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SAÚDE PUBLICA

Governo do Tocantins participa do Dia D Nacional de Mobilização Contra a Dengue

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O Governo do Tocantins participou no sábado, 08, do Dia D de Mobilização Nacional contra a Dengue. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), em parceria com a Superintendência do Ministério da Saúde (MS), ocorreu simultaneamente nas cidades tocantinense e em Palmas, houve uma concentração na Policlínica da 303 norte. A mobilização tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika, cuja proliferação é favorecida durante o período chuvoso.

“O Dia D de Mobilização contra a Dengue é um momento fundamental para reforçarmos o compromisso de toda a sociedade na luta contra o mosquito Aedes aegypti. O trabalho da Vigilância em Saúde é constante, mas sabemos que o sucesso das ações depende também da participação da população, eliminando criadouros, mantendo quintais limpos e atentos a qualquer sinal de focos do mosquito”, destacou a superintendente da Vigilância em Saúde (SVS), Perciliana Bezerra.

A ação contou com mutirões de limpeza, visitas domiciliares dos agentes de combate e atividades educativas. “Vamos chegar em casa, abordar o morador, claro, com identificação, e vamos fazer uma ação dentro do quintal. Se tiver algum recipiente cheio de água, nós vamos eliminar e orientar os moradores sobre os perigos que eles estão correndo. E, além de tudo, nós vamos entregar os folhetos com informações necessárias sobre o combate ao mosquito da dengue, explicou o agente de combate às endemias, Valdivino Maia Barbosa.

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Neste período epidêmico que se inicia agora com a chegada das chuvas, depósitos como pneus, materiais rodantes, lixo, entulhos e sucatas tornam-se locais de desenvolvimento do mosquito. O tecnologista da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses e Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (CGARB/SVSA), Fábio Gaiger Silveira, veio de Brasília para participar da ação no Tocantins e destacou a importância da população no combate ao Aedes aegypti. “Este é um evento bastante simbólico, mas a gente tem que lembrar que as doenças transmitidas pelo mosquito têm que ser combatidas todos os dias. Os agentes, tanto os de controle de endemias, quanto os comunitários de saúde, estão aí a postos, mas a população tem que ter ciência também do seu papel, tentando manter a sua residência o máximo possível livre dos criadouros.”

A professora Lúcia Cleudes Alves Ribeiro recebeu os agentes de endemias em sua residência e ressaltou que deixar o quintal limpo é uma prioridade. “Tenho a preocupação de manter o quintal limpo. Sempre faço reciclagem e doo os recipientes que não estou utilizando. Aqueles que utilizo, estou sempre esvaziando e atenta para não contribuir com a proliferação do mosquito.”

“Nesse momento em que o país todo se movimenta, se mobiliza, buscando sensibilizar as pessoas para que retirem criadouros das suas residências, dos seus imóveis, faz com que o nosso Sistema Único de Saúde (SUS) se fortaleça, porque a gente consegue, dessa forma, reduzir o risco da ocorrência de dengue, chikungunya e Zika. Precisamos que as ações sejam conjuntas e de forma contínua para que a gente vença o Aedes aegypti, porque no momento ele tem estado mais adaptado ao ambiente devido às mudanças climáticas, mas nós enquanto seres humanos podemos muito mais, na medida que a gente se une para poder desenvolver ações para combatê-lo, a gente está deixando um ambiente saudável para a nossa população”, finaliza a diretora de vigilância de doenças vetoriais e zoonoses do Tocantins, Mary Ruth.

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Dados

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) mostram que o Tocantins apresentou uma queda no número de casos de dengue, em comparação com o ano passado. Em 2025, até o momento, 102 municípios confirmaram 1.848 casos, que representa uma queda de 52,9% em relação aos 3.923 1.848 registrados em 2024. Os dados apontam ainda a confirmação de dois óbitos, em Araguaína e Cachoeirinha, e um óbito está em investigação, em Aliança do Tocantins.

Já em chikungunya, o SINAN mostra que, em 2025, foram confirmados 396 casos, 43,6% a menos que em 2024, quando foram registrados 702. A zika teve queda de 81%, com apenas 03 casos confirmados em 2025, contra 16 em 2024.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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