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Governo capacita técnicos e gestores municipais para fortalecer a Política de Segurança Alimentar e Nutricional no Tocantins

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Com o objetivo de fortalecer a Política e o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no Tocantins, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), promove, nos meses de setembro e outubro, capacitações e assessoramentos técnicos em 22 cidades polo, contemplando mais 35 municípios tocantinenses.

As atividades terão início nesta quarta-feira, 10, em Divinópolis, e estão estruturadas em dois eixos: “Capacitação dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar (COMSEA) e Câmaras Intersecretariais de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN)” e “Assessoramento para Adesão ao Sisan”. Em 2024, este mesmo trabalho foi realizado em outros 38 municípios do Estado.

De acordo com a gerente de Segurança Alimentar e Nutricional (GSAN) da Setas, Tereza Luzia, as capacitações têm como foco estimular práticas alimentares adequadas, valorizando os alimentos regionais e o aproveitamento integral dos alimentos, o que contribui para a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida. Já o assessoramento ao SISAN fortalece a gestão municipal e integra as políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional. “De forma conjunta, essas ações ampliam o acesso a alimentos de qualidade e efetivam o Direito Humano à Alimentação Adequada”, explica a gestora.

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Capacitação dos Comseas e Caisans

A capacitação busca qualificar conselheiros e gestores municipais para atuar no planejamento, monitoramento e execução das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional.

A formação abordará os seguintes temas: fundamentos do Direito Humano à Alimentação Adequada; funcionamento do Sisan; elaboração de planos municipais de SAN; e estratégias de articulação intersetorial.

Os encontros serão presenciais em municípios polo, com participação das cidades vizinhas, ampliando o alcance regional.

Assessoramento para adesão ao Sisan

A equipe da Gerência de Segurança Alimentar da Setas visitará os municípios com o objetivo de orientar as equipes técnicas locais e apoiar o processo formal de adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Serão fornecidas orientações sobre: decreto de criação, instalação e funcionamento do COMSEA; constituição da CAISAN municipal; elaboração do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.

Cronograma

Região Sudeste – 10 a 12 de setembro

Divinópolis (Capacitação)

Cristalândia (Capacitação)

Lagoa da Confusão (Assessoramento e Capacitação)

Região Centro-Norte – 15 a 19 de setembro

Babaçulândia (Capacitação)

Campos Lindos (Assessoramento e Capacitação)

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Itacajá (Capacitação)

Região Norte (Bico do Papagaio) – 22 a 26 de setembro

Araguatins (Capacitação)

Carrasco Bonito (Assessoramento)

Tocantinópolis (Capacitação)

Região Centro-Norte – 29 de setembro a 3 de outubro

Piraquê (Capacitação)

Nova Olinda (Capacitação)

Arapoema (Assessoramento)

Região Médio-Norte – 13 a 17 de outubro

Colinas (Capacitação)

Colméia (Assessoramento e Capacitação)

Pequizeiro (Capacitação)

Região Centro-Oeste / Médio-Oeste – 20 a 24 de outubro

Novo Alegre (Assessoramento)

Paranã (Capacitação)

Ponte Alta do Tocantins (Assessoramento)

Região Centro-Sul – 27 a 31 de outubro

Formoso do Araguaia (Capacitação)

São Valério da Natividade (Capacitação)

Brejinho de Nazaré (Assessoramento)

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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