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Governo do Tocantins convoca a população para participar do Dia D contra a dengue

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Com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a população sobre a necessidade de combater o Aedes aegypti, cuja proliferação é favorecida durante o período chuvoso, o Governo do Tocantins irá aderir ao Dia D de Mobilização Nacional contra a Dengue. A ação, que será realizada no sábado, 08, é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), em parceria com a Superintendência do Ministério da Saúde (MS), no Tocantins e com os 139 municípios do Estado.

A mobilização contará com ações estratégicas com o intuito de reduzir criadouros do Aedes aegypti, promover saúde e conscientizar a sociedade sobre a importância do combate ao vetor da dengue, da chikungunya e da Zika. Neste período epidêmico que se inicia agora com a chegada das chuvas, depósitos como pneus, materiais rodantes, lixo, entulhos e sucatas tornam-se locais de desenvolvimento do mosquito.

“Os índices tocantinenses são bons, por isso precisamos da mobilização da população para manter o controle do vetor e evitarmos a alta no número de casos das arboviroses. Isso resulta em menor impacto na rede assistencial e, consequentemente, mais qualidade no atendimento dispensado aos usuários do Sistema Único de Saúde”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues.

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Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da SES-TO, Christiane Bueno, “a sociedade precisa participar desse momento. Neste sábado, destine 10 minutos do seu tempo para cuidar da sua família, da sua casa e do seu quintal identificando e eliminando focos do vetor, recolhendo recipientes que podem acumular água para deixar sua residência livre do mosquito e contribuir para a saúde de todos. Vamos juntos trabalhar para um ambiente mais limpo e uma saúde melhor!”.

Dados epidemiológicos

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que o Tocantins apresentou uma queda de 24,3% no número de casos de dengue, com 3.154 casos em 2025 contra 4.166 em 2024.

Em 2025, até o momento, 139 municípios possuem casos registrados, sendo 15.856 casos notificados contra 22.471 em 2024, mostrando uma queda de 29,4%. Até o momento, 97 municípios confirmaram casos. Os dados apontam ainda a confirmação de 2 óbitos, em Araguaína e Cachoeirinha, e 01 óbito está em investigação, em Aliança do Tocantins.

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O Sinan mostrou ainda que, em 2025, foram confirmados 551 casos de Chikungunya, sendo que, em 2024, foram 750, queda de 26,5%. Já nos casos de Zika, houve aumento, sendo 65 casos em 2025 contra 46 em 2024.

“É fundamental que as equipes de saúde programem e desenvolvam atividades intra e intersetoriais voltadas para a educação à saúde, identificação e eliminação do vetor Aedes aegypti”, ressaltou Christiane Bueno.

Apesar da queda significativa de casos em 2025, a preocupação continua com a chegada das chuvas, pois a circulação viral simultânea de 03 dos 04 sorotipos da dengue e da chikungunya, assim como o aumento esperado da população vetorial podem contribuir para a ocorrência de surto e epidemias.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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