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Governo do Tocantins realiza mutirão de cirurgia bariátrica no HRA

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O Governo do Tocantins realiza, nos dias 28 e 29 de novembro, um mutirão de cirurgias, dentro do Programa de Bariátrica do Hospital Regional de Araguaína (HRA). No total, oito procedimentos foram realizados e de janeiro a novembro, 21 cirurgias bariátricas foram executadas na unidade, com previsão de encerrar 2025 com 31 procedimentos realizados.

Segundo a diretora-geral do HRA, Cristiane Uchôa, “estamos fortalecendo o acesso dos usuários a procedimentos de alta complexidade, garantindo segurança, preparo multiprofissional e acolhimento em todas as etapas. Cada cirurgia realizada representa qualidade de vida recuperada e reafirma o compromisso do HRA em oferecer um atendimento humanizado e resolutivo. Nosso objetivo é ampliar, cada vez mais, esses resultados positivos para a população”.

Segundo Mirancelma Maria da Silva, responsável pelo agendamento das cirurgias eletivas, “o programa segue todas as portarias do Ministério da Saúde, assegurando acompanhamento completo aos pacientes. Durante toda a espera, os usuários passam por consultas com cirurgiões, nutricionistas, psicólogos, endocrinologista, fisioterapia e enfermagem. A equipe multiprofissional do HRA é extremamente comprometida em trazer qualidade aos usuários, mantendo o serviço em pleno funcionamento. A gestão da Secretaria de Estado da Saúde e do HRA está comprometida em manter o abastecimento dos kits de cirurgia, trazendo tranquilidade para a equipe e para os usuários”.

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A paciente Mariana Alves Luz Maia celebrou a conquista após três anos e meio de acompanhamento. “Foi um longo processo, mas a gente aguarda com fé, e hoje chegou o dia. Deus sabe o momento certo. Não tenho comorbidades porque ainda sou mais jovem, mas compreender que a obesidade é uma doença é o primeiro passo. Ela abre portas para outras doenças, então tratar a obesidade é essencial. Por isso, é uma vitória estarmos realizando a cirurgia”.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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