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Governo do Tocantins realiza mutirão de consultas para gestantes de alto risco

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Com o objetivo de promover saúde materna e neonatal, o Governo do Tocantins realizou, no sábado, 20, no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), um mutirão de consultas médicas para gestantes de alto risco. A ação atendeu mais de 60 mulheres moradoras de municípios referenciados para Palmas, com objetivo de proporcionar cuidado, segurança e proteção às pacientes e bebês.

A ação foi coordenada pela direção do HMDR, Rede Alyne, Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil (CEPOMFI), Gerência de Atenção Primária, Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Superintendência de Unidades Próprias Hospitalares (SUPH) da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO).

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto afirmou que, “ofertar o cuidado materno infantil com qualidade e agilidade é essencial é uma determinação do governador Wanderlei Barbosa, por isso viabilizamos esse mutirão. Toda a equipe hospitalar e as gestantes se prepararam para esses atendimentos, que com certeza gerou maior confiança e segurança no gestar”.

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“Sou de Aparecida do Rio Negro e estou grávida de sete meses, é uma menina. Agradeço ao Dona Regina por essa ação, estou gostando muito da minha consulta, de todo o cuidado, eu fui muito bem atendida”, afirmou a paciente Raiana Cipredi da Mata Xerente.

“As consultas de pré-natal de alto risco são fundamentais para salvar vidas. Elas existem para acompanhar de forma mais próxima, as gestante que apresentam condições clínicas, obstétricas ou sociais que aumentam o risco de complicações para a mãe e para o bebê. Nessas consultas, é possível identificar precocemente problemas como hipertensão, diabetes gestacional, infecções, anemias, alterações do crescimento fetal e sinais de sofrimento do bebê. O CEPOMFI atua na prevenção de óbitos maternos, fetais e infantis e apoia essa iniciativa ao disponibilizar a médica ginecologista e obstetra especialista em alto risco que compõe o comitê para colaborar nos atendimentos das gestantes”, afirmou a presidente do CEPOMFI, Raquel Marques Soares.

A gestante Sergiane da Silva Alves é de Pedro Afonso e foi atendida no mutirão. “Eu estou gostando muito atendimento, é a primeira vez que venho aqui no Dona Regina. Estou com nove meses de gravidez e vim na consulta porque é muito importante ter esse cuidado”.

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Segundo a gerente de Áreas Estratégicas aos Cuidados Primários da SES-TO, Maria Odete, “os cuidados para as gestantes de alto risco precisam ser feitos de forma urgente, então por isso, levei essa ideia do mutirão ao diretor do Dona Regina, em benefício às gestantes do nosso Estado. Sou enfermeira obstetra e entendo o quanto é importante nos sensibilizar e mobilizar para fazer mais ações como esta, como também avançar nas demais ações, visando redução de mortalidade, como a inserção do DIU, Implanon e o Programa Vidas Planejadas”.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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