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Povo Xerente consolida propostas para o REDD+ em reunião histórica em Tocantínia promovida pelo Governo do Tocantins

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), promoveu na última quinta-feira, 22, uma reunião no território Xerente, em Tocantínia, para consolidação das demandas apresentadas pelo povo Xerente durante as cinco Oficinas Participativas do REDD+ (Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal), realizadas dentro do território indígena.

Em um dia intenso de atividades, o evento foi realizado no Centro de Ensino Médio Indígena Xerente (Cemix). Estiveram presentes nas discussões a chefe do Serviço de Gestão Territorial e Ambiental da Funai – Coordenação Regional Araguaia-Tocantins, Clarisse Marina dos Anjos Raposo; o indigenista da Funai, Luiz Eduardo Lian Biagioni; e o representante indígena junto ao órgão, Oscar Skwakarkwa Calixto Xerente.

Também participaram o secretário dos Povos Originários e Tradicionais, Paulo Xerente; os vereadores de Tocantínia, Edmar Xerente, Leomar Xerente e Élcio Xerente; além do secretário de Desenvolvimento dos Povos Indígenas de Tocantínia, Reginaldo Xerente.

A abertura do evento foi marcada por depoimentos emocionados de anciãos indígenas, que expressaram preocupação com os impactos das mudanças climáticas no cotidiano do povo Xerente. “Antigamente a gente caçava e hoje em dia é raro pegar um peixe”, relatou o cacique Manuel Sukê, manifestando a esperança de que o REDD+ traga resultados positivos para sua comunidade.

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Essa preocupação foi reforçada pelo secretário Paulo Xerente, que conclamou os indígenas a se organizarem em associações e a se unirem, destacando a importância do momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP 30, em Belém (PA). “A primeira coisa que precisamos é ter nossa organização fortalecida”, afirmou.

Subprograma

As contribuições colhidas durante as oficinas foram consolidadas em um documento que integrará o subprograma do REDD+, voltado para povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas e agricultores familiares. “Este processo não se encerra aqui. Até a realização da audiência pública, ainda podemos aperfeiçoar este documento”, explicou a assessora técnica do REDD+, Rose Sena.

Entre as principais demandas destacadas pelos indígenas estão: fortalecimento das organizações indígenas, formação de novas lideranças, proteção do território, combate às queimadas, melhoria da infraestrutura nas aldeias — como escolas, postos de saúde, creches, acesso à internet — e apoio à produção local. “São consolidações que nascem da vivência dos problemas que sentimos na pele”, afirmou a professora do Cemix, Edite Smikidi de Brito.

“Este processo foi importante para todos nós, não só para mim como pesquisador, mas para todo o nosso povo. Espero que essa forma de socialização continue, não só no REDD+, mas em outros projetos também”, declarou o professor e doutor em Antropologia Social, ErcivaldoDamsõkekwa Xerente.

Território Xerente

O povo Xerente é o mais numeroso do estado, vivendo nas Terras Indígenas Xerente e Funil, com uma população de cerca de 4 mil pessoas distribuídas em 118 aldeias, segundo o Censo IBGE 2022.

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A coordenadora regional da Funai destacou o alto nível de participação das comunidades nas oficinas. “As comunidades estiveram totalmente envolvidas e empenhadas. Agora, será necessário encontrar formas de manter a comunicação entre o momento das oficinas e a audiência pública, para que dúvidas possam ser esclarecidas até lá”, pontuou.

As oficinas fazem parte do processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI), garantindo que os participantes compreendam os objetivos do REDD+ e contribuam na definição de como os recursos provenientes da comercialização dos créditos de carbono serão aplicados nos territórios.

Na ocasião, os Xerente aprovaram a indicação da Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (Arpit) como entidade representativa nas instâncias de governança do Conselho Diretor do Fundo Clima e na Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (Cevat).

Oficinas

As oficinas participativas foram realizadas nas aldeias Brupré, Brejo Comprido (16 e 17 deste mês),  e na sequência, Recanto Krité, Funil e no Cemix (19, 20 e 21  ), reunindo caciques, lideranças, professores e membros das comunidades. Durante os encontros, os indígenas puderam conhecer o funcionamento do Programa Jurisdicional de REDD+ e sua participação no Subprograma destinado a Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIPCTAF).

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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