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Campanha Fevereiro Laranja

Campanha Fevereiro Laranja busca conscientizar sobre a leucemia

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O Fevereiro Laranja é o mês de conscientização para prevenção, diagnóstico e combate à leucemia e a importância da doação de medula óssea. A campanha trabalhada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) destaca que quando identificada precocemente e tratada, a doença pode ser curada ou controlada. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o número estimado de casos novos de leucemia para o Brasil, no triênio de 2023 a 2025, é de 11.540 casos.

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem desconhecida e tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. Existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo que os quatro primários são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (LLC). Em geral, a incidência aumenta com a idade, entretanto, pode ocorrer em qualquer época. Como por exemplo, as LLA, que são mais comuns em crianças menores de 15 anos, enquanto as LLC e LMA são mais incidentes em pessoas mais velhas.

Segundo o médico oncologista, que atua no Hospital Geral de Palmas (HGP), Lucas Guglielmi, “a leucemia é um tipo de câncer que causa o crescimento acelerado e anormal nas células do sangue, responsáveis pela defesa do organismo, os leucócitos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de cura, e, por isso deve-se ficar alerta para sintomas como anemia, cansaço, fadiga, queda de imunidade, baixa na contagem de plaquetas, infecção, febre, hematomas e sangramentos espontâneos”.

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O oncologista explicou que, “o diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como o hemograma, mas deve incluir ainda exames de bioquímica, de coagulação, além de mielograma, imunofenotipagem e cariótipo, que são os exames de medula óssea”.

Tratamento

O tratamento tem a intenção de anular as células cancerígenas e retornar à produção das células sadias. Durante o tratamento é administrada a medicação quimioterápica, há um controle das infecções, das hemorragias e um foco maior no cuidado da doença no Sistema Nervoso Central, o que abrange o cérebro e a medula espinhal. Após o controle da doença, se necessário, é aconselhável o transplante de medula óssea.

O transplante de medula óssea é indicado em casos de alto risco. O primeiro passo é a investigação dos familiares de primeiro grau do paciente em busca de compatibilidade. Caso isso não ocorra, é registrada a necessidade em um banco de medula. Os doadores voluntários são examinados e os resultados também vão para esse banco. No momento em que surge a compatibilidade entre o doador e o paciente, é feito o procedimento de coleta do material. A doação é importante, pois a chance de encontrar doadores compatíveis é relativamente baixa.

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Cadastro de medula óssea  

A responsável pelo setor de captação de doadores do Hemocentro Coordenador de Palmas (HCP), Robéria Fernandes, explica que cadastro de medula óssea pode ser feito em todos os postos de coleta da Hemorrede Tocantins, com a coleta de uma amostra de 5 ml de sangue. “Para se tornar um doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde, não possuir doença infecciosa ou incapacitante e não apresentar doença neoplásica, hematológica ou do sistema imunológico. Os dados pessoais e os resultados dos testes serão armazenados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer. Em 2023 foram mais de 2.600 novos cadastros em todo o Tocantins”.

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SAÚDE

Obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual chegam a quase 80% de execução

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As obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual (HMME), em Palmas, registram 76,04% de execução. De acordo com o cronograma da obra, a conclusão está prevista para março de 2027, com previsão de início do funcionamento em maio.

O projeto prevê 210 leitos, sendo 80 destinados a unidades especializadas. Entre eles estão 30 leitos de UTI neonatal, 10 de UTI obstétrica, 30 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 10 de Unidade Canguru.

A unidade terá serviços nas áreas de ginecologia, obstetrícia e neonatologia. O projeto também contempla Casa da Gestante, ambulatório, banco de leite humano e heliponto.

O Hospital da Mulher e Maternidade Estadual será destinado à assistência à saúde da mulher e do recém-nascido, e substituirá a atual estrutura do Hospital e Maternidade Dona Regina.

Prédios anexos

A previsão é que três prédios anexos do hospital sejam entregues em dezembro: a Casa da Gestante, o ambulatório e o restaurante. O ambulatório terá 12 consultórios organizados em salas temáticas para atendimento especializado.

A Casa da Gestante terá 20 leitos destinados às mães que aguardam a alta dos bebês, além de espaços de convivência. O restaurante atenderá às necessidades do ambulatório.

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