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No Dia Mundial da Doação de Leite Humano, SES-TO reforça importância da doação

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“Comecei a doar em 2023 por ver a necessidade dos bebês. Como tenho muita produção de leite e minhas filhas nunca conseguiram secar totalmente, sempre sobrava leite e eu acabava desperdiçando. Então, para não jogar fora 150 ml ou até mais, escolhi fazer uma boa ação”. O relato da recepcionista Wadilla Corado, mãe de Aurora Corado, de um mês, e Angelina Corado, de três anos, traduz o objetivo do Dia Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado em 19 de maio, data que busca estimular a doação de leite humano e ampliar o debate sobre a importância do aleitamento materno e da solidariedade entre mães.

No Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforça o chamado para que mulheres com excesso de produção de leite se tornem doadoras. “A gente fala que o leite é mais do que um alimento, ele é um suplemento imunológico. Para um bebê internado em uma UTI neonatal, principalmente prematuros, esse leite pode ajudar a salvar vidas, porque o bebê tolera muito melhor o leite humano. Então, se a mãe percebe que sobra leite após a amamentação, ela pode doar essa sobra ao banco de leite e ajudar os bebês internados”, destacou a coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), Walkiria Pinheiro.

O Banco de Leite Humano é um serviço especializado vinculado a hospitais que promove o aleitamento materno, além de coletar, processar e distribuir leite humano para bebês prematuros ou de baixo peso internados em unidades neonatais. O Brasil possui a maior e mais segura rede de bancos de leite do mundo, referência internacional em qualidade e segurança.

Gesto de amor

Doadora há quase quatro meses, a professora Andreza Luiza Trinchão Galvão, mãe do pequeno Lucas Galvão, de três meses, conta que doar leite é um ato transformador.

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“Doar leite para mim é algo transformador. Depois que a gente vira mãe, entende ainda mais a necessidade e a importância do leite materno. Muitas mães não conseguem amamentar seus filhos durante a internação na UTI, e é nesse momento que percebemos o quanto o nosso leite pode fazer diferença na vida de outros bebês. Eu costumo dizer que é amor em forma de leite, porque é um gesto muito importante e lindo. Cada vez que retiro um pouco do meu leite para doar, sinto que estou ajudando outras mães e outras crianças. Deus me deu a condição de produzir muito leite e poder compartilhar esse ato de amor ao próximo.”

Estoque baixo

Atualmente, o estoque do Banco de Leite Humano do HMDR está abaixo do necessário para atender à demanda das unidades neonatais. “Precisamos, em média, de oito a dez litros de leite por dia, mas hoje recebemos cerca de apenas um litro diário. Precisamos da ajuda de outras mães que estejam amamentando e tenham leite sobrando”, alertou Walkiria Pinheiro.

A coordenadora explica que o processo de doação é simples e seguro. “A mãe não precisa se deslocar até o banco de leite. Basta entrar em contato pelo telefone (63) 3027-5083. Nossa equipe faz o cadastro, leva o kit de doação, ensina como retirar e armazenar corretamente o leite e, depois, retorna à residência para buscar os frascos”, explicou.

Andreza destacou o suporte oferecido pelo Banco de Leite Humano do HMDR às doadoras. “A partir do momento em que a gente decide ser doadora, recebe todo o suporte necessário. A equipe orienta sobre como retirar o leite, como armazenar corretamente e ainda faz a coleta em casa. Quando acontece qualquer alteração, elas nos avisam e acompanham tudo de perto. Estão sempre presentes na nossa rotina, marcam exames e oferecem toda a assistência necessária. O Hospital e Maternidade Dona Regina dá todo o apoio para que a doação de leite aconteça com segurança, cuidado e acolhimento.”

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Todo o leite doado passa por rigoroso controle de qualidade. Após chegar à unidade, o produto é submetido a análises físico-químicas e microbiológicas, além de passar pelo processo de pasteurização antes de ser liberado para consumo dos bebês internados. Além de receber e processar as doações, o Banco de Leite Humano também oferece atendimento especializado e apoio à amamentação para mulheres com dúvidas ou dificuldades durante o período de aleitamento.

Benefícios para as doadoras

Além do gesto solidário, as mães doadoras também recebem acompanhamento especializado da equipe multiprofissional do Banco de Leite Humano do HMDR. As doadoras têm acesso a atendimento pediátrico para acompanhamento da saúde do bebê, orientação nutricional sobre introdução alimentar e ainda recebem declaração que garante isenção na taxa de inscrição em concursos públicos estaduais, conforme legislação vigente no Tocantins.

Wadilla Corado faz um apelo para que mais mulheres doem leite. “Da mesma forma que o leite materno é importante para a saúde e o desenvolvimento dos nossos filhos, ele também é fundamental para os bebês internados na UTI. Muitas mães, por conta da preocupação com os filhos hospitalizados, não conseguem produzir leite suficiente. Então, fazer esse gesto de doação é um ato de amor, carinho e afeto. Se você tem uma boa produção de leite, doe e ajude os bebês que precisam.”

“A partir do momento que você começar a doar, você vai ver o quanto é transformador poder ajudar outras ‘pessoinhas’. Você vai perceber que, se fosse você precisando desse apoio, o quanto seria importante o leite de outra pessoa para nutrir o seu filho. Então é isso que eu peço: tem muito leite? Doe! Ajude outras crianças a se alimentarem com os nutrientes corretos”, finalizou Andreza.

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Governo do Tocantins entrega órteses e próteses para pacientes do Centro Estadual de Reabilitação de Palmas

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Em mais uma ação voltada à ampliação da acessibilidade da população, o Governo do Tocantins realizou, nesta terça-feira, 19, a entrega de órteses e próteses a pacientes atendidos pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER III), em Palmas, vinculado à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, sete pacientes foram beneficiados com órteses e seis com próteses. Os usuários são moradores de Palmas e de outros municípios do Estado.

Órteses e próteses são dispositivos médicos projetados para melhorar a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. A principal diferença entre eles é que a órtese oferece suporte a um membro ou órgão já existente, enquanto a prótese substitui uma parte do corpo perdida ou que não se desenvolveu.

O Tocantins segue ampliando o acesso a órteses e próteses por meio dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs), beneficiando pessoas como o ceramista Oslando Santos, de 44 anos, que sofreu amputação da perna em decorrência de complicações graves causadas pela diabetes. Após um ano de espera, ele recebeu a prótese com expectativa de retomar a independência e a qualidade de vida.

“Hoje eu vim aqui receber minha prótese e estou muito satisfeito. Fui muito bem atendido por todos aqui. Isso vai mudar completamente a minha vida, porque eu estava sem conseguir andar e agora vou voltar a caminhar novamente. Estou feliz demais com tudo. Antes, eu dependia muito das outras pessoas para fazer as coisas em casa e para me locomover. A gente sente muito quando perde a independência, mas graças a Deus agora as coisas vão dar certo. Eu gostava muito de jogar bola e agora quero voltar a dançar também. Vou tentar aos poucos, mas acredito que vai dar certo”, relatou o ceramista.

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A doméstica Vanda Ramos da Silva, de 53 anos, também foi beneficiada com uma prótese após perder a perna devido a uma infecção causada por um ferimento provocado por um caco de vidro, em 2024. Para ela, o equipamento representa mais liberdade para retomar as atividades do dia a dia.

“Estou feliz porque eu estava impedida de andar e agora vou voltar a caminhar. Vou conseguir fazer minhas coisas novamente. Eu gostava muito de ir à praia e agora quero voltar a caminhar e ver o pôr do sol”, relatou emocionada.

Acompanhamento contínuo

O uso de próteses e órteses não termina na entrega do equipamento. A partir desse momento, inicia-se uma nova fase de adaptação, ajustes biomecânicos e prevenção de complicações.

A fisioterapeuta Christianne Costa explica que o processo exige acompanhamento multiprofissional e envolve etapas fundamentais para a recuperação dos pacientes.

“Aqui no Centro Estadual de Reabilitação realizamos a entrega de próteses e órteses junto com todo o acompanhamento necessário para a reabilitação dos pacientes. A adaptação à prótese envolve não apenas a parte física, mas também aspectos neurológicos e emocionais, para que o paciente recupere equilíbrio, coordenação e autonomia. Além do atendimento fisioterapêutico, também oferecemos suporte psicológico, promovendo uma reabilitação integral e a reinserção social dessas pessoas. Para a equipe, é muito gratificante ver os pacientes retomando atividades simples do dia a dia e recuperando sua independência e qualidade de vida”, destacou.

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Como ter acesso

Os interessados em órteses, próteses ou meios auxiliares de locomoção devem procurar, inicialmente, atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“Quando o paciente inicia o processo de solicitação na Unidade Básica de Saúde, ele é regulado e encaminhado ao CER. A partir daí, avaliamos se ele poderá continuar os atendimentos aqui com outros profissionais, como psicologia, terapia ocupacional e enfermagem. Caso não seja possível realizar determinado acompanhamento na unidade, fazemos a contrarreferência para que ele seja atendido no município de origem. O que não pode acontecer é esse paciente ficar perdido na rede, sem saber para onde ir ou onde buscar ajuda. O mais importante é garantir que ele tenha um direcionamento adequado. Se o atendimento começou aqui, nós damos todo o suporte necessário até a conclusão da reabilitação e dos atendimentos de que ele necessita”, explicou a fisioterapeuta.

SERs e CERs no Tocantins

No Tocantins, existem dois Serviços Especializados em Reabilitação (SERs), localizados em Porto Nacional e Araguaína, e dois Centros Especializados em Reabilitação (CERs), em Palmas e Colinas do Tocantins.

As unidades têm como objetivo reabilitar pessoas com deficiência física e intelectual, contando com equipe multiprofissional formada por enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico ortopedista, médico neurologista, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista e psicólogo. Os serviços ofertados incluem consultas, avaliações, diagnósticos, terapias, indicação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, equipamentos adquiridos pelo Governo do Tocantins.

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