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SES-TO alerta pacientes e familiares sobre o perigo de golpes por celular

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Para evitar a ação de criminosos dentro das unidades hospitalares da rede estadual, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) vem a público alertar pacientes, familiares e demais acompanhantes sobre a tentativa de extorsão e pedidos de qualquer natureza para garantir atendimento na rede pública de saúde. Os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizados nos hospitais do Tocantins são totalmente gratuitos.

Segundo a direção do Hospital Geral de Palmas (HGP), houve o registro de golpistas exigindo depósitos em valores altos para a disponibilização de informações sobre o quadro clínico, procedimentos e medicamentos de pacientes. “A equipe do HGP não liga para familiares de pacientes pedindo valores ou cobrando por procedimento, qualquer informação do quadro clínico é repassada apenas para os familiares ou a pessoa indicada no prontuário, que também pode ser buscada diretamente nos serviços assistenciais com contatos presenciais diários ou em telefones previamente repassados”, disse diretor-administrativo do HGP, Fabricio Flor da Silva.

A SES-TO orienta que caso a pessoa seja surpreendida pelas ligações dos estelionatários, é indicado à procura imediata da Polícia Civil e a direção da unidade hospitalar para denúncia. As vítimas também podem registrar o boletim de ocorrência na Delegacia Virtual pelo endereço: https://www2.ssp.to.gov.br/delegaciavirtual/ ou em qualquer Delegacia da Polícia Civil.

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 O golpe

O golpe em familiares de pacientes hospitalizados é um crime que vem acontecendo em todo o Brasil. Os criminosos procuram familiares de pacientes pedindo depósitos para a realização de procedimentos urgentes, que além de não serem realmente necessários, seriam cobertos pelo SUS. Qualquer atendimento no hospital público é gratuito, fiquem atentos.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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