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Governo do Tocantins publica resultados finais das habilitações das inscrições nos editais Culturas Indígenas e Culturas Quilombolas

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O Governo do Tocantins, via Secretaria da Cultura (Secult), publicou nesta terça-feira, 29, os resultados finais da fase de habilitação das inscrições dos editais de Culturas Indígenas e de Culturas Quilombolas da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Os documentos já estão disponíveis na área do proponente da plataforma pnab.cultura.to.gov.br e no site da Secult, e serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) na noite de hoje. De acordo com o cronograma, os projetos serão avaliados entre os dias 30 de outubro e 11 de novembro, com os resultados preliminares divulgados no dia 13 do mesmo mês.

Os dois certames receberam juntos mais de 1.100 inscrições, sendo os editais que mais tiveram propostas finalizadas. O número é um reflexo do processo de busca ativa, atividade que percorreu 19.363 km para auxiliar agentes culturais em comunidades quilombolas e aldeias indígenas por todo o estado. A ação foi desenvolvida pelo Governo do Tocantins, em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO) e a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), com interveniência da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico (Fapto).

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Confira o cronograma dos editais:

29/10:

Publicação do resultado final da habilitação

30/10 a 11/11:

Avaliação dos projetos

13/11:

Publicação do resultado provisório da avaliação e seleção dos projetos

14 a 19/11:

Interposição de recurso ao resultado provisório da avaliação e seleção dos projeto

21 a 25/11:

Análise dos recursos

26/11:

Publicação do resultado final da avaliação e seleção dos projetos

27/11 a 03/12:

Envio da documentação para habilitação tributária

04 a 06/12:

Análise da habilitação tributária

09/12:

Publicação do resultado provisório da habilitação tributária

10 a 12/12:

Interposição de recurso ao resultado provisório da habilitação tributária

13 a 16/12:

Análise dos recursos da habilitação tributária

17/12:

Publicação do resultado final

18 a 23/12:

Convocação para assinatura de contratos

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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