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Governo do Tocantins contabiliza aumento de mais de 20% de pessoas privadas de liberdade inscritas no Encceja PPL 2024Governo do Tocantins contabiliza aumento de mais de 20% de pessoas privadas de liberdade inscritas no Encceja PPL 2024

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Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para pessoas privadas de liberdade (Encceja PPL) permite uma nova chance com a certificação de conclusão do Ensino Fundamental e/ou Médio, além da reinserção social com direitos garantidos, um dos focos do Sistema Penal tocantinense gerido pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju).

E mais um ano, a Superintendência dos Sistemas Penitenciário e Prisional do Tocantins, por meio da Gerência de Reintegração Social, Trabalho e Renda ao Preso e Egresso, teve a adesão das 25 Unidades Penais do Tocantins no Encceja PPL 2024, alcançando a marca de 1535 custodiados inscritos no Exame.

Para o secretário da Seciju, Deusiano Amorim, o Encceja representa direitos e mais um passo para a reinserção social. “Nosso compromisso é oferecer às pessoas privadas de liberdade, todos os seus direitos e garantir meios que promovam oportunidades com educação e profissionalização e o Governo do Tocantins tem realizado ações para efetivar esses direitos nos diversos eixos dentro do Sistema Penal tocantinense”, pontuou.

Aumento de 20%

O número de adesão este ano representa um aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior, que contabilizou 1272 inscritos. O gerente à frente desta Política no Sistema Penal, Dilson Noleto, fala sobre os aumentos gradativos de inscritos no Encceja.

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A educação formal, além de educar, garante a certificação do Ensino Médio e do Fundamental e mais, esse aumento representa um esforço que temos empenhado nas 25 Unidades Penais com seus respectivos responsáveis pedagógicos que fazem o trabalho de sensibilização dos custodiados, a conscientização da importância em ter o Ensino Médio Fundamental a importância dessas certificações no momento em que estiverem em liberdade”, disse.

ENCCEJA

De acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), o tempo contabilizado para a remição com certificação de conclusão do Ensino Fundamental, Médio ou Superior durante o cumprimento da pena, pode beneficiar as pessoas privadas de liberdade a mais 1/3 (um terço) do tempo contabilizado pelo estudo.

As provas são aplicadas desde 2022 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e possibilita a retomada voluntária dos estudos de pessoas em cumprimento de pena. Neste ano, as provas serão aplicadas no dia 25 de agosto e ocorrerá em todos os estados e no Distrito Federal.

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Inscritos

Com adesão de cem por cento das unidades penais de todo o estado do Tocantins, a Unidade Penal Regional de Palmas inscreveu 447 custodiados para o Exame; a Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, 211; a de Tratamento Penal do Cariri, 165; a Unidade Penal Regional de Paraíso, 96; a de Colinas, 65 inscritos; a de Guaraí, 59; a de Miracema, 43; a de Porto Nacional, 42; a de Araguatins, 39; a de Dianópolis, 37; a de Arraias, 34; a de Gurupi, 30; as de Augustinópolis e de Colmeia, 28 cada; a de Araguaína e Tocantinópolis, 27 cada; a de Formoso do Araguaia, 22; a Unidade Penal Agropecuária do Cariri, 21; a Unidade Penal de Natividade, 20; a Unidade Penal Feminina de Palmas, 19; a Unidade Penal Feminina de Talismã, 17; a Unidade Penal Feminina de Ananás, 16; a Unidade Penal de Palmeirópolis, 15; a Unidade Penal Feminina de Miranorte, 15 e a Unidade Penal de Taguatinga, 12 inscritos.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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