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24ª edição da Fenearte

Com apoio do Governo do Tocantins artesãos participam da 24ª edição da Fenearte, em Olinda (PE)

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Na estrada desde o dia 29 de junho rumo a Olinda, no estado de Pernambuco, artesãos de diversas partes do Tocantins têm um objetivo em comum: levar as peças produzidas no estado para o maior evento do segmento em toda a América Latina, a Feira de Negócios do Artesanato, conhecida popularmente como Fenearte. Com apoio do Governo do Tocantins, através da Secretaria da Cultura (Secult), os profissionais do setor percorreram mais de 2.000 km até o destino e nesta terça-feira, 2, organizam seu espaço coletivo para que a partir de quarta-feira, 3, recebam visitantes e compradores de dentro e fora do país.

Os artesãos e entidades representativas que participam da edição deste ano foram selecionados por meio de um edital lançado pela Secult no mês de maio, que garantia o apoio do Governo do Tocantins no transporte dos profissionais e de suas mercadorias até a feira, possibilitando também o apoio de servidores da pasta ao longo dos dias de evento. Puderam se inscrever no certame profissionais que desenvolvem seus trabalhos em madeira, cerâmica, couro, capim, fibra, sementes, cascas, flores, folhas, cristais e vitrais.

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No ano passado, a participação do Tocantins na Fenearte teve um excelente resultado para os artesãos locais. Vendas e encomendas chegaram a R$ 280.481,00, valor que superou os anos anteriores, representando quase o dobro do que foi alcançado em 2022: um montante de R$ 145.337,00.

Fenearte

A Feira de Negócios do Artesanato (Fenearte) é organizada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adepe), e chega a sua 24ª edição em 2024. Através do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) outros entes federativos participam do evento, ficando sob a responsabilidade de cada estado a seleção de seus representantes.

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CULTURA

Governo do Tocantins celebra reconhecimento das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional

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As quebradeiras de coco babaçu tiveram seu ofício reconhecido como manifestação da cultura nacional por meio da Lei Federal nº 15.431. A nova legislação foi anunciada durante evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília/DF, nesta quarta-feira, 10. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), celebra o reconhecimento e reforça o compromisso com o fortalecimento das comunidades tradicionais do estado.

A legislação contempla as trabalhadoras dos estados do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará. As quebradeiras de coco babaçu integram os povos e as comunidades tradicionais, desempenhando uma atividade de grande relevância histórica, cultural, social e econômica. No Tocantins, elas estão concentradas principalmente na região norte do estado e garantem o sustento de inúmeras famílias por meio do extrativismo sustentável.

“Essa conquista representa o reconhecimento da história, da resistência e da contribuição das quebradeiras de coco babaçu para a cultura brasileira e para a preservação dos nossos recursos naturais. São mulheres que mantêm conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações e que desempenham papel fundamental na proteção dos territórios e na sustentabilidade das comunidades”, destaca o secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente.

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Coco babaçu

A matéria-prima é o babaçu, palmeira nativa encontrada em abundância no norte do Tocantins, na região do Bico do Papagaio. Utilizando técnicas tradicionais para o aproveitamento integral do coco, elas produzem óleo, carvão e diversos outros subprodutos. Pela profunda ligação com a natureza e pelos saberes culturais repassados por gerações, as quebradeiras de coco representam um símbolo de resistência feminina e de preservação.

Organizadas em associações, cooperativas e movimentos sociais, essas mulheres desempenham papel fundamental na defesa dos territórios tradicionais e na conservação dos babaçuais.

A atividade envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu, além da produção de diversos derivados utilizados na alimentação, no artesanato e na fabricação de óleo, sabão, carvão e farinha. O manejo tradicional dos babaçuais é reconhecido como uma prática sustentável, capaz de gerar renda sem comprometer a vegetação nativa.

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