

Em virtude do ponto facultativo decretado pelo Governo do Tocantins, para os dias 30 e 31 de maio o funcionamento da Hemorrede se dará da seguinte forma: Todas as unidades estarão abertas para coleta na quinta-feira, 30 e  na sexta-feira, 31 e no sábado, 01 (até meio dia), com exceção da unidade de coleta ligada ao Hospital Geral de Palmas, que fechará todos os dias e o Hemocentro Regional de Araguaína, que fechará na quinta-feira, 30.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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