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Governo do Tocantins fortalece rede de proteção e amplia estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher

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O Governo do Tocantins realizou, nessa terça-feira, 31, o evento “Juntas – Pelo Fim da Violência contra a Mulher”, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Palmas. A iniciativa, que contou com a presença da primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, foi promovida pela Secretaria de Estado da Administração (Secad), por meio da Junta Médica Oficial do Estado (JMOE), e reuniu autoridades, especialistas e representantes da rede de proteção com o objetivo de fortalecer a atuação integrada no atendimento às mulheres e ampliar estratégias de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no serviço público estadual.
Durante a abertura da ação, o secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica Filho, destacou a necessidade de atuação contínua no enfrentamento à violência. “Essas ações ocorrem ao longo de todo o ano, porque o enfrentamento precisa ser permanente. Não basta não praticar violência, é preciso não se omitir. Esse é um compromisso coletivo e um caminho concreto para fortalecer as políticas públicas”, afirmou.

A primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, reforçou a importância de tratar o tema com responsabilidade e profundidade. “Não podemos banalizar os dados. Por trás de cada número existe uma história, uma vida. Muitas vezes, a violência começa ainda na infância e na adolescência, e por isso precisamos levar esse debate para dentro das escolas e das famílias”, destacou. Karynne Sotero
ressaltou iniciativas desenvolvidas pelo Governo do Estado voltadas à autonomia feminina. “Temos projetos como o Por Todas as Marias, que promove conscientização nas escolas, e o Mãos que Criam, que oferece qualificação profissional e acesso ao crédito, permitindo que mulheres conquistem independência financeira. Esse é um trabalho que exige presença, escuta e ação”, completou.

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A secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, enfatizou a atuação integrada entre Estado e municípios. “Nosso trabalho é construído de forma coletiva, com capacitações nas áreas de saúde, empreendedorismo e prevenção, alcançando mulheres em comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. Também fortalecemos a rede com 48 ouvidores municipais”, pontuou.
 

 Atuação integrada da rede de proteção

A programação dessa terça-feira, 31, incluiu roda de conversa com representantes de diferentes instituições que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher. O psicólogo da JMOE, Flávio Alexandre, destacou a importância da conscientização contínua. “Ainda vivemos em um contexto marcado por desigualdades e silenciamentos históricos. Muitas formas de violência são naturalizadas, o que exige ampliar o debate e incentivar a busca por apoio”, afirmou.

A diretora da JMOE, Márcia Varão, ressaltou o papel do acolhimento institucional. “Muitas mulheres não reconhecem que estão em situação de violência. Por isso, nosso objetivo é orientar, acolher e garantir atendimento humanizado, sigiloso e suporte especializado”, explicou.

A comandante da Patrulha Maria da Penha no Tocantins, major QOPM Flávia Roberta Pereira de Oliveira, destacou a atuação preventiva. “Realizamos fiscalização de medidas protetivas, visitas e ações de conscientização, que já alcançaram mais de 20 mil pessoas neste ano. A denúncia é fundamental, pois ainda há grande subnotificação”, afirmou.

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A diretora da Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tatiane Dias Medeiros, chamou atenção para a violência no ambiente de trabalho. “Situações como assédio, sobrecarga e desvalorização ainda são naturalizadas, mas geram impactos reais. É fundamental trazer esse debate para o centro das instituições”, ressaltou.

A servidora pública Mônica Costa destacou os desafios enfrentados por mulheres com deficiência. “Muitas vivem em maior condição de dependência, o que dificulta a denúncia. Por isso, é essencial garantir acessibilidade e uma rede de proteção que alcance todas as mulheres”, pontuou.

Compromisso com políticas públicas

A ação reforça o compromisso do Governo do Tocantins com a ampliação das políticas públicas voltadas às mulheres, com foco na prevenção, no acolhimento humanizado e na garantia de direitos.

A servidora pública Gisela Gracioli, do PronTO de Gurupi, destacou a relevância da mobilização coletiva. “Diante do cenário atual, é fundamental fortalecer iniciativas como essa. Juntas, conseguimos ampliar o debate e construir um ambiente mais seguro para todas”, afirmou.

A iniciativa contou com a parceria da Secretaria Executiva da Governadoria (Segov), da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e da Escola de Governo do Tocantins (Egov), que ofertou certificação aos participantes.

A programação incluiu ainda apresentação teatral sobre a temática e palestra da desembargadora Hélvia Túlia, que abordou aspectos jurídicos e mecanismos de proteção às vítimas.

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Forças de Segurança do Tocantins encerram Operação Mulher Segura com ações que alcançaram mais de 12 mil pessoas

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Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura 2026, deflagrada pelas forças de segurança do Tocantins entre os dias 19 de fevereiro a 5 de março, foi concluída com resultados positivos no enfrentamento à violência praticada contra a mulher no Estado.

 

A operação conjunta coordenada pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), mobilizou 129 policiais e alcançou 48 municípios do Tocantins, incluindo a capital. A ação resultou em 65 diligências policiais voltadas ao atendimento das vítimas e à responsabilização de agressores. Durante essas diligências, foram solicitadas 40 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), além da lavratura de 81 autos de prisão em flagrante e quatro cumprimento de mandados de prisão.

 

O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou que a operação, realizada em referência ao mês da mulher, foi uma ação articulada e estratégica com o objetivo de combater o aumento dos índices de crimes de violência contra a mulher no Tocantins. “Essa operação demonstra o compromisso das forças de segurança no enfrentamento à violência contra a mulher. Nosso objetivo é garantir proteção às vítimas, responsabilizar os agressores e reforçar à população que a denúncia é fundamental para que possamos agir de forma rápida e eficaz”, destaca.

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A delegada titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Palmas (1ª DEAM – Palmas), Fernanda de Siqueira Correia, destaca que ações educativas são fundamentais para ampliar o alcance das políticas de enfrentamento à violência de gênero. “A ação fortalece a presença das forças de segurança na comunidade e busca conscientizar a população sobre a importância de denunciar situações de violência. O combate à violência contra a mulher depende de atuação integrada e da participação de toda a sociedade”, afirma.

 

A iniciativa reúne forças de segurança estaduais e federais em atuação conjunta para ampliar a prevenção, assegurar resposta rápida às ocorrências, garantir o cumprimento de medidas protetivas e fortalecer a rede de proteção e acolhimento às vítimas, reforçando uma estratégia nacional articulada de combate à violência de gênero.

 

Conscientização e prevenção

 

No eixo preventivo e educativo da operação, durante o período de operação, foram realizadas 75 ações educativas e campanhas de conscientização. A operação alcançou diretamente diversas pessoas, além das campanhas educativas em plataformas digitais. As ações de conscientização atingiram um público total de 12.473 cidadãos.

 

O diretor do Sistema Integrado de Operações do SIOP e coordenador das ações educativas da Operação, delegado Anderson Casé, destacou o papel da articulação interinstitucional no sucesso da operação. “A operação é um reforço para combater a violência contra a mulher, onde buscamos levar a conscientização à população. Tivemos um ótimo desempenho tanto na repressão quanto na prevenção. Reforçamos ainda que a denúncia é fundamental para que a Polícia Civil possa agir com rapidez e evitar que novas agressões ocorram”, afirma.

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A iniciativa buscou orientar mulheres, familiares e a comunidade sobre os direitos das mulheres, os tipos de violência e os canais de denúncia, como o Disque 180. Durante a ação, foram realizadas rodas de conversa e apresentações voltadas à conscientização do público.

 

Vale ressaltar que as denúncias pela Central de Atendimento à Mulher são completamente gratuitas e sigilosas e o atendimento é disponibilizado 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados.

 

Força empregada

 

A ação reuniu diversas forças de segurança do Estado. Participaram da operação a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), a Polícia Civil (PCTO), a Polícia Militar (PMTO), o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC/TO) e a Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), por meio da Polícia Penal.

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