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Encontro Estadual pela Saúde

Tocantins realiza Encontro Estadual pela Saúde Materno Infantil

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Debater iniciativas e capacitar os profissionais para a oferta de suporte às famílias e bebês, com assistência humanizada e qualificada. Este é o principal objetivo do Encontro Estadual pela Saúde Materno Infantil: Integralidade do Cuidado, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), de 11 a 13 de novembro, no auditório da Escola Estadual Professora Elizângela Glória Cardoso, em Palmas. Na ocasião, também será realizado o Fórum Perinatal, Seminário Estadual de Prematuridade e a Mostra de Amamentação.

O público-alvo do evento são gestores de serviços de saúde e pessoas dedicadas à saúde infantil e materna, como, médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, pesquisadores, educadores e estudantes. “Aqui abrimos um importante espaço para o debate de fortalecimento da rede de cuidado de mães e bebês, da concepção ao pós-parto, de forma a garantir um serviço de saúde integral e assim, garantir uma gestação saudável”, afirmou a superintendente de Políticas de Atenção à Saúde da SES-TO, Jucimária Dantas.

Na abertura do evento, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto destacou as ações estratégicas do Governo do Tocantins, para a promoção da saúde de mulheres e bebês. “Nos últimos anos a gestão estadual tem realizado importantes avanços na assistência materna infantil, como a entrega de equipamentos para os hospitais estaduais que realizam partos; pacotes de benefícios para valorização de servidores; adequações de infraestruturas; licitação de obras; fortalecimento da Rede Cegonha e capacitações de profissionais que são vitais no acolhimento e cuidado da população”.

Segundo a secretária de Saúde de Tabocão, representante do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), Maria Odete da Silva, “temos buscado articular e orientar todos os municípios para o fortalecimento da Atenção Primária e tenho certeza que neste evento teremos grandes contribuições por parte dos palestrantes que nos trarão conhecimentos”.

A Atenção Primária como protagonista no cuidado puerperal: o papel dos profissionais de saúde foi o tema da palestra da enfermeira obstétrica, professora e pesquisadora do Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Dra. Christine Ranier Gusman. “A Atenção Primária é o primeiro lugar onde a população tem acesso, então é fundamental quando a gente fala de promoção de saúde e prevenção de doenças e agravos. Com isso é possível evitar a prematuridade, com um pré-natal de qualidade e um parto bem assistido”, pontuou a especialista.

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Os aspectos culturais no atendimento à gestante indígena também foram debatidos no primeiro dia de evento. “Precisamos dar um enfoque intercultural para uma assistência humanizada e eficaz, como é o caso do acolhimento à mulher indígena que precisa ser observada nos quesitos fisiológicos e culturais, respeitando as crenças e os costumes que são inerentes de cada etnia”, afirmou a médica, especialista em Saúde da Família e Comunidade, Dra. Danuta Ramos Duarte.

Ações de fortalecimento

Entre as ações de valorização realizadas pelo Governo do Tocantins está o pagamento de insalubridade e adicional noturno inclusive para contratados; ⁠contratação de especialistas (ginecologia e obstetrícia e pediatria); ampliação de contratos de profissionais com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) e a instituição da Indenização por Procedimentos Obstétricos (IPO).

Para o fortalecimento da rede, foi entregue pela SES-TO, mais de 180 equipamentos como ⁠ reanimadores pulmonares, incubadoras, berços aquecidos, equipamentos de fototerapia, Babys Puffs e monitores multiparamétricos.

Para um bem-estar no acolhimento, foram entregues a revitalização da fachada, pronto-socorro e  SAVIS do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos e da fachada, pronto-socorro, SAVIS e pré-parto do Hospital Materno Infantil Tia Dedé, em Porto Nacional e o funcionamento da Casa da gestante do Hospital Regional de Augustinópolis (HRAUG) nos mesmos moldes da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, mais conhecida como Casa de Dona Regina, que funcionam com acolhimento às mulheres que não residem na cidade de funcionamento dos hospitais.

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⁠O Tocantins também reativou o Comitê Estadual de Prevenção dos óbitos materno, fetal e infantil (CEPOMFI), o qual tem caráter educativo, consultivo, técnico, multiprofissional e interinstitucional e é constituído pela SES-TO; Sociedades Científicas/Profissionais; ONGs; Órgãos de Controle; Instituições de Ensino Superior com cursos de medicina e enfermagem; Conselho Estadual de Saúde; Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins (DSEI/TO) e representante das parteiras tradicionais.

Além disso, a SES-TO tem realizado ações de fortalecimento da Rede Cegonha como:  reuniões da Comissão Intergestores Regionais (CIR) nas 08 regiões de saúde; apresentação da forma de administração e ampliação da divulgação do calendário do medicamento Palivizumabe; cursos para qualificação dos profissionais municipais; apresentação da nova lei da laqueadura e vasectomia aos profissionais; apresentação das Linhas de Cuidado Materno Infantil;  realização de cursos de incentivo ao aleitamento materno nos municípios; realização do Fórum Perinatal Estadual; realização do Seminário Estadual da Prematuridade; distribuição de cadernetas de saúde da criança; curso de reanimação neonatal; visitas guiadas às maternidades; Monitoramento do projeto fortalece pré-natal; fortalecimento das comissões de verificação de óbitos maternos e infantis e o monitoramento da oferta de consultas e exames para gestantes.

Programação

Para a terça-feira, 12, estão previstas a palestras Síndrome Hipertensiva Gestacional: Um Desafio para a Saúde Materna e Fetal;  Cenário da Sífilis em Gestante (Nacional/Estadual) e estratégias para enfrentamento; Prematuridade: Rastreio, Prevenção e Tratamento; Integralidade do cuidado; O óbvio precisa ser dito: acolhimento materno infantil; além de apresentações de painéis e rodas de conversas.

Na quarta-feira, 13, haverá trocas de experiências; depoimentos de mães de prematuros; apresentação sobre Assistência Humanizada ao RN prematuro – Método Canguru; as palestras A Importância da Comunicação na Assistência à Amamentação e Vencendo as Principais Dificuldades da Amamentação.

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SAÚDE

Cinco pessoas serão beneficiadas após HGP realizar captação múltipla de órgãos

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A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar vidas. Nesta terça-feira, 28, o Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou mais uma captação múltipla de órgãos no Tocantins. A ação foi possível após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica de uma doadora e a autorização da família para a doação.

Foram captados rins, fígado e córneas, que beneficiarão cinco pacientes que aguardam por um transplante. Com esta captação, o Tocantins contabiliza oito procedimentos de captação de órgãos realizados em 2026.

A captação seguiu os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes e envolveu equipes especializadas responsáveis pela avaliação da doadora, manutenção clínica, confirmação do diagnóstico de morte encefálica, entrevista familiar, logística e retirada dos órgãos e tecidos.

Trabalho conjunto

Para que uma captação de órgãos fosse realizada, foi necessária a atuação integrada de diferentes equipes e instituições. Nesta ação, participaram uma equipe transplantadora de Brasília, com o suporte da Força Aérea Brasileira (FAB), além de profissionais da Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO),  Equipe Hospitalar de Doação para Transplante (E-DOT), da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e do Banco de Olhos Público do Tocantins (BOTO).

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A operação também contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/TO), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte Público, do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO) e do Hemocentro, garantindo o suporte necessário para a execução de todas as etapas do processo.

Sobre a doação de órgãos

A doação de órgãos somente pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, caracterizada pela perda completa e irreversível das funções cerebrais, conforme os critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina.

No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos para transplante depende da autorização da família. Por isso, é importante que as pessoas conversem com seus familiares sobre o desejo de ser doadoras, para que essa vontade seja conhecida e possa ser respeitada.

Após a autorização familiar, os órgãos e tecidos são destinados aos receptores conforme critérios técnicos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes, considerando a compatibilidade entre doador e receptor, a gravidade clínica e a ordem da lista única de espera.

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