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Balé Popular do Tocantins

Balé Popular do Tocantins é premiado no Festival Internacional de Dança de Joinville

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O Balé Popular do Tocantins conquistou o terceiro lugar no 41º Festival de Dança de Joinville, que ocorreu entre os dias 15 e 27 de julho, em Santa Catarina. Com a coreografia “Me leva”, do professor e coreógrafo Maicon Cardoso, 11 bailarinos subiram ao palco levando o ritmo popular carimbó. O Balé Popular é fomentado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação.

A inspiração do nome da coreografia baseia-se no balançar das saias utilizadas pelas artistas na dança. A competição ocorreu no “Palco da Sapatilha”, onde o gênero musical foi danças populares brasileiras.

Este foi o primeiro grupo de dança do Tocantins a ser premiado num festival internacional. Maicon comenta sobre a importância da conquista. “É minha primeira vez como coreógrafo e conseguir o prêmio é uma grande emoção. É um grande passo levar o nome do Balé Popular do Tocantins para o mundo e voltar premiado, além de poder compartilhar nosso conhecimento e nossa cultura. Para mim, na condição de professor, isso é grandioso”, destacou.

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O professor ainda comenta que, para o Tocantins, esta conquista causará um impacto de confiança e encorajará outros grupos tocantinenses. “No Tocantins há muitos profissionais bons e esse prêmio pode ser uma porta que se abre para novos participantes”, concluiu Maicon Cardoso.

Balé Popular do Tocantins 

O Balé Popular é um programa desenvolvido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, que proporciona aulas gratuitas nas modalidades de balé clássico, jazz, dança contemporânea e danças urbanas. O projeto de dança foi criado em 2013 e tem o objetivo de valorizar o talento dos estudantes tocantinenses.

As atividades desenvolvidas pelo Balé Popular ajudam os estudantes a reforçarem os valores como a responsabilidade, postura, cooperação, disciplina e comunicação.

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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