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Avanços na alfabetização levam Tocantins ao centro do debate no Seminário Nacional, em Fortaleza

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O Tocantins vem se consolidando como referência nacional na promoção da alfabetização na idade certa. Em razão dos resultados expressivos alcançados pelo Estado na alfabetização, o titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Fábio Vaz, titular da pasta, foi convidado para participar do Seminário Nacional pela Alfabetização, realizado nesta quinta-feira, 7, em Fortaleza (CE).

O secretário foi escolhido para mediar um dos principais painéis do evento, promovido pela Associação Bem Comum, em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), a Fundação Lemann e o Instituto Natura.

O painel, intitulado “Avaliações em larga escala: Indicador Criança Alfabetizada, Saeb e expectativas de aprendizagem para alfabetização e anos iniciais”, contou com a participação do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios, e da diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, Hilda Linhares.  O debate abordou os impactos das avaliações em larga escala no aprimoramento das políticas públicas voltadas à alfabetização e os padrões de desempenho definidos para o 2º e 5º anos do Ensino Fundamental.

Fábio Vaz destacou a importância do debate nacional para assegurar às crianças o direito à alfabetização na idade adequada. “Ser convidado para mediar esse painel é uma sinalização clara de que o trabalho desenvolvido no Tocantins tem gerado impactos reais. Nossos avanços são fruto de uma política pública sólida, construída com base em dados, formação continuada e apoio aos municípios”, ressaltou o secretário.

O presidente do Inep ressaltou a relevância da parceria entre a união, estados e municípios para alcançar as metas. “A alfabetização é uma responsabilidade essencialmente das redes municipais, mas a gestão do estado tem o papel importante no apoio técnico e na coordenação nas iniciativas municipais para a alfabetização, no envolvimento e criação de estrutura de suporte aos municípios.  Os sistemas de avaliação dos estados servem como ferramenta de apoio à gestão de maneira muito significativa. Tivemos também um avanço muito relevante, com os incentivos na distribuição do ICMS Educacional e os sistemas de incentivos estaduais que foram criados alinhado entre a União e os estados”, frisou.

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Fábio Vaz mencionou como o Sistema de Avaliação da Educação do Tocantins (Saeto) e os incentivos financeiros do ICMS educacional têm contribuído para a melhoria dos índices de alfabetização do Estado. “No Tocantins, temos o Saeto, criado em 2023 e contamos com uma força muito grande que é regime de colaboração que empoderou os gestores municipais, mudando o formato da gestão com olhar voltado para essa ferramenta e que tem transformado os nossos indicadores. Um divisor de águas”, enfatizou.

A Diretora da Diretoria de Avaliação da Educação Básica do Inep, Hilda Linhares, apresentou o padrão de desempenho e discutiu sobre como os indicadores da alfabetização podem auxiliar nos avanços da escolarização sequencial. “Ao mesmo tempo que construímos esse perfil de um estudante alfabetizado, temos o desafio de pensarmos também nas demais etapas e quais seriam os pontos desejáveis na continuidade da trajetória de escolarização dos estudantes nas demais etapas e componentes curriculares”, ponderou.

Política Estadual de Alfabetização

Desde a sanção da Lei nº 4.220/2023, que institui o Programa de Fortalecimento da Educação, o Tocantins tem colhido resultados significativos com o programa Alfabetiza Mais Tocantins, desenvolvido por meio da Seduc. A meta é garantir que 100% das crianças estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental. A iniciativa busca atender 78 mil estudantes nos 139 municípios do estado, garantindo que todos concluam com êxito essa etapa essencial para o desenvolvimento da trajetória escolar.

O Alfabetiza Mais Tocantins, integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa em regime de colaboração entre União, estados e municípios. As ações incluem o monitoramento e acompanhamento de metas, o apoio técnico e financeiro para a infraestrutura das escolas públicas, a oferta de materiais didáticos para estudantes e pedagógicos para professores, a implementação de sistemas de avaliação da alfabetização e estratégias formativas com orientações curriculares.

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Destaque nacional

Estado se mantém em 1º lugar no Brasil em crescimento proporcional entre 2021 e 2024 e é o único da Região Norte a superar a meta de 2024 estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) para cada estado. Dados do Inep mostram que o Tocantins apresentou o maior crescimento proporcional do Brasil na alfabetização no período: um salto de 13,77% para 50,07% no número de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano, o que representa um avanço de 36,3 pontos percentuais, superando a meta nacional e se consolidado como referência nacional.

No ano passado, o compromisso do Estado com a alfabetização rendeu ao Estado o reconhecimento com o Selo Ouro, concedido pelo Ministério da Educação, a 35 municípios tocantinenses que se destacaram nas ações voltadas à promoção da alfabetização na idade certa.

Fluência Leitora

Em 2025, a Avaliação de Fluência Leitora demonstrou que 62% dos estudantes tocantinenses do 2º ano estão dentro dos níveis esperados de leitura. Mais de 18.200 alunos foram avaliados em todo o estado, em uma ação articulada com o CAEd/UFJF e a Associação Bem Comum.

Recentemente, o Tocantins obteve destaque também no uso da Plataforma do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com 94,9% dos professores do 1º e 2º anos utilizando o sistema para aplicar avaliações formativas. O índice é o maior entre os cinco estados analisados: Amapá, Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os resultados evidenciam o compromisso da rede pública tocantinense com o monitoramento da aprendizagem e o uso estratégico dos dados educacionais.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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